29.4.16

Ainda falta muito para Agosto?

Depois de dois anos a festejar os anos dele em Terras de Nossa Majestade e depois de dois anos a ter o privilegio de passar o meu dia com todos os que me aquecem o coração este ano decidimos mudar e fazer algo diferente. Em Julho rumamos a Portugal para matarmos saudades das nossas pessoas, para vermos como os mais recentes membros da família cresceram, para ir à praia e matar saudades da comida Portuguesa. Na primeira semana de Agosto iremos passar o meu dia em grande: a viajar! A indecisão foi muita já que destinos que nos agradem são imensos, mas depois de pesar todos os gastos e tempo de férias disponíveis acabamos por escolher Dublin, Irlanda como destino final. Serão apenas alguns dias, mas tenho a certeza que serão inesquecíveis (pela positiva, espero eu) e  muito bem preenchidos! I can't wait!


28.4.16

Das coisas que me fazem sorrir



Existem várias coisas que me fazem sorrir, mas os momentos em que não estou à espera de o fazer são aqueles que me dão um bocadinho mais de prazer. Hoje enquanto lia uma passagem do livro que ando a ler deparei-me com uma parte em que uma das personagens dizia que conseguia visualizar a alma de todas as pessoas que ele desenhava e que a alma da mãe dele era um enorme girassol e isto fez-me voltar atrás no tempo e sorrir. Fez-me recordar um dos muitos momentos felizes que vivi enquanto estudante universitária em que uma das minhas amigas que adorava desenhar certo dia a meio de uma aula disse-me "a tua consciência seria uma flor" e quando voltei a olhar já ela tinha desenhado uma flor toda bonita com um pormenor que ainda hoje me faz soltar uma valente gargalhada. Não era apenas uma flor; era uma flor com as mãos na anca!  

Ah o tempo, esse maroto!

Os Ingleses costumam dizer que quando não há Inverno a sério, também não há Primavera a sério e eles lá devem saber o que dizem. Se no ano passado a roupa de Inverno já tinha saído do armário para dar espaço à de meia estação este ano ainda continuo a usar as minhas camisolas quentinhas acompanhadas pelos meus sobretudos preferidos. A verdade é que nestes últimos dias não nos tem faltado nada e por não faltar nada refiro-me às diferentes condições meteorológicas. Num mesmo dia conseguimos ter sol e céu azul, chuva forte, granizo e neve. Tudo isto acompanhado com um frio gelado que nem no Inverno propriamente dito esteve! 

26.4.16

Pessoal | Acerca das relações humanas



Com o tempo aprendi que é preferível dizer o que tenho a dizer mesmo que a outra pessoa possa vir a ficar chateada do que permanecer calada como que à espera que a outra pessoa venha a aperceber-se, por um acto de magia ou inspiração divina, que me magoou de alguma forma. Zangas podem facilmente ser resolvidas se ambas as partes estiverem predispostas a isso enquanto que ressentimentos apenas servem para minar relações. 

18.4.16

A 18 de Abril de 2007 algo de mágico aconteceu...



Nove anos passaram desde que passamos a fazer parte da vida um do outro e desde então que cada ano tem sido tão ou mais incrível do que o anterior. Parabéns a nós por mais um ano cheio de amor, carinho, zangas, reconciliações, amizade, sorrisos, cumplicidade, lágrimas e gargalhadas também. Parabéns a nós por sermos simplesmente perfeitos um para o outro tal como somos. 

17.4.16

Coisas que me acontecem


É oficial: a minha máquina de lavar roupa odeia-me. Depois de ter rasgado parcialmente duas t-shirts que uso no ginásio hoje decidiu atacar novamente! 



13.4.16

Sociedade | Mulheres aquele ser do demo



Hoje no Expresso pode-se ler que numa escola da Nova Zelândia - esse país super evoluído onde dizem que as pessoas são extremamente felizes e que é um local de sonho para se viver - cerca de quarenta raparigas de uma escola secundária foram chamadas à atenção devido ao comprimento das suas saias do uniforme escolar e foi-lhes pedido para que as baixassem até ao joelho. A justificação obviamente não poderia ser nem mais machista nem mais previsível. 

Tratando-se de um uniforme escolar perceberia se a razão para pedirem para que baixassem as saias até aos joelhos fosse devido às regras desse mesmo uniforme, mas recuso-me a aceitar que a razão foi porque com as saias acima do joelho faziam com que professores e funcionários não conseguissem fazer o que lhes compete de forma eficiente e porque para além disso muitos dos seres masculinos que por lá andam poderiam ficar distraídos e com a mente repleta de pensamentos pecaminosos. Mais uma vez a mulher e a roupa que ela decide usar aparece como sendo a culpada pelo facto de os homens, coitados, não conseguirem controlar os seus pensamentos e instintos mais animalescos. 

