4.3.16

A sociedade e o amor



Um dia falava com uma amiga ligeiramente mais velha do que eu acerca de um rapaz que de um momento para o outro acabou a sua relação de seis anos e decidiu viajar pelo mundo com outra moça por quem se tinha apaixonado loucamente voltando meses mais tarde para a antiga namorada que o recebeu de braços abertos. Eu demonstrava todas as minhas interrogações acerca do que teria levado a namorada a aceitá-lo novamente como seu namorado e ela desculpava o comportamento de ambos dizendo "são novos". Tudo isto fez com que na minha cabeça começasse a surgir um emaranhado de pensamentos à volta daquela resposta tão simples. "São novos" como se ser-se novo fosse sinónimo de não se saber ao certo o que se quer nem o que se faz e que portanto não valeria a pena racionalizar demasiado o comportamento quer de um quer de outro porque "são novos". Para além disto ainda me fez questionar a partir de que idade é que deixamos de "ser novos" já que o casal em questão tem 24 anos. 

Já ouvi tantas vezes este "são novos" para tantas e diferentes situações e dirigidos a pessoas tão diferentes que a verdade é que me começa a causar uma certa comichão. Não só por surgir de forma a justificar comportamentos impulsivos, mas também para menosprezar o amor jovem. Não consigo dizer quais das duas situações me irrita mais porque por um lado acho que certos comportamentos não podem ser perdoáveis, como o da traição, só porque se é novo e por outro lado sempre achei que amor é amor e sendo o amor aquilo que é não deve ser em momento algum encarado como se houvessem amores mais válidos do que outros. No entanto, o comportamento da sociedade em geral leva-nos a achar exactamente o oposto. Parece que quanto mais velhas as pessoas ficam menos crentes no amor se tornam. Principalmente quando falamos do amor jovem.
Conheci o meu namorado quando tinha 17 e foi aos 17 anos que ambos começamos a namorar. Lembro-me perfeitamente como foi. Eu tinha tido dois namorados antes dele enquanