30.3.16

Facto


Detesto quando recebo algum email com alguém a tratar-me pelos meus dois primeiros nomes.
 Parece sempre que estão a querer ralhar comigo. 

27.3.16



Façam o favor de terem um óptimo Domingo de Páscoa. Por estes lados e com a religião completamente de parte é dia de almoço com os sogros e com amigos especiais enquanto nos sentamos à volta da mesa a comer coisas boas e partilhamos os mais diversos acontecimentos. 

25.3.16

Crónicas de uma vida a dois


Sextas-feiras são sinónimo de pizza no sofá e de coca-cola no copo enquanto devoramos mais um filme ou mais um episódio de uma das séries que ambos acompanhamos. 

24.3.16

Actualidade | O Mundo de hoje


Viver por si só é assustador. É assustador não sabermos como será o dia de amanhã ou como estaremos daqui a dois anos. O desconhecido assusta, por isso evitamos pensar demasiado no futuro limitando-nos a viver um dia de cada vez. A vida assusta-nos porque o próprio mundo também ele é assustador. 

Ter o Donald Trump a concorrer para as presidenciais dos Estados Unidos é assustador. Saber que existem pessoas que se identificam com os seus ideais absolutamente ridículos, machistas, racistas e xenófobos também é assustador. Saber que partidos de extrema direita começam a ganhar cada vez mais apoiantes um pouco por toda a Europa também é verdadeiramente assustador. Assim como também nos assusta o facto de um dia estar tudo bem e no dia seguinte o nosso mundo estar em ruínas. Assusta acordar e perceber que o mundo está diferente de quando nos deitamos. Assusta perceber que existe um grande número de coisas que foge não só do nosso controlo, mas que também pessoas treinadas para detectar acontecimentos catastróficos nem sempre conseguem controla-los e / ou evitá-los como gostaríamos que acontecesse. 

O atentado de Paris abalou o nosso mundo. Os atentados que têm acontecido na Turquia também. O atentado em Bruxelas igualmente. Vivemos num mundo assustador porque nele existem pessoas verdadeiramente assustadoras e doentes. É horrivel como num espaço de segundos o nosso mundo fica abalado e dezenas de pessoas morrem e outras centenas ficam feridas só porque meia dúzia de "pessoas" e às vezes nem isso acharam por bem fazer um ataque ao mundo ocidental e à humanidade em geral em nome do fanatismo religioso.

Penso na quantidade de famílias à espera que sejam identificados todos os mortos e todos os feridos e só sinto vontade de chorar porque imagino como deve ser frustrante e angustiante não saber se o pior aconteceu ou não. Penso na quantidade de viagens que faço por ano nos vários aeroportos de Londres e questiono-me se um dia não poderei ser eu ou alguém que me venha visitar. Penso na quantidade de viagens que ele faz por ano em trabalho para diferentes partes da Europa e penso "e se um dia é ele?" Penso na quantidade de amigos que tenho a viver nas várias capitais e pergunto-me "e se um dia são eles?" Penso porque é impossível não pensar, mas depois também penso que é exactamente isto que os terroristas pretendem obter: instalar aquele pequeno verme que é o medo no interior de cada um de nós. E como em tudo na vida não podemos deixar que o medo tome controlo da nossa vida e por isso continuamos a viver mesmo que o mundo seja assustador, mesmo com a possibilidade de coisas más acontecerem porque só dessa forma somos capazes de demonstrar que ainda não foi desta que fomos vencidos. 

17.3.16

My Fit Self Challenge | Todas as [pequenas] vitórias merecem ser celebradas!


Seis meses passaram desde o dia em que levei um daqueles choques da realidade tão grandes que quase me dava uma coisinha má. Foi em Setembro que me apercebi que algo de muito errado se andava a passar comigo e que finalmente tinha chegado a altura de pôr um ponto final nessa situação. A minha avó morreu, sim foi uma merda ela ter morrido sem que eu tivesse a oportunidade de me despedir dela. Assim como também foi uma merda o facto de ela ter morrido sem que eu lhe tivesse dito que tudo estava bem entre nós. Sim, demorou muito tempo a perdoar-me pelo que não fiz por ter achado que havia tempo, mas também foi uma autêntica merda o facto de ter começado a comer porcaria atrás de porcaria para preencher vazios que por mais que fossem alimentados continuavam exactamente iguais. 

