28.2.16

Pessoal | Três coisas que aprendi desde que passei a viver em Inglaterra



Quando estava a viver em Portugal existiam pelo menos três coisas que costumava fazer com alguma regularidade, mas que na verdade não eram feitas por mim. Quando me mudei para Inglaterra rapidamente percebi que teria de fazer das duas uma: ou estava disposta a pagar uma quantia gigante por algo que em Portugal nem metade daquele valor me era cobrado ou aprendia a fazer as coisas por mim. A avaliar pelo titulo fica fácil saber qual destas duas hipóteses escolhi, certo? 

1. Depilação a cera: conheço pessoas que sempre a fizeram sozinhas ou com alguma ajuda, mas eu enquanto vivi em Portugal sempre fui à esteticista e aqueles quarenta minutos sabiam-me pela vida (sim, sou daquelas pessoas que não sente dor quase nenhuma). Eram quarenta minutos cheios de coisas positivas: a maior parte daquele tempo era passado a rir, saía de lá mais leve e com a pele super macia e no final só tinha de deixar 12€. Quando me mudei para aqui pensei eu, na minha inocência, que depois de encontrar um local onde fizessem depilações iria continuar a fazer isso com a regularidade necessária, mas a verdade é que quando dei de caras com a tabela de preços que rondavam as 40£ (mais coisa menos coisa) mudei de ideias em três tempos. No inicio é um quebra cabeças porque ou não puxas a banda com a força necessária com medo que vá doer e depois os pêlos continuam lá e tens de repetir o processo umas quantas vezes ou então consegues fazer tudo direitinho na parte da frente, mas depois descobres que dava jeito ter uma cintura rotativa como as Barbies para conseguires fazer igualmente bem na parte de trás da perna. Contudo, com o passar do tempo e com tanta tentativa e erro acabas por desenvolver manobras dignas de um número de circo que te deixam capacitada de obter uma pele suave e livre de pêlos. Não em quarenta minutos, mas talvez numa hora e alguns minutos. Escusado será dizer que sempre que vou a Portugal aproveito sempre para ir visitar a minha esteticista preferida, certo?

2. Pintar o cabelo: sou loira por natureza e ruiva por opção. Cabelos loiros e olhos azuis combinam bem, mas acho que não só os meus olhos azuis como também a minha personalidade combinam ainda melhor com o meu cabelo ruivo escuro (não aquele ruivo cenoura). Pinto o cabelo há 3 anos, mas sempre o fiz no cabeleireiro. No entanto, quando me mudei para Terras de Nossa Majestade e vi a tabela de preços dos cabeleireiros fugi logo a sete a pés. Se uma mera depilação custa cerca de 40£ deixo à vossa imaginação os preços de cabeleireiro. O corte é daquelas coisas que consegue aguentar durante alguns meses, mas a tinta é uma história completamente diferente. Sempre achei que o meu cabelo demorava imenso a crescer, mas desde que vivo aqui em Inglaterra que o meu cabelo parece crescer à  velocidade da luz. Claro que estou a exagerar, mas que cresce rápido lá isso cresce e com o crescimento as raízes vão dando o ar da sua graça e chega a um ponto que é simplesmente vergonhoso andar com o cabelo nesse estado. Depois de ver uns quantos vídeos no youtube de pessoas a explicar como pintam o seu cabelo em casa lá acabei por ganhar coragem e fazer o mesmo. A primeira vez foi verdadeiramente dramática. Julgo ter demorado mais de uma hora. Andei ali a pintar secção a secção com todo o cuidado do mundo e mais algum, mas no final não ficou perfeito, mas também não ficou mal de todo. Não desisti e continuei a fazê-lo e foi ficando cada vez melhor! Neste momento está mesmo perfeito.

