4.4.16

Livros | O meu mês de Março em Livros

Ao longo do mês de Março li três livros: um que li num ápice de tão bom e alucinante que era, outro do qual não gostei nem um bocadinho e ainda outro que ainda estou a assimilar todas as sensações que me fez sentir ao longo da sua leitura.

Sempre gostei de começar pelo pior e terminar com o melhor e assim sendo vou começar este pequeno artigo de opinião (será que vai ser mesmo pequeno?) pelo livro que menos gostei. 

Cotação Goodreads: 3.99/5
A minha cotação: 2/5
Depois de ter lido o primeiro volume da saga Jack Reacher sem ter ficado minimamente convencida decidi dar uma segunda oportunidade àquele que o meu namorado era capaz de jurar a pés juntos que era mesmo muito bom (aliás ele deu-lhe cinco estrelas no goodreads), mas como isto do gosto é muito subjectivo eu acabei por lhe dar apenas duas estrelas. 
Em Die Trying encontramos mais uma vez Jack no local errado à hora errada. Ele simplesmente queria ajudar uma mulher que se encontrava a sair da lavandaria com uma montanha de roupa, mas acabou por ser raptado juntamente com a jovem que se viria a saber que era uma agente especial do FBI. Dentro da mala de uma carrinha e sem saber exactamente a direcção que estavam a tomar Jack Reacher sentia-se indefeso e obrigado a continuar esta viagem contra a sua vontade tendo sempre a esperança de vir a conseguir escapar e a salvar a jovem. Quando finalmente a carrinha pára e voltam a ver literalmente a luz do sol dão de caras com um acampamento no meio do nada onde as pessoas estão completamente convencidas de que todas aquelas teorias da conspiração de que já todos ouvimos falar são mesmo verdade e por essa razão pretendem declarar a sua independência. Do que gostei: o enredo é bom e cativante e a verdade é que é sempre interessante ler acerca de alguém que se torna no líder de algo muito semelhante a uma ceita e que sabe-se lá como consegue mesmo convencer dezenas de pessoas que as coisas se passam de certa forma e não de outra. Do que não gostei nem um bocadinho: o que me aborreceu de morte foram todas aquelas páginas que explicam o porquê das coisas. Aqui me confesso: em livros de acção quero acção não quero saber toda a ciência por detrás do tiro nem quero saber os diferentes tipos de armas que existem e tampouco quero saber acerca de tudo aquilo que pode fazer com que a bala não atinja o nosso alvo. Apesar de me ter permitido saber coisas que até então desconhecia acerca de armas e da técnica de tiro a verdade é que todas estas páginas demasiado cheias de informação fizeram com que eu achasse o livro um pouco aborrecido.

Cotação do Goodreads: 3.86/5
A minha cotação: 4/5
Depois de um livro tão aborrecido Downfall de Jeff Abbott surgiu na minha vida como uma lufada de ar fresco. Trata-se do terceiro livro da saga de Sam Capra (para saberem a minha opinião acerca do primeiro e do segundo volume sigam os links).
Sam Capra procurava uma vida calma numa cidade pacata onde o tempo para ser pai e para manter os seus bares em funcionamento coincidiriam, mas tudo muda quando Diana entra no seu bar soprando um "ajuda-me" enquanto era perseguida por dois homens armados. Procurando salva-la Sam acaba por matar um dos agressores e consequentemente acaba por atrair a atenção não só da policia e dos jornalistas, mas acima de tudo acaba por atrair a atenção de Belias - o mestre do crime, capaz de realizar qualquer sonho de qualquer pessoa por um preço. Ao longo das 400 páginas vamos descobrindo um pouco mais acerca da rede de contactos de Belias e quem dela faz parte ao mesmo tempo que nos questionamos acerca do que estaríamos dispostos a fazer para termos tudo aquilo que mais desejamos (quer seja sucesso profissional quer seja uma vida segura e pacata onde a nossa segurança e a segurança de quem mais amamos estivesse garantida).
A história como sempre passa-se a um ritmo alucinante tornando-o num daqueles livros proibidos de serem lidos naqueles cinco minutos antes de cairmos no sono. Pousar o livro e voltar ao mundo real torna-se numa tarefa pesada e difícil. Jeff Abbott é um escritor brilhante e atrevo-me mesmo a dizer que é o mestre no toca a descrever cenas de acção e de luta ao mesmo tempo que consegue criar momentos em que ficamos com o coração nas mãos e ansiosos pelo que poderá vir a seguir. 

Cotação Goodreads: 4.19/5
A minha cotação: 4/5
All the Bright Places foi o último livro que li no mês de Março e foi aquele que foi capaz de encher e de partir o meu coração em mil pedaços. Trata-se de um Young Adult e de uma certa forma fez-me recordar dois livros que já li e que já aqui falei deles. Por um lado recorda-nos o amor doce de Eleanor&Park e por outro lado também nos faz recordar em certos momentos A Culpa é das Estrelas. Quando abri este livro não sabia muito bem o que esperar, mas no final a única coisa que me apetecia verdadeiramente fazer era ficar em posição fetal e chorar por ter sido tão bonito, triste e intenso. All the Bright Places é um livro que aborda temas como: a depressão, o sentir-se sozinho, o ser-se olhado como sendo uma pessoa estranha e acima de tudo é um livro que nos mostra o valor da amizade verdadeira e do amor. No entanto, também é um livro que nos mostra que nem sempre a amizade e o amor conseguem por si só salvar-nos.
Violet vive a contar os dias que faltam para terminar o secundário e começar uma nova vida ao mesmo tempo que se encontra a aprender a viver sem a sua irmã que morreu num acidente de carro. Finch é o rapaz estranho da escola que tem comportamentos estranhos e que é obcecado pela própria morte. Tal como Violet encontra-se em sofrimento, mas acima de tudo encontra-se num estado depressivo profundo. Violet e Finch conhecem-se na torre da escola, mas é no momento em que o olhar de um se cruza com o olhar do outro que decidem que aquele não será o dia da sua morte. É a partir de então que começam a passar cada vez mais tempo juntos e a trabalhar no mesmo grupo para um trabalho de uma disciplina em comum. Juntos vão visitando os vários pontos turísticos ou de interesse do estado onde vivem (Indiana) ao passo que Violet vai aos poucos enfrentando aqueles que se tornaram os seus medos e aprende uma vez mais a viver e a ultrapassar a sua dor enquanto que Finch permanece o mesmo Finch. 
Muito havia ainda para dizer acerca deste livro, mas no essencial apenas resta dizer que este livro apesar de nos encher e partir o coração em mil pedaços alerta-nos para um tema que evitamos falar: o suicídio e a forma tão distinta como encaramos a morte de quem simplesmente morreu e a morte de quem decidiu que já não valia mais a pena viver. 

Já leram algum destes livros? Se sim, qual a vossa opinião? 

4 comentários :

  1. Deixaste-me curiosa com os últimos dois. O primeiro fez-me lembrar o estilo Dan Brown/José Rodrigues dos Santos e acho muito difícil acertar na quantidade de informação que deve ser dada para não maçar o leitor. Obrigada pela review, acho que não vou perder tempo com esse :)

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  2. Não li nenhum desses...

    Isabel Sá
    http://brilhos-da-moda.blogspot.pt

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