Não sei quão curtas as saias estariam e sei que muito provavelmente ir para a escola ou para o trabalho com uma saia que mostre a maior parte das pernas não será a escolha mais apropriada, mas uma coisa é falarmos de vestuário apropriado para o local X e outra coisa é dizer que não podemos usar isto e aquilo para a nossa própria segurança. Pergunto-me até quando esta ideia em que o culpado é a mulher e não o homem continuará tão presente na cabeça de tanta gente. Quando é que a sociedade em geral irá parar de culpar a mulher por ser assediada e/ ou violada porque naquele dia decidiu usar aquele vestido ou aquele top mais decotado?

12.4.16

Acerca do exercício físico


Existem dias em que correr durante meia hora não é nenhum sacrifício tem outros em que ao fim de oito minutos já só nos apetece falecer e que mesmo assim continuamos e quando vamos a ver só paramos aos 22 minutos. 

4.4.16

Livros | O meu mês de Março em Livros

Ao longo do mês de Março li três livros: um que li num ápice de tão bom e alucinante que era, outro do qual não gostei nem um bocadinho e ainda outro que ainda estou a assimilar todas as sensações que me fez sentir ao longo da sua leitura.

Sempre gostei de começar pelo pior e terminar com o melhor e assim sendo vou começar este pequeno artigo de opinião (será que vai ser mesmo pequeno?) pelo livro que menos gostei. 

Cotação Goodreads: 3.99/5
A minha cotação: 2/5
Depois de ter lido o primeiro volume da saga Jack Reacher sem ter ficado minimamente convencida decidi dar uma segunda oportunidade àquele que o meu namorado era capaz de jurar a pés juntos que era mesmo muito bom (aliás ele deu-lhe cinco estrelas no goodreads), mas como isto do gosto é muito subjectivo eu acabei por lhe dar apenas duas estrelas. 
Em Die Trying encontramos mais uma vez Jack no local errado à hora errada. Ele simplesmente queria ajudar uma mulher que se encontrava a sair da lavandaria com uma montanha de roupa, mas acabou por ser raptado juntamente com a jovem que se viria a saber que era uma agente especial do FBI. Dentro da mala de uma carrinha e sem saber exactamente a direcção que estavam a tomar Jack Reacher sentia-se indefeso e obrigado a continuar esta viagem contra a sua vontade tendo sempre a esperança de vir a conseguir escapar e a salvar a jovem. Quando finalmente a carrinha pára e voltam a ver literalmente a luz do sol dão de caras com um acampamento no meio do nada onde as pessoas estão completamente convencidas de que todas aquelas teorias da conspiração de que já todos ouvimos falar são mesmo verdade e por essa razão pretendem declarar a sua independência. Do que gostei: o enredo é bom e cativante e a verdade é que é sempre interessante ler acerca de alguém que se torna no líder de algo muito semelhante a uma ceita e que sabe-se lá como consegue mesmo convencer dezenas de pessoas que as coisas se passam de certa forma e não de outra. Do que não gostei nem um bocadinho: o que me aborreceu de morte foram todas aquelas páginas que explicam o porquê das coisas. Aqui me confesso: em livros de acção quero acção não quero saber toda a ciência por detrás do tiro nem quero saber os diferentes tipos de armas que existem e tampouco quero saber acerca de tudo aquilo que pode fazer com que a bala não atinja o nosso alvo. Apesar de me ter permitido saber coisas que até então desconhecia acerca de armas e da técnica de tiro a verdade é que todas estas páginas demasiado cheias de informação fizeram com que eu achasse o livro um pouco aborrecido.

Cotação do Goodreads: 3.86/5
A minha cotação: 4/5
Depois de um livro tão aborrecido Downfall de Jeff Abbott surgiu na minha vida como uma lufada de ar fresco. Trata-se do terceiro livro da saga de Sam Capra (para saberem a minha opinião acerca do primeiro e do segundo volume sigam os links).
Sam Capra procurava uma vida calma numa cidade pacata onde o tempo para ser pai e para manter os seus bares em funcionamento coincidiriam, mas tudo muda quando Diana entra no seu bar soprando um "ajuda-me" enquanto era perseguida por dois homens armados. Procurando salva-la Sam acaba por matar um dos agressores e consequentemente acaba por atrair a atenção não só da policia e dos jornalistas, mas acima de tudo acaba por atrair a atenção de Belias - o mestre do crime, capaz de realizar qualquer sonho de qualquer pessoa por um preço. Ao longo das 400 páginas vamos descobrindo um pouco mais acerca da rede de contactos de Belias e quem dela faz parte ao mesmo tempo que nos questionamos acerca do que estaríamos dispostos a fazer para termos tudo aquilo que mais desejamos (quer seja sucesso profissional quer seja uma vida segura e pacata onde a nossa segurança e a segurança de quem mais amamos estivesse garantida).
A história como sempre passa-se a um ritmo alucinante tornando-o num daqueles livros proibidos de serem lidos naqueles cinco minutos antes de cairmos no sono. Pousar o livro e voltar ao mundo real torna-se numa tarefa pesada e difícil. Jeff Abbott é um escritor brilhante e atrevo-me mesmo a dizer que é o mestre no toca a descrever cenas de acção e de luta ao mesmo tempo que consegue criar momentos em que ficamos com o coração nas mãos e ansiosos pelo que poderá vir a seguir. 

Cotação Goodreads: 4.19/5
A minha cotação: 4/5
All the Bright Places foi o último livro que li no mês de Março e foi aquele que foi capaz de encher e de partir o meu coração em mil pedaços. Trata-se de um Young Adult e de uma certa forma fez-me recordar dois livros que já li e que já aqui falei deles. Por um lado recorda-nos o amor doce de Eleanor&Park e por outro lado também nos faz recordar em certos momentos A Culpa é das Estrelas. Quando abri este livro não sabia muito bem o que esperar, mas no final a única coisa que me apetecia verdadeiramente fazer era ficar em posição fetal e chorar por ter sido tão bonito, triste e intenso. All the Bright Places é um livro que aborda temas como: a depressão, o sentir-se sozinho, o ser-se olhado como sendo uma pessoa estranha e acima de tudo é um livro que nos mostra o valor da amizade verdadeira e do amor. No entanto, também é um livro que nos mostra que nem sempre a amizade e o amor conseguem por si só salvar-nos.
Violet vive a contar os dias que faltam para terminar o secundário e começar uma nova vida ao mesmo tempo que se encontra a aprender a viver sem a sua irmã que morreu num acidente de carro. Finch é o rapaz estranho da escola que tem comportamentos estranhos e que é obcecado pela própria morte. Tal como Violet encontra-se em sofrimento, mas acima de tudo encontra-se num estado depressivo profundo. Violet e Finch conhecem-se na torre da escola, mas é no momento em que o olhar de um se cruza com o olhar do outro que decidem que aquele não será o dia da sua morte. É a partir de então que começam a passar cada vez mais tempo juntos e a trabalhar no mesmo grupo para um trabalho de uma disciplina em comum. Juntos vão visitando os vários pontos turísticos ou de interesse do estado onde vivem (Indiana) ao passo que Violet vai aos poucos enfrentando aqueles que se tornaram os seus medos e aprende uma vez mais a viver e a ultrapassar a sua dor enquanto que Finch permanece o mesmo Finch. 
Muito havia ainda para dizer acerca deste livro, mas no essencial apenas resta dizer que este livro apesar de nos encher e partir o coração em mil pedaços alerta-nos para um tema que evitamos falar: o suicídio e a forma tão distinta como encaramos a morte de quem simplesmente morreu e a morte de quem decidiu que já não valia mais a pena viver. 

Já leram algum destes livros? Se sim, qual a vossa opinião? 

1.4.16

Actualidade | "The Secret War Crime"

Hoje dei de caras com um artigo feito pela revista Time. Nele era abordado um assunto que na maior parte das vezes acaba por nos passar ao lado. É abordado uma vez ou outra pelos jornais, mas rapidamente é encaminhado para uma parte recôndita do nosso subconsciente. Sabemos da sua existência, mas fazemos de tudo para ignorar a informação que nos chega. Os crimes levados a cabo durante a guerra do Congo poderá servir de exemplo. 

O artigo que encontramos na Time fala de um crime de guerra que todos sabemos que é comum a qualquer guerra, mas que por uma razão que me é desconhecida passa de certa forma despercebido. Todos sabemos que as violações acontecem durante qualquer guerra seja uma guerra que ocorre em solo Europeu quer seja uma guerra que ocorre em qualquer outro solo. No entanto, abordamos este crime em segredo como se o facto de não falarmos dele fizesse com que ele caísse no esquecimento e ao cair no esquecimento seria como se nunca tivesse acontecido.

O artigo é duro e cru como assim tem de ser. Nele encontramos vários relatos de mulheres que perderam quase tudo. Mulheres que viram os seus maridos serem mortos à sua frente; mulheres que viram os seus filhos serem arrancados dos seus próprios braços; mulheres que viram as suas filhas a serem levadas para serem violadas não por um, mas por vários homens; mulheres que foram violadas; mulheres que viram as suas filhas serem violadas até à morte; mulheres que se viram grávidas dos violadores; mulheres que sobreviveram à dor física e psicológica da violação; mulheres que viram as suas famílias a afastarem-se delas por estas terem deixado de ser consideradas puras pela sociedade em que vivem; mulheres que sobreviveram ao abandono dos seus maridos por terem sido violadas. São relatos absolutamente assustadores e arrepiantes. 

O homem é capaz do melhor e do pior, mas é impressionante como é que o homem consegue ter tanta imaginação para fazer o pior dos piores. Guerra é guerra e sendo ela o que é nunca poderia ser bonita e um mar de rosas, mas há coisas que simplesmente não se percebe e que me ultrapassam. Como é que violar todas as mulheres do "inimigo" vai fazer com que fiquem mais próximos de ganhar ou que cheguem mesmo a ganhar a guerra? Porquê que violar por si só não chega? Porquê que para além de violarem ainda têm de fazer coisas impensáveis como pegar numa arma e atirar para dentro da vagina da mulher? Porquê que depois da convenção de Genebra estes crimes continuam a não ser punidos? 

Parece mentira, mas apesar de ser dia um de Abril nada disto é mentira. Muito pelo contrário. 

Se quiserem ler o artigo: The Secret War Crime