3. Pedicure: se fazer a manicure a mim própria nunca foi um problema da pedicure já não se posso dizer a mesma coisa. Sempre me aborreceu ter de fazer a pedicure a mim mesma, mas desde que me mudei para aqui também comecei a fazê-la a mim própria. Não é algo que faça todos os meses, pelo menos não nos meses de Inverno, mas no Verão é daquelas coisas que preciso de fazer com alguma regularidade (há lá coisa pior do que ver aqueles calcanhares cheios de pele seca numas sandálias?). Mais uma vez optei por começar a ser eu a fazê-la por uma questão de preço e porque consigo encontrar os produtos necessários a um preço bastante jeitoso e apesar de continuar a achar que é uma tarefa aborrecida é algo que já consigo fazer bastante bem.


26.2.16

Pessoal | Acerca das coisas que eu odeio fazer



Há coisas que não percebo e duas delas são a quantidade de máquinas de roupa que tenho de fazer por semana e consequentemente a quantidade de roupa que tenho de passar a ferro todas as semanas. Lavar e estender a roupa não é o problema. Primeiro porque não sou eu quem lava a roupa e depois porque estender a roupa é coisa para demorar cinco minutos no máximo. O que eu detesto mesmo é aquela hora que passo em pé de ferro na mão a passar um sem número de t-shirts, camisolas, vestidos e calças. Para mim passar a roupa a ferro é o meu Inferno. Uma autêntica tortura. 

Eram duas horas da tarde quando decidi que iria aproveitar o facto de ter a tarde livre (e antes de ter novamente uma máquina de roupa para lavar) para passar a ferro o cesto de roupa que tinha ali ao canto da casa meio escondido, mas mesmo assim bastante visível. No entanto, o que é que eu fiz? Bem, primeiro achei que era uma excelente ideia começar por fazer uma esfoliação facial, depois tratei das unhas, limei-as e pintei-as, depois pus-me a ver umas coisas no facebook enquanto as unhas acabavam de secar, mais tarde tirei a louça da máquina de lavar, organizei a estante onde temos os livros e... Só agora é que vou efectivamente passar a roupa a ferro. Contudo, estou aqui a pensar que o que precisava mesmo, mesmo, mesmo era de ir à Boots comprar umas tintas para o cabelo, mas não, não pode ser!

Vocês também são assim? Qual é aquela tarefa que vocês tentam arrastar o máximo que podem?  

25.2.16

24.2.16

Words from the heart



O facto de ainda ninguém ter dito que não era capaz de fazer o que tanto quero fazer é bom, mas o facto de uma das pessoas mais importantes da minha vida ainda não me ter dito "Calma, tu consegues!" quando demonstro preocupação magoa-me. 

19.2.16

Aquele momento em que...

andas à procura de umas calças de ganga por tudo o que é loja, mas só tens olhos para tudo aquilo que realmente não precisas. Estou apaixonadíssima por este vestido da H&M e estou a conter-me para não ir mais uma vez namora-lo à loja e acabar mesmo por o trazer comigo para casa. 




18.2.16

#Womenwholift


Se no inicio entrava um pouco a medo na sala de musculação por lá estarem concentrados homens com músculos enormes e que volta e meia gostam de soltar grunhidos típicos de homens das cavernas ao fim de alguns meses é engraçado ver como já me sinto completamente à vontade naquele espaço onde só eu e mais meia dúzia de mulheres se atrevem a ir. Mais fantástico do que isso é ver como aos poucos me estou a tornar mais forte. No inicio não tinha força praticamente nenhuma nos braços e agora já consigo levantar entre 4 a 8kg dependendo do tipo de exercício. Melhor do que isso só começando a ver o corpo a ficar cada vez mais bonito e tonificado ao mesmo tempo que vemos aquela gordura localizada a ir-se, aos poucos, embora. 