O calendário marcava o mês de Setembro de 2015; a minha balança marcava 69kg e os meus olhos não gostavam do que começavam a ver em frente ao espelho. Não sei ao certo como aconteceu, mas acredito que o processo de cura foi iniciado bem antes de eu ter dado conta dele. Em Setembro disse "BASTA!". Não pensei duas vezes e inscrevi-me no ginásio. Comecei uma reeducação alimentar. Deixei de ter doces em casa passando apenas a ter bolachas tipo Maria porque sabia que a essas conseguia resistir e que não me daria vontade de comer o pacote inteiro em tempo recorde. Passaram seis meses e ainda não voltei a ter nenhuma recaída, isto é. ainda não me deu para sair de casa, enfiar-me num qualquer supermercado e trazer para casa um sem número de chocolates e sentar-me no sofá a come-los como se fosse a coisa mais natural do mundo. Seis meses passaram desde que decidi que era altura de fazer as pazes comigo mesma e com a minha avó. Já não choro às escondidas, já não como às escondidas, já não me sinto vazia nem miserável. Voltei a ser feliz comigo mesma e aceitei o facto de que a minha avó ter morrido foi mesmo uma grande merda, mas percebi que ninguém escolhe a altura em que morre e que certamente de uma forma ou de outra ela deve ter percebido que tudo estava bem entre nós mesmo que eu não lho tivesse dito. 

Seis meses passaram e cinco quilos já foram à vida e um desses quilos foi perdido durante o My Fit Self Challenge (yay!). Pode parecer muito para alguns e pouco para outros. Afinal de contas nem um quilo por mês foi, mas para mim tem sido uma vitória atrás de vitória. A cada semana noto que algo no meu corpo mudou e que aos poucos se está a tornar naquilo que um dia foi e o facto de durante todo este processo não ter tido uma vontade louca de comer chocolates nem ter ganho peso já é o suficiente para me deixar super feliz e orgulhosa de mim mesma. 

16.3.16

Receitas | Acerca dos pequenos-almoços que sabem a sobremesa

Já aqui confessei que adoro papas de aveia logo pela manhã porque me fornece a energia e saciedade necessárias para aguentar uma manhã agitada e sem pausas para mini-lanches. Contudo, há algumas semanas atrás decidi experimentar as tão famosas (pelos menos por cá) overnight oats que são extremamente fáceis de fazer, não se fica com a sensação de estômago pesado como acontece quando fazemos papas de aveia a mais ou demasiado consistentes e ainda tem a vantagem de na manhã seguinte já estar pronto a comer sem ser preciso acrescentar rigorosamente nada. 

A receita é do mais simples que há e acreditem que sabe mesmo a sobremesa, mas daquelas em que não têm que se preocupar com as calorias - o que é ainda melhor! Se experimentarem não se esqueçam de me dizer o que acharam. Para terem acesso à receita propriamente dita cliquem em "ler mais".


15.3.16

Cinema | Flipped (A Descoberta do Primeiro Amor)

Este fim-de-semana vi mais filmes do que aqueles que costumo ver num conjunto de quatro meses. Apesar de ter estado um sol simplesmente maravilhoso a vontade de ficar em casa a descansar e a repor energias foi mais forte. Flipped foi um dos escolhidos não só porque já tinha lido opiniões bastante positivas acerca do mesmo, mas principalmente porque algo me dizia que este iria ser daqueles filmes fofos que não me iriam desiludir e que me iria encher o coração. Posso já adiantar que decididamente não me desiludiu e que realmente fiquei de coração cheio.   

Flipped é um romance contado a duas vozes. Uma delas é a de Juli e outra é a de Bryce. Juli e Bryce para além de serem duas crianças também são vizinhos e são colegas de turma na mesma escola. Na primeira vez que Juli Baker se cruzou com Bryce Loski o seu coração deu um salto e apaixonou-se. Quando Bryce Loski viu pela primeira vez Juli Baker ele fugiu. Juli estava convencida de que se encontrava irremediavelmente apaixonada por Bryce e como tal estava mais do que pronta a conquistar o seu coração mesmo que isso a levasse a ter comportamentos estranhados como cheira-lo e abraça-lo constantemente. Bryce estava convencido que o melhor era manter-se o mais longe possível de Juli mesmo que isso o obrigasse a tomar atitudes que aos poucos iam partindo o coração da nossa pequena e adorável Juli. 

Trata-se de uma história simples, mas é precisamente em toda esta simplicidade de acontecimentos e de comportamentos que está reunida toda a magia deste filme. Bryce e Juli fazem-nos suspirar em muitas cenas e soltar uma gargalhada noutras tantas. São personagens adoráveis e que nos fazem ficar de coração cheio. São personagens que nos fazem recordar algumas situações caricatas de quando também nós éramos pessoas de palmo e meio. Flipped relata a magia do primeiro amor e como diferentes pessoas reagem face à primeira paixão e como se poderão apaixonar e desiludir em tempos diferentes conforme vão crescendo. 


11.3.16

Words from the heart | A minha avó

A minha avó era uma mulher cheia de força, garra e de emoções. Lembro-me de me sentar muitas vezes ao seu lado e de ela me dizer que gostava muito de ter continuado os seus estudos e que ficou imensamente infeliz quando os pais dela decidiram ao fim do quarto ano tira-la da escola. Justificava-os dizendo que naquele tempo a escola era vista como sendo apenas necessária para os meninos e que as meninas apenas precisavam de fazer o mínimo. Sempre que falava disto os seus olhos brilhavam. Metade por emoção e a outra metade por orgulho de ao fim de tantos anos ainda ter guardado o diploma da quarta classe que não se cansava de mostrar como que a provar que aquilo que dizia era de facto verdade. 

Contava com alguma tristeza como foi mãe solteira num tempo em que não o deveria ter sido. Como o pai do seu filho não quis saber dela assim que soube que ela se encontrava grávida, mas sempre com a gratidão na voz por os seus pais a terem apoiado numa altura em que não deve ter sido fácil fazê-lo já que era contra as normas da sociedade da altura. Acabou por se casar com aquele que seria o avô que nunca conheci a não ser por fotos. Referia-se a ele como "o meu companheiro, aquele sacana". Era muito pequena quando um dia olhei para o seu braço e lhe perguntei o que era aquela marca que ela tinha. Disse-me que tinha sido o seu querido companheiro, aquele sacana que um dia ao chegar a casa e depois de se deparar com o ferro de passar a roupa ainda em cima da banca lho pousou no braço de forma a provar que ela era uma mentirosa e preguiçosa porque o ferro já estava frio. Estava quente e aquela marca ficou para sempre no seu braço. Foram tantas as histórias que fui ouvindo acerca do meu avô que com o tempo apercebi-me que não me lembro de alguma vez ter ouvido algo de bom acerca dele. A minha avó foi vitima de violência doméstica num tempo em que este termo não existia. 

Viveu em Moçambique antes do ultramar. Adorou viver lá e contava como as outras mulheres a olhavam de lado por não ter uma pretinha a tratar-lhe da casa. Relatou-me mil e uma histórias acerca das peripécias que se passaram tanto em Moçambique como em Portugal levadas a cabo pela minha mãe e pelo meu tio. Contou-me como deixou de gostar de bananas e como foi horrivel fazer aquela viagem de barco de Portugal a Moçambique e depois de Moçambique até Portugal.
A minha avó e o meu avô construíram duas casas. Trabalharam ambos na construção de ambas. Uma delas tornou-se na casa onde sempre vivi e a outra que fica mesmo ao lado acabou por ser vendida depois do divórcio que ocorreu logo depois do 25 de Abril. A minha avó nunca mais voltou a apaixonar-se. Já o meu avô voltou a casar-se e apesar de viver relativamente perto acabou por perder o contacto com os filhos. 

Não sei se alguma vez a minha avó foi verdadeiramente feliz. Acho que não. Nunca me pareceu uma pessoa verdadeiramente feliz. Parecia-me uma pessoa que teve alguns momentos felizes, mas as circunstâncias da vida nunca lhe permitiram que fosse feliz na totalidade. Pergunto-me: como se poderá voltar a ser feliz quando um dos nossos filhos nos escreve uma carta durante a guerra a pedir para deixarmos de lhe escrever, a dizer-nos que não vai voltar a casa e que se quer esquecer da família? Não, não acredito que ela alguma vez tenha voltado a ser feliz se é que alguma vez o foi. A minha avó nunca mais voltou a ver o filho que teve em solteira, mas em momento algum deixou de o procurar. 

A minha avó foi uma grande mulher. Sempre quis e sempre gostou de trabalhar e gostava tanto do local onde trabalhava e do seu patrão que um dia quase que andou à porrada porque os seus colegas de trabalho que se encontravam a fazer greve não queriam deixa-la passar. A minha avó era uma mulher do campo e que gostava de cultivar e de ir vender os seus produtos para a feira. Um dia andou à porrada com outra feirante porque esta lhe roubou o lugar e recusava-se a sair do sítio que não era seu. Nunca ficou a dever nada a ninguém e não descansava enquanto as pessoas não lhe pagassem o que deviam. Não gostava de maquilhagem e dizia com todo o orgulho que possam imaginar que nunca se tinha maquilhado, nunca tinha pintado as unhas e o cabelo e acreditem no que vos digo: ela tinha uma pele absolutamente impecável mesmo sem usar qualquer tipo de creme de rosto. Era a favor da despenalização do aborto, mas achava que a homossexualidade era uma doença (perdoem-lhe). Adorava falar e contar histórias caricatas. Também gostava muito de passear, mas detestava a agitação dos shoppings, a invenção das escadas rolantes e queijo. A minha avó gostava muito de flores, mas não suportava a ideia de lhe darem um ramo de flores. Dizia sempre para lhe darem antes as sementes para que ela as pudesse semear e vê-las crescer. Um dia fui a Espanha e trouxe-lhe uma sevelhana pequenina em louça e tornou-se na sua coisa preferida. 

Para além de uma grande mulher também era uma grande avó. Cozinhava sempre a minha comida preferida: batatas fritas com bife e deixava-me comer na sala em frente à televisão sem que os meus pais soubessem. Um dia deixou-me faltar às aulas porque eu queria muito ajudá-la a tratar dos coelhos. Deixava-me sempre mudar de canal quando ela se encontrava na sala a ver programas de adultos e eu queria ver desenhos animados. Todas as segundas-feiras, quando voltava da casa do meu tio, trazia-me um docinho e dizia-me para não dizer nada aos meus pais. Nunca me bateu mesmo quando eu estava a ser uma autêntica peste. Um dia insisti muito para que ela me levasse a Espanha porque queria comprar os famosos caramelos. Era muito pequena e pensou que iria conseguir enganar-me com relativa facilidade, mas quando chegamos ao local disse-lhe "É "panha" nada, é "pinho"!" (tradução: "É Espanha nada, é Espinho!") ela achou tanta piada que um dia levou-me mesmo a Espanha. 

A minha avó era uma grande mulher e uma grande avó, mas também era uma pessoa e como qualquer pessoa também tinha o seu lado negro, mas disso não me apetece falar. Pelo menos não hoje. 


10.3.16

My Fit Self Challenge | Dicas para quem quer fazer exercício sem ter de sair de casa

As desculpas para não fazermos exercício são mais do que muitas e entre elas contam-se as seguintes: o ginásio é caro, não tenho tempo de ir ao ginásio, já é tarde para fazer exercício, sair para correr no Inverno não está com nada porque ou está frio ou está a chover ou estão as duas coisas ao mesmo tempo e sair de casa no Verão para fazer exercício também é uma chatice porque está um calor que ninguém aguenta. É ou não é verdade? Acreditem que percebo todas estas desculpas porque também eu já as dei a mim mesma, mas a boa noticia é que é cada vez mais fácil encontrarmos online planos de treino feitos por profissionais que nos permitem queimar algumas ou muitas calorias sem termos de sair do calor do lar e num curto espaço de tempo. Antes de me decidir a frequentar o ginásio apenas fazia exercício em casa e durante esse tempo fui descobrindo vários canais no youtube. Na minha busca de exercícios diversificados, divertidos e que me permitissem trabalhar as várias zonas do corpo sem precisar de investir demasiado dinheiro em equipamento encontrei os seguintes canais: 

TiffanyRotheWorkouts: este foi o primeiro dos primeiros canais de youtube que encontrei que me encheu as medidas a 100%. A Tiffany é daquelas pessoas que promove uma mensagem super positiva acerca de como devemos olhar para o nosso corpo seja ele de que tamanho for e que através dos seus videos que variam entre os 10 e os 30 minutos consegue fazer com nos sintamos bonitas e incrivelmente sensuais enquanto suamos e isso é simplesmente fantástico! Podem visitar o seu canal de youtube aqui e também podem ter acesso a um calendário de exercícios totalmente grátis aqui

Blogilates: criado pela Cassey Ho é um canal onde podemos encontrar vídeos que variam entre HIIT, Pop Pilates que é uma mistura de cardio com pilates ou só mesmo pilates. A Cassey é uma pessoa cheia de vida e super divertida e os seus exercícios são um reflexo daquilo que ela é. Os seus exercícios são intensos e super eficazes! Se querem fazer parte do vasto grupo de seguidores da Cassey podem consultar a sua lista de vídeos aqui assim como também podem ter acesso a dois tipos de calendário (ao de iniciantes e ao mensal) e a algumas receitas saudáveis

POPSUGAR Fitness: neste canal podemos encontrar receitas saudáveis, dicas de alongamentos e quais os mais adequados para os vários tipos de exercício que vamos fazendo e vídeos que variam entre os 5 e os 40 minutos. Apesar de na maior parte dos vídeos encontrarmos a Anna Renderer como instrutora existem uns quantos vídeos que temos outros instrutores famosos (nomeadamente no mundo dos famosos de Hollywood) como convidados e é precisamente este tipo de variedade que me agrada neste canal.  Para terem uma ideia mais clara do que falo visitem o seu canal no youtube.

Já conheciam algum destes canais? Conhecem outros igualmente bons? Espero que de alguma forma esta publicação vos tenha sido útil e que vos deixe um bocadinho mais motivadas/ motivados a mexer o vosso corpo. 


4.3.16

A sociedade e o amor



Um dia falava com uma amiga ligeiramente mais velha do que eu acerca de um rapaz que de um momento para o outro acabou a sua relação de seis anos e decidiu viajar pelo mundo com outra moça por quem se tinha apaixonado loucamente voltando meses mais tarde para a antiga namorada que o recebeu de braços abertos. Eu demonstrava todas as minhas interrogações acerca do que teria levado a namorada a aceitá-lo novamente como seu namorado e ela desculpava o comportamento de ambos dizendo "são novos". Tudo isto fez com que na minha cabeça começasse a surgir um emaranhado de pensamentos à volta daquela resposta tão simples. "São novos" como se ser-se novo fosse sinónimo de não se saber ao certo o que se quer nem o que se faz e que portanto não valeria a pena racionalizar demasiado o comportamento quer de um quer de outro porque "são novos". Para além disto ainda me fez questionar a partir de que idade é que deixamos de "ser novos" já que o casal em questão tem 24 anos. 

Já ouvi tantas vezes este "são novos" para tantas e diferentes situações e dirigidos a pessoas tão diferentes que a verdade é que me começa a causar uma certa comichão. Não só por surgir de forma a justificar comportamentos impulsivos, mas também para menosprezar o amor jovem. Não consigo dizer quais das duas situações me irrita mais porque por um lado acho que certos comportamentos não podem ser perdoáveis, como o da traição, só porque se é novo e por outro lado sempre achei que amor é amor e sendo o amor aquilo que é não deve ser em momento algum encarado como se houvessem amores mais válidos do que outros. No entanto, o comportamento da sociedade em geral leva-nos a achar exactamente o oposto. Parece que quanto mais velhas as pessoas ficam menos crentes no amor se tornam. Principalmente quando falamos do amor jovem.
Conheci o meu namorado quando tinha 17 e foi aos 17 anos que ambos começamos a namorar. Lembro-me perfeitamente como foi. Eu tinha tido dois namorados antes dele enquanto que eu era a sua primeira namorada. Na altura em que ele me apresentou aos seus pais e eu o apresentei aos meus nenhum dos lados levou o relacionamento demasiado a sério. Os pais dele achavam que eu era uma "namoradita" e que quando entrássemos na faculdade cada um seguiria o seu caminho, isto é, ele andaria enrolado com outras e eu com outros. O meu pai achava que passávamos demasiado tempo juntos que nenhum dos dois tinha espaço para respirar e que nos devíamos ver menos vezes para não nos cansarmos rapidamente um do outro. A minha melhor amiga achava que eu era demasiado nova para me prender a um só rapaz e que devia continuar a sair e a conhecer rapazes novos (deixou de ser a minha melhor amiga). Um amigo da família dele que tinha cerca de 50 anos e que estava numa relação completamente disfuncional todas as vezes que nos via perguntava "então, mas ainda namoram?" e quando apanhava o meu namorado sozinho dizia-lhe que ele devia aproveitar a juventude para conhecer outras raparigas, desfrutar do prazer do sexo com outras entre outras tantas coisas.  Basicamente o que parece é que o amor aos 17 é visto pela sociedade como sendo menos válido do que o amor aos 30 como se para amares alguém precisasses de ter tido vários relacionamentos de forma a perceberes exactamente aquilo que queres e que tipo de pessoa queres ao teu lado. Como se a habilidade para amar precisasse de experiência. 

Para mim o amor surge de várias formas e em qualquer idade. Não existem amores mais válidos do que outros. Amar implica gostar da outra pessoa; querer o bem da outra pessoa; partilhar momentos e emoções com a outra pessoa; ser-se intimo da outra pessoa; apoiar a outra pessoa; confiar; e respeitar a outra pessoa... Se se tem isso, então é amor. Tenham os intervenientes a idade que tiverem. Não existe algo como ser-se demasiado novo ou demasiado velho para se amar. 

3.3.16

My Fit Self Challenge e uma receita saudável

Desde que o mês de Março começou que tenho vindo a aventurar-me um pouco mais na cozinha. Estava farta de estar a fazer praticamente as mesmas receitas semana a semana e usando o My Fit Self Challenge como desculpa comecei a procurar novas inspirações e foi daí que surgiu a receita que vos trago hoje. São uns Hambúrgueres de Salmão super saborosos e saudáveis! 

A receita foi posta em prática ontem e como quartas-feiras são sinónimo de ir ao ginásio e chegar a casa só às 21 horas decidi deixar as coisas já todas preparadas de forma a que quando chegasse a casa fosse só pôr as mãos na massa, formar os hambúrgueres e pô-los no forno por 10/15 minutos enquanto preparava uma salada para acompanhar. 


2.3.16

Facto


Não aprecio nada este tipo de calças.


Actualidade | Eu também tenho coisas a dizer acerca dos Oscars!

Depois de anos e anos a ser nomeado para a categoria de melhor actor em Fevereiro de 2016 Leonardo DiCaprio finalmente conseguiu arrecadar e levar para casa a tão desejada estatueta dourada. Meio mundo ficou eufórico e eu não fui excepção. Afinal de contas já era tempo deste senhor ganhar um Oscar. 
The Revenant a par do The Danish Girl foram os únicos filmes nomeados que vi até ao momento. Se adorei ver The Revenant? É provável que não tenha entrado para a minha lista de filmes preferidos, mas achei-o brilhante em aspecto de fotografia assim como achei absolutamente incrível a prestação de Leonardo DiCaprio ao longo de todo o filme. Decorar um guião todos conseguem agora passar todo aquele sentimento sem dizer quase nada a nível verbal, mas dizer tanto em termos de emoções é algo que considero dificílimo e acredito que pouquíssimos conseguissem fazer tão boa figura. Agora que todos já sabem a minha opinião acerca disto resta-me perguntar: aquele dedo maroto terá sido sem querer ou terá sido intencional? 


ps: o discurso também foi muito bom! 

1.3.16

My Fit Self Challenge



Março está mesmo a começar e no meio de uns quantos objectivos que pretendo cumprir ao longo deste terceiro mês do ano também pretendo ser bem sucedida no desafio proposto pela Nádia do blogue Perdida em Combate. Trata-se do My Fit Self Challenge e tal como o nome indica é um desafio que promove a saúde e bem-estar. Não se trata de todo de uma dieta, mas antes de pequenas dicas bastante simples e relativamente fáceis de seguir que nos ajudarão a sermos mais saudáveis.  

Nesta coisa do "ser-se saudável" há quem ache muito mais fácil manter uma alimentação saudável do que sair de casa e praticar algum exercício físico e depois há quem ache exactamente o oposto. Já não é a primeira vez que o refiro aqui no blogue, mas a prática de exercício nunca foi, para mim, um drama, o problema está antes em manter uma alimentação saudável a tempo inteiro. Digo a tempo inteiro porque o meu problema sempre esteve nos intervalos das refeições. Foi precisamente por esse motivo que há alguns meses atrás decidi consultar uma nutricionista para que conseguisse arranjar um plano que me permitisse comer ao longo do dia de forma saudável sem que tivesse/ sentisse vontade de comer chocolate ou bolachinhas. Naquela altura estava a passar por uma fase em que se começasse a comer um chocolate, por exemplo, só deixava de o comer quando este acabasse. Agora já não sou assim: primeiro porque evito ter chocolates e outros doces em casa já que a forma mais fácil de não os comer é não os ter; segundo porque passei a seguir à risca (umas vezes mais do que outras) o plano alimentar que me foi passado; terceiro o corpo acaba por se habituar e o vicio vai-se acalmando. Sim, que isto dos doces é mesmo um vicio. Contudo ainda não é fácil resistir às pequenas tentações do dia a dia e foi precisamente por isso que decidi participar no desafio proposto pela Nádia porque quando somos muitos (cliquem aqui para saberem quantos somos exactamente) a fazer o mesmo acaba não só por parecer mais fácil como também acabamos sempre por ficar com um grau de motivação completamente diferente. Mais alto, claro.

Falando do desafio em si. Aposto que estão curiosos por saber quais são as dicas da Nádia, não estão? O My Fit Self Challenge consiste em 13 pontos e são os seguintes:


- Trocar o pão branco por pão integral ou de sementes; (Já o faço. Aliás, raramente compramos pão branco.)
- Reduzir o consumo de sal (lima, limão e ervas aromáticas são excelentes alternativas); (Faço isto desde sempre. A minha mãe sempre cozinhou com pouco sal, fui habituada assim e assim continuo.)
- Reduzir o consumo de azeite; (Só uso o estritamente necessário.)
- Substituir o açúcar branco pelo mascavado;
- Eliminar (ou reduzir ao máximo) a ingestão de fritos; (Já nem me lembro da última vez que comemos alguma coisa frita, mas normalmente só o fazemos uma vez por mês e às vezes nem isso.)
- Eliminar (ou reduzir ao máximo) o consumo de junk food; (Sextas são sinónimo de pizza e não tenciono mudar isso, mas pretendo reduzir ainda mais nos doces.)
- Aumentar as doses diárias de fruta e legumes; (Ainda mais?)
- Jantar entre as 18h e as 20h (quanto mais cedo, melhor); 
- Se tiveres fome antes da hora de dormir, opta por uma peça de fruta; (Normalmente não sinto fome, mas quando sinto como um iogurte natural com sementes. A fruta deixa-me com demasiada energia se a comer à noite.)
- Beber, pelo menos, 1,5L de água por dia (podes descarregar a app Water Your Body, que calcula a quantidade necessária para o teu peso e altura);
- Manter bons hábitos de sono; (Durmo quase sempre como um anjinho a não ser que esteja com problemas de ansiedade ou que algo me esteja a preocupar.)
- Fora de casa, levar sempre um snack leve para evitar lanches menos saudáveis; (Também já o faço.)
- Fazer meia hora de exercício diário e aproveitar cada oportunidade para nos movermos (caminhar sempre que possível, usar escadas, etc). (Também já faz parte do meu dia-a-dia.)


Fácil, não é?)
A verdade é que já cumpro a maior parte destas dicas (como viram nos parênteses que fui pondo ao lado das dicas), no entanto decidi mesmo assim fazer parte do desafio porque há alguns aspectos da minha alimentação que precisam de ser limados. Ainda me é difícil optar por comer um pão com fiambre em vez de barra-lo com chocolate ou com geleia ou com manteiga; Ainda não consegui livrar-me das minhas duas bolachas tipo Maria que como todos os dias; Quando não vou ao ginásio dificilmente consigo beber 1,5L de água; Raramente janto antes das 20h e durante a semana é mesmo impossível fazê-lo. Apesar de serem coisas pequenas e que podem parecer insignificantes são coisas que fazem com que os resultados demorem mais tempo a aparecer, que a celulite apesar de estar a diminuir continue agarrada que nem lapa e que a minha barriga ainda não esteja completamente lisa. Março vai ser um mês desafiante, mas tenho a certeza absoluta que no fim valerá a pena.