30.11.16

Pessoal | A minha mãe e as suas dicotomias

Eu e a minha mãe temos muitas semelhanças, mas depois há coisas que nos separam e que nos colocam em lugares totalmente opostos. A minha mãe é daquelas pessoas que reclama muito e várias vezes acerca do facto de o meu pai pouco fazer em casa. Reclama essencialmente do facto de ele não cozinhar nem de lavar a louça e outras vezes reclama por ele não fazer uma série de coisas que acha que ele deveria fazer por vontade própria, mas só faz quando ela lhe pede para o fazer e que no final o veredicto acaba sempre por ser negativo. O meu pai justifica-se dizendo que não faz porque já sabe que no final ela irá dizer-lhe que fez mal e que, mais cedo ou mais tarde, ela acabará por fazer as coisas uma segunda vez, mas desta vez à sua maneira. 

Outra coisa que a minha mãe faz é reclamar das coisas que eu não faço, mas que devia fazer porque supostamente tenho mais tempo livre do que o meu namorado. Reclama do meu pai não lavar a louça, mas acha que eu - por ter mais tempo e logo estou menos cansada do que o meu namorado - devia não só cozinhar como também deveria lavar a louça em vez de optar por aquilo que surgiu de forma bastante natural sem que nenhum de nós tivesse alguma vez de dizer ao outro o que deveria ou não fazer. Cá em casa quem cozinha não lava a louça. Ponto. A minha mãe também acha que eu - mais uma vez por ter mais tempo livre - deveria limpar a casa sozinha em vez de esperar pelo fim-de-semana para a limpar com o meu namorado que coitadinho precisa muito de descansar. No entanto, há outros dias em que diz que tenho muita sorte por ter alguém ao meu lado que me ajuda e que não tem problema nenhum em partilhar sem reclamar as várias tarefas domésticas que têm de ser feitas diariamente.  

No fundo, a minha mãe é aquele tipo de pessoa que acha que o marido deveria ajudar mais nas tarefas domésticas, mas que ainda não conseguiu ultrapassar aquele sentimento do antigamente em que essas tarefas diziam respeito unicamente à mulher.  

28.11.16

It's Christmas Time | Presentes que se comem #2 (Salame de Chocolate)

As publicações "Presentes que se comem" começaram de forma bem simples e saudável, mas hoje vão sofrer uma pequena reviravolta. O simples e a rapidez com que se faz irão continuar a estar presentes, quanto ao saudável é que já tenho as minhas duvidas. 

A sugestão de hoje é o belo do salame de chocolate. Quem não gosta deste doce do demo? Bem sei que este não é daqueles doces que têm a capacidade de agradar a gregos e a troianos e que só os mais fortes conseguem comer uma fatia atrás da outra sem se agarrarem à barriga enquanto se queixam de como estão enjoados. Sempre que o faço lembro-me da minha melhor amiga que é das poucas pessoas que conheço que acha completamente compreensível que pessoas como ela e como eu não se deixem ficar por uma só fatia, nem por um único ovo mole, nem por um único quadrado de chocolate sempre que a vontade de comer chocolate aperta... Portanto, este é o "presente que se come" perfeito para os vossos familiares e amigos mais gulosos.  


Para fazerem o salame de chocolate vão precisar de: 180g de manteiga sem sal, 150g de açúcar amarelo, 150g de cacau em pó, 1 ovo e 200g de bolachas digestivas ou de bolacha maria.

Preparação:
Numa taça de tamanho médio bater a manteiga com o açúcar amarelo até obter uma massa esbranquiçada. Adicionar o ovo e o cacau em pó e misturar tudo muito bem. Por fim juntar as bolachas partidas previamente aos pedaços à massa. 
Por último, colocar a massa numa folha de papel de estanho e com a ajuda das mãos amassar o preparado de modo a que este fique em forma de rolo. Levar ao frigorífico pelo menos durante 6 horas antes de servir. (Conservar no frigorífico até a altura de o oferecerem).

Relacionados:
It´s Christmas Time | Presentes que se comem #1 (Granola caseira)

25.11.16

Aquele momento em que...

decides comprar os bilhetes para o concerto do Bruno Mars (4 dias depois destes ficarem à venda) e descobres que a maior parte dos bilhetes já esgotou e os que existem são tão escandalosamente caros que por momentos rendes-te à evidência e ficas 5 minutos a insultar-te a ti própria


mas depois eis que o teu namorado salva o dia e diz "Há bilhetes relativamente baratos para o concerto dele em Copenhaga!" e tu ficas desde então com o seguinte estado de espírito:



Agora imaginem-me toda histérica a dizer "Ainda nem acrediiito que vou ver o Bruuuno Mars Aaaaahhhhh (e visitar uma cidade que ainda não conheço)!" 

24.11.16

It's Christmas Time | Para surpreender #1 (Bolo Floresta Negra com recheio de frutos silvestres)

Falta precisamente um mês para a noite mais mágica do ano. Falo obviamente da noite de Natal e por isso hoje trago-vos uma receita que é simplesmente de babar e de chorar por mais. Faz precisamente dois anos que a fiz pela primeira vez e desde então que a tenho repetido em alturas especiais e até hoje não houve um único dia em que este bolo não tenha sido um autêntico sucesso.

Inicialmente era apenas um bolo rico de chocolate que costumava rechear e cobrir com chantilly, mas há dois anos atrás pensei que isto às tantas era capaz de ficar ainda melhor se fizesse um recheio de frutos silvestres e se o cobrisse com chocolate. Claramente esta foi das ideias mais brilhantes que tive na minha vida.



Bolo Floresta Negra com recheio de Frutos Silvestres

Ingredientes:
Para o bolo: 5 ovos (separar as claras das gemas); 120g de manteiga a temperatura ambiente; 35g de chocolate em pó; 130g de chocolate negro (pelo menos com 35% de cacau); 150g de açúcar; 130g de farinha + 1 colher de chá de fermento; 3 colheres de sopa de leite;

Para o molho de frutos silvestres: 150g de frutos silvestres (comprei congelados e descongelei antes de usar); 50g de açúcar;

Para o recheio de frutos silvestres: 150g de frutos silvestres (comprei congelados e descongelei antes de usar); 50g de açúcar; 10g de manteiga; 1 colher de sopa de água; 30ml de natas; 1 ovo batido;

Para a cobertura de chocolate: 200ml de natas; 100g de chocolate de culinária;

Para decorar: mistura de alguns frutos silvestres (na foto usei as sobras dos frutos congelados, mas normalmente opto por usar frutas frescas: framboesas, mirtilos e amoras).

Preparação:
Bolo: Derreter o chocolate em banho-maria. Untar um tabuleiro que possa ir ao forno com manteiga, forra-lo com papel vegetal e unta-lo novamente com um pouco de manteiga. Pré-aquecer o forno a 180º.  Numa taça misturar a farinha, o fermento e o chocolate em pó. Separar as gemas das claras e bater com a batedeira as claras em castelo (estão prontas quando se formarem picos bem firmes). À parte juntar a manteiga e o açúcar, bater até obter uma mistura pálida e fofa. Juntam-se as gemas, o leite e o chocolate derretido até que tudo esteja muito bem misturado. Aos poucos e sem usar a batedeira vai-se juntando a mistura da farinha (costumo, no final, usar a batedeira só por alguns segundos de forma a ter a certeza de que não existem bocados de farinha). Por último, juntar as claras. Misturar tudo e levar ao forno durante 20 a 30 minutos (rodar o tabuleiro a meio da cozedura). O bolo está pronto quando assim que se fizer o teste do palito (enfiar um palito no centro do bolo) ele sair seco. Com o bolo completamente arrefecido acertar as bordas e cortá-lo ao meio em metades iguais. 

Molho de frutos silvestres: Colocar todos os ingredientes num tacho e levar ao lume. Assim que levantar fervura retirar do fogão, triturar com a varinha mágica e coar. 

Recheio de frutos silvestres: Num tacho juntar a água, a manteiga, o açúcar e os frutos silvestres. Quando começar a ferver juntar as natas e mexer bem. Retirar do lume. Para que o ovo não talhe reservar à parte um pouco do recheio. Numa tigela bater o ovo, juntar o preparado que reservou e mexer tudo até ter uma mistura homogénea. Juntar a mistura do ovo ao resto do preparado e levar novamente ao lume. O recheio está pronto assim que o creme começar a engrossar. 

Cobertura de chocolate: Colocar as natas num tacho (já estão a pensar na quantidade de louça que vão ter de lavar no final, não estão? Percebo, mas garanto-vos que irá valer a pena!) e deixa-las levantar fervura em lume brando. Retirar do fogão, juntar o chocolate partido aos pedaços e mexer até que este fique completamente derretido.  

Montagem:
Eis que chegamos à minha parte preferida! A montagem é fácil, mas tem de ser feita com alguma calma e sem grandes preocupações acerca se está a ficar bonito ou não. Acreditem em mim quando vos digo que enquanto estou a montar qualquer bolo acho sempre que está a ficar horrivel, mas no final quando está tudo pronto e no devido lugar olho e percebo que afinal até nem está nada mal! 

Em primeiro lugar colocam no prato de servir uma das metades do bolo. Regam-na com um pouco do molho de frutos silvestres e não se esqueçam de regar a outra metade também. Na metade de bolo que está no prato espalhem abundantemente o recheio e depois coloquem por cima a segunda metade. Não se preocupem se o recheio começar a sair pelas bordas do bolo. Pessoalmente adoro ver o próprio bolo a "babar-se" :) Depois é só colocar a cobertura de chocolate em cima da segunda metade. Se virem que não vale a pena usarem toda a cobertura guardem-na no frigorífico até 5 dias. Podem usá-la em outros bolos ou em panquecas por exemplo.  Para tornarem o vosso bolo ainda mais bonito no topo coloquem algumas das frutas que vos tenham sobrado. 

Espero que gostem! Se experimentarem não se esqueçam de me vir dizer como correu. Aproveitem e tirem uma foto e enviem-na para o meu email (sweetraspberry59@gmail.com) porque sim, sou uma curiosa assumida! 

23.11.16

Música para os meus ouvidos


Serei a única pessoa a estar viciada no novo álbum (24K Magic) do Bruno Mars? Assim de repente parece-me ser o remédio perfeito para qualquer dia não ou para tornar um dia sim ainda mais positivo e animado. 

22.11.16

Saúde | Adeus ginásio, até qualquer dia!

Hoje foi o dia em que tomei uma decisão que andava a adiar há muito tempo. Decidi congelar a minha matricula do ginásio. Sempre olhei para o exercício físico como sendo um momento de libertação de más energias culminando com um sentimento de paz de espírito. Contudo há muito que não andava nem a conseguir libertar as más energias nem a sentir esse sentimento de paz que se segue a um treino bastante puxado e suado. 

Desde Junho que ando a lidar com um problema de saúde que parece não ter fim à vista. Começou com uma dor intensa e continuada num sítio muito especifico da mama. Não se sentindo nada de alarmante o médico que me examinou na altura optou por me mudar a pílula. Se no mês seguinte me senti melhor no outro as dores voltaram a triplicar. Deixou de ser uma dor localizada passando a ser uma dor que viaja entre a mama, o ombro, a axila e o braço até à zona do cotovelo deixando-me em dias maus incapaz de cozinhar, cortar legumes e de fazer os meus bolos. Deixou de ser uma dor chata para ser uma dor que me deixa incapacitada de fazer o que gosto e de trabalhar naquilo que realmente me faz feliz. Tudo isto mais o facto de não conseguir fazer exercício sem que a situação piorasse instantaneamente fez com que eu senti-se menos vontade de vir aqui e talvez esse tenha sido o principal motivo que me manteve tantos meses afastada deste pequeno mundo. 

Em Setembro tive uma consulta de urgência marcada pelo médico de medicina geral na Breast Clinic. Pensei que fossem fazer exames mais específicos já que toda a carta que recebi antes da consulta era tudo menos tranquilizadora, mas afinal só fizeram o exame da apalpação mamária. Mais uma vez a médica não sentiu nada de alarmante a não ser um inchaço na zona do peito dizendo por fim que lhe parecia ser um problema entre músculo e cartilagem causado provavelmente pelo exercício e que passaria com o uso do soutien 24 horas por dia e de uma pomada que poderia comprar em qualquer farmácia sem receita médica. 

Não passou e para a semana vou ao médico novamente. Já falei com várias pessoas daqui acerca deste assunto e todas me disseram o mesmo: que se não for eu a pedir para fazer exames que a situação vai continuar a arrastar-se precisamente por nenhum dos médicos sentir nada de alarmante. Isto deixa-me tão frustrada: como assim tenho de ser eu a pedir para fazer exames? Mais um bocadinho e também querem que eu faça toda uma pesquisa acerca do tipo de exames que preciso de fazer, não? 

21.11.16

It's Christmas Time | Presentes que se comem #1 (Granola caseira)

Para mim Natal é sinónimo de família, partilha e de alegria. Talvez seja por isso que tento sempre pôr um pouco de amor em tudo aquilo que ofereço por esta altura. Esse "amor" tanto pode ser um pormenor no embrulho que só a outra pessoa irá reparar e associar a algo ou uma pequena mensagem dentro do próprio embrulho ou algo que foi feito e pensado por mim. 

A esta altura penso que não seja nenhum segredo que cozinhar é a minha grande paixão e é aquilo que mais prazer me dá fazer a cada dia. Por isso, estou certa de que não ficarão surpreendidos se vos disser que para além do presente em si (que é mais uma pequena lembrança) também costumo oferecer um pequeno cabaz com coisas feitas por mim porque sim e porque gosto de mimar aqueles que também me mimam de diferentes formas ao longo do ano.

Hoje trago-vos a primeira sugestão de presentes feitos com (muito!) amor. Decidi começar por algo simples e muito fácil de se fazer. A granola é uma excelente opção para aqueles que querem dar um miminho feito por si, mas que por diversos motivos não têm tempo suficiente para se dedicarem às artes da culinária. Trata-se de um presente saudável e mesmo que "saudável" não combine com Natal de certeza que combina com "2017" não fosse o "desejo emagrecer x quilos" um dos desejos mais pedidos a cada novo ano, certo? 

A receita não poderia ser mais simples. 
Para a fazer vão precisar de: aveia, óleo de coco (ou de outra gordura), mel, nozes, amêndoas, e sementes variadas. 



Comecem por ligar o forno a 180º e num tabuleiro de ir ao forno coloquem 3 chávenas de flocos de aveia, meia chávena de nozes picadas grosseiramente, uma chávena de amêndoas e as sementes (pus uma colher de sopa de sementes de linhaça, de girassol e de chia). Juntem uma colher de sopa de óleo de coco para uma versão mais saudável (podem usar manteiga sem sal ou azeite se não tiverem óleo de coco). De seguida juntem 2/3 de chávena de mel. Misturem tudo muito bem e levem ao forno. Demora cerca de 30 minutos. A meio mexam o conteúdo e retirem do forno assim que dourar. Estejam atentos para que não queime!

Assim que retirarem a granola do forno podem juntar mais algumas coisas. Podem juntar chocolate preto partido aos bocadinhos se quiserem dar um ar mais guloso ou então podem optar pela versão mais saudável e juntar algumas frutas secas (uvas passas, figos secos, arandos, o que quiserem).  

Assim que a granola estiver completamente arrefecida é só pô-la em pequenos frascos e decorarem-nos a gosto! 


Como podem usar a granola? Podem come-la com iogurte ou leite como também podem optar pela minha versão preferida: misturar numa taça a granola com algumas rodelas de banana e no final polvilhar tudo com coco ralado. Pessoalmente acho que é uma óptima sugestão que funciona lindamente tanto como para pequeno-almoço como para um lanche.

Amor em minúsculas



Às vezes, já de manhã, acordo pouco antes do despertador tocar e durante aqueles poucos minutos em que ele ainda dorme profundamente com o corpo virado para mim e a casa ainda está mergulhada no silêncio gosto de ficar a olhá-lo e de observar a beleza dos seus lábios entreabertos. Outras vezes não resisto e acabo mesmo por lhe dar um beijinho quase em segredo evitando que ele acorde completamente. Para muitas pessoas isto seria algo verdadeiramente estranho, a minha sorte é que ele acha a minha estranheza fofinha. 

18.11.16

It's Christmas Time | Digam de vossa justiça


E se eu vos dissesse que ao longo das próximas semanas poderão encontrar no blogue receitas de coisinhas boas que poderão usar para oferecer às vossas pessoas e outras quantas que poderão usar para surpreender a vossa família no jantar de Natal e de Ano Novo? Gostavam ou era algo que poderiam viver bastante bem sem isso? 

17.11.16

A blogosfera de hoje



Detesto esta coisa de blogues com conteúdos programados e que se limitam a falar dos mesmos temas a toda a hora e de uma forma excessivamente profissional. Com isto não quero dizer que não existem realmente bloggers que fazem um óptimo trabalho com este tipo de blogues, mas no meu entender são poucos/as aqueles/as que conseguem manter o seu toque pessoal ao mesmo tempo que tentam promover determinado produto. 

Gosto de espontaneidade e de visitar um blogue sem saber ao certo o que irei encontrar. Gosto de bloguers que falem sobre si, sobre os seus planos, sobre a sua vida e do mundo em geral. Gosto tanto de bloguers que publicam várias vezes ao dia quer sejam publicações curtas ou longas assim como gosto em igual medida de bloguers que só publicam algumas vezes por mês. Gosto deste tipo de blogues porque são estes que fazem com que sinta algum grau de empatia pela pessoa que os escreve. São estes blogues que me me inspiram e que me fazem sorrir. São estes blogues que fazem com que fique com aquele sentimento de que conheço quem está do outro lado mesmo só ficando a conhecer aquilo que essa pessoa quer que os seus leitores conheçam. São estes blogues que eu visito diariamente e que me fazem sorrir com as suas conquistas e ficar triste com os seus momentos menos bons. São estes blogues espontâneos que me permitem sentir enquanto que os outros muitas vezes fazem-me sentir algo que não aprecio: indiferença. 

Se conhecem blogues espontâneos como os que descrevi sintam-se no direito de os partilharem comigo. Ando desesperadamente a precisar de ler coisas novas.  

15.11.16

It's Christmas Time | Aquele momento em que transpiras entusiasmo e o Universo te dá um murro no estômago



Dizia eu ontem à tarde que já tinha seleccionado todas as receitas que queria experimentar até ao Natal de forma a ver quais resultavam melhor e quais deveria mandar para o inferno das receitas que só devem funcionar por artes mágicas ou fazendo uso de feitiçaria negra. Dizia eu para quem quisesse ouvir que este ano é que ia ser, que iria fazer as coisas com tempo e que não iria fazer o habitual (experimentar receitas novas disto e daquilo em dias tão importantes como o Natal e o Ano Novo em que temos a família toda a julgar o que pomos na mesa).  Dizia eu ainda mais alto que iria já começar naquele dia (ontem!) quando ao fim de meia hora com as coisas no forno reparo que aquela merda só estava a bombar ar frio e ar quente que é bom nada! NA-DA! Só ar frio e as coisas completamente liquidas e uma Raspberry de muito mau humor. O forno morreu e se isto não é o Universo a querer sabotar-me os planos, então não sei o que será...

9.11.16

Actualidade | Quantos mais dias negros caberá em 2016?!

Mais uma vez as sondagens vieram provar que não passam de meros números que poderão querer dizer tudo, mas que também poderão querer dizer rigorosamente nada. 

Uma grande parte das pessoas não acreditava que o Brexit realmente acontecesse e as sondagens, mesmo com uma diferença mínima, apontavam para a vitória do "ficar na UE" e, mesmo assim, um dia depois do referendo todos acordamos sem saber o que viria a seguir, mas com a certeza de que o racismo e a xenofobia naquele dia tinham saído vencedores. 

Hoje, mais uma vez, acordamos com o coração na boca e de queixo caído. Talvez o nosso erro tenha sido acreditar que alguém tão bronco e que não mede as palavras que diz jamais poderia sair vencedor. Talvez o nosso erro tenha sido acreditar de forma desmedida que o povo americano não poderia ser tão ignorante ao ponto de dar um passo que poderá conduzi-los ao passado e a um futuro assustador. (Ou talvez esse tenha sido só o meu erro.) Mais uma vez ganhou o racismo, a xenofobia e o preconceito para tudo o que é diferente. 

Como é que é possível chegar-se a Presidente dos Estados Unidos da América referindo-se às mulher de forma tão desrespeitosa e vulgar como Donald Trump tantas vezes o fez? Como é possível tanta gente ter votado em alguém que não quer fazer valer os direitos não só das mulheres, mas também dos homossexuais e da humanidade em geral? Como é possível alguém ter sido eleito presidente de uma das maiores potências a nível Mundial dizendo que o aquecimento global não existe? 

Pergunto-me que tipo de América iremos ter a partir de hoje. O mundo está a mudar e aos poucos está a tornar-se em algo que me assusta e acerca disso faço minhas as palavras de uma professora de História que tive na altura do secundário: o tempo vai passando, mas a História vai-se repetindo.