16.2.16

Livros | Fevereiro em Livros #2


Cotação Goodreads: 4.14/5
A minha cotação: 5/5
Eleanor é a nova aluna de uma escola de Omaha, Nebraska. Ruiva e com as roupas erradas, demasiado largas, demasiado gastas, demasiado masculinas... Eleanor não poderia dar mais nas vistas. "Eleanor was right. She never looked nice. She looked like art, and art wasn't supposed to look nice; it was supposed to make you feel something." Eleanor faz-nos sentir um misto de emoções que variam entre a pena, raiva e aquele sentimento que nos faz perceber como no fundo somos uns sortudos. Pena por ter de viver numa família tão disfuncional; raiva porque em certos momentos gostaríamos de fazer parte da história e poder dar uma bofetada em todas aquelas pessoas que deveriam cuidar de Eleanor e ama-la incondicionalmente e que simplesmente não o fazem; por fim, sortudos por sabermos que apesar de esta ser a realidade de muitas "famílias" felizmente nunca foi a nossa. 

Park é o rapaz que se senta nos últimos lugares do autocarro. É aquele rapaz que se veste de preto, que devora livros de banda desenhada e que acha que isso faz com que ele passe despercebido, mas isso não acontece com Eleanor. Aos olhos dela, ele nunca passará despercebido. Ele é o sol ou pelo menos é o sol de Eleanor. 

Eleanor e Park têm 16 anos e estão apaixonados. 

Eleanor & Park faz-nos sorrir e libertar uma lágrima. Por vezes ao mesmo tempo. É um livro doce e inocente no que toca ao amor e bastante maduro e duro no que a relações familiares diz respeito. É um livro que nos faz recordar como é belo o momento em que nos apercebemos que estamos apaixonados e que o nosso amor é correspondido; como os sentimentos estão à flor da pele; como tudo é vivido de forma tão tímida e ao mesmo tempo de forma tão intensa. Adorei (mesmo!) ler este livro por ser exactamente assim: doce, leve e cru na medida certa e principalmente por me ter feito sorrir muitas vezes ao longo das páginas. 

Por fim, deixo-vos com umas das minhas partes preferidas do livro: "Park stood up when she got to their row, and as soon as she sat down, he took her hand and kissed it. It happened so fast, she didn't have time to die of ecstasy or embarrassment."

15.2.16

Crónicas de uma vida a dois e uma receita muito especial

Dia dos Namorados é sinónimo de ficarmos em casa, de prepararmos uma refeição mais elaborada, de abrirmos um bom vinho enquanto ouvimos uma playlist constituída por todas aquelas músicas que são "as nossas músicas". Se há dia em que evitamos ir ao restaurante é este. 

Ontem foi Dia dos Namorados e mesmo que muitos digam que este dia não faz sentido porque é só mais uma forma de fazer a economia girar e de gastarmos dinheiro em coisas pirosas eu irei continuar a achar que vale tanto a pena comemorar o Dia dos Namorados como vale a pena comemorar e trocar presentes no Natal. É um dia como tantos outros, mas é um dia onde temos a oportunidade de fazer algo especial com quem nos aquece o coração. Os presentes não precisam de ser nem excessivamente caros nem excessivamente pirosos e lamechas. Existe o meio termo e é possível fazer a outra pessoa sorrir mesmo que a prenda seja uma coisa simbólica e que aos olhos dos outros não pareça ser nada de especial. 

Ontem para além de ter feito uns muffins de bulgur e quinoa para o nosso almoço especial (um dia destes venho cá deixar a receita) que para além de deliciosos também são uma sugestão bem saudável também fiz um bolo que é simplesmente de babar e chorar por mais. Trata-se de um Chocolate Mousse Cake e como tudo o que é bom merece ser partilhado por que não partilhar a receita convosco? 


Ingredientes:

Para a base de bolo
2 ovos grandes;
100g de açúcar;
100g de farinha; 
100g de manteiga sem sal;
25g de cacau em pó;
3 colheres de sopa de água a ferver;
1 colher rasa de sopa de fermento;
2 colheres de sopa de Brandy (opcional);

Para a Mousse
450ml de natas para bater;
300g de chocolate com menos de 70% cacau;


Mãos na massa

Bolo
Misturar o cacau com a água a ferver até formar uma pasta. De seguida juntar todos os restantes ingredientes e bater tudo com a batedeira eléctrica até obter uma massa homogénea. Untar uma forma de aro com manteiga e forrá-la com papel vegetal. Colocar a massa na forma e levar ao forno previamente aquecido a 180ºC por 20-25 minutos. Assim que o bolo estiver pronto e ainda quente pincelar com o Brandy. 

Mousse
Em banho-maria derreter o chocolate. Assim que o chocolate estiver completamente derretido deixe arrefecer um pouco e vá batendo as natas até obter chantilly. Misturar as natas com o chocolate até ter um creme suave e com a consistência de mousse. Verter a mousse para cima do preparado anterior e levar ao frigorífico no mínimo 4 horas antes de servir. Eu decidi fazer o bolo de véspera e deixar o bolo no frigorífico durante toda a noite e só depois desenformar. 

Decoração
Como eu adoro a combinação chocolate-framboesa decidi no topo colocar algumas e polvilhar posteriormente com açúcar em pó. Fica logo com outra graça. 

ps: para aqueles que se estão a questionar se é ou não realmente preciso açúcar na mousse tenho a dizer-vos que não, não é necessário. A base de bolo é suficientemente doce e como o chocolate usado na mousse não é de 70% cacau esta acaba por não ficar tão amarga como seria de esperar fazendo com que o bolo não fique exageradamente doce. 

9.2.16

Livros | Fevereiro em Livros #1

Cotação Goodreads: 3.75/5
A minha cotação: 3.5/5
Foi algures em Agosto de 2015 que Noite Sobre As Águas passou a viver na minha estante e se inicialmente tinha prometido a mim mesma lê-lo imediatamente a seguir ao terceiro e último livro da trilogia O Século de Ken Follett a verdade é que depois acabei mesmo por adiar a sua leitura. O último livro da trilogia revelou-se uma decepção tão grande que durante alguns meses não consegui pegar em mais nenhum livro do Ken Follett pois sabia de antemão que não seria capaz de apreciar devidamente a sua leitura.

À medida que os meses foram passando a minha birra para com o autor foi desaparecendo e, no inicio deste mês de Fevereiro, acabei mesmo por me decidir a ler o livro Noite Sobra As Águas

O livro passa-se no ano de 1939, mais precisamente, na altura em que se soube que a Inglaterra entraria oficialmente na Segunda Grande Guerra. No entanto, não é da Segunda Guerra Mundial que Ken Follett nos fala ao longo deste livro, mas antes de uma viagem alucinante sobre o Atlântico e das razões que levaram personagens tão distintas a embarcarem no mais luxuoso hidroavião, o Pan American Clipper, com destino a Nova Iorque.

Entre as várias personagens que vamos tendo a oportunidade de conhecer destaco o desprezível Lorde Oxenford que se encontra em fuga juntamente com a sua família por medo que o seu pensamento fascista coloque não só a sua vida, como também a vida da sua mulher e dos seus filhos em risco. A magnifica Diana que foge de um casamento infeliz e de um marido insensível na companhia do seu amante americano Mark. Carl Hartman, cientista e judeu que foge de uma Alemanha fascista . Eddie, o engenheiro de voo que sonha reencontrar a sua mulher que foi raptada (por quem?) e que se encontra a ser ameaçado (para fazer o quê?). Já para não falar de um perigoso assassino e de um ladrão que foge à policia britânica e da socialista Margaret que anseia por conseguir fugir das amarras dos pais e traçar o seu próprio destino.

Apesar de Noite Sobre As Águas não ser um livro que nos faça ficar irremediavelmente apaixonados pelo enredo não deixa de ser um livro com pormenores bastante interessantes e com algumas personagens capazes de despertar a nossa curiosidade e simpatia. Através de descrições fantásticas e pormenorizadas conseguimos não só perceber a pesquisa exaustiva feita pelo escritor como facilmente conseguimos imaginar como seria estar abordo do Pan American Clipper (que existiu realmente) e termos o prazer de degustar mais de 5 pratos nas mais requintadas porcelanas, talheres de prata e copos de cristal. A forma como Ken Follett nos consegue transportar para uma época em que viajar de avião era um privilégio que só estava ao alcance de um grupo bastante restrito de pessoas é absolutamente incrível.

Mesmo não tendo entrada directa para o top dos meus livros preferidos Noite Sobre As Águas acabou por não me desiludir. Por último, vale a pena salientar que a capa deste livro é, sem qualquer dúvida, das capas mais bonitas que tenho na minha estante.

6.2.16


Se há altura para experimentar diferentes actividades e desistir de algumas para experimentar outras é enquanto somos crianças e adolescentes. Acredito que é a melhor forma de aprendermos, à medida que vamos crescendo, a distinguir aquilo que gostamos daquilo que não gostamos nem um bocadinho.  

5.2.16

E não será isto uma grande verdade?

" – Já conheci alguns fascistas – disse Harry. – Em geral são pessoas assustadas.
– São? – Ela considerou aquela opinião surpreendente e pouco plausível. – Têm todos um ar tão agressivo.
– Eu sei. Mas no fundo estão apavorados. É por isso que gostam de marchar e de usar fardas: fazer parte de um grupo fá-los sentirem-se seguros. É por isso que não gostam de democracias: são demasiado imprevisíveis. Sentem-se mais felizes numa ditadura, porque sabem de antemão o que vai acontecer e que o governo não pode ser derrubado assim sem mais nem menos."

- Ken Follett, Noite Sobre as Águas

4.2.16

Pessoal | Uma Raspberry também acredita


Existe uma enorme diferença entre a ideia que vive na nossa cabeça e o momento em que chega a altura de a transportarmos para o mundo real e físico. É precisamente esse salto ENORME que torna tudo tão assustador e incrivelmente fantástico ao mesmo tempo. 

Vicio do momento


Of monters and men - Wolves Without Teeth

Quando ouço uma música da qual gosto muito não consigo deixa-la de ouvir. Ponha-a a tocar enquanto tomo banho, enquanto preparo o jantar, enquanto passo a roupa a ferro, enquanto preparo o saco do ginásio... Enfim, já perceberam, certo? Basicamente ouço até encontrar outra que me faça ficar igualmente viciada e raramente enjoo as músicas que ouço vezes sem conta. Wolves Without Theeth é a minha música do momento e a vossa qual é?

2.2.16

Acerca do dia de hoje


Por vezes não há nada melhor para afastar pensamentos negativos e organizar ideias e sentimentos do que simplesmente sair de casa e caminhar ao longo da cidade. Mesmo que esteja vento, frio e a chuviscar. 


Fevereiro de 2015 foi o mês com mais publicações no blogue. Será que este ano se vai repetir essa proeza? 

1.2.16

Crónicas de uma vida a dois

Já deitados e prontos para dormir dizia-me ele que se tivesse um balde cheio de água e que se girasse o braço muito rápido que nenhuma gota de água seria derramada. Perguntei-lhe "e se for uma caneca, também dá?". Respondeu-me que sim. Ri-me e em jeito de desafio disse-lhe "então faz, mas se virares água no chão és tu quem limpa!". Num ápice saímos da cama e fomos para a cozinha onde ele rapidamente passou à acção. Mal começou a rodar o braço a água começou a cair. O experimento falhou, mas ficou prometido que voltaria a fazê-lo, mas desta vez com um balde de água e no jardim de nossa casa em Portugal. Não sei se dará certo ou não, mas sei que valerá a pena nem que seja só para o ver a levar com um banho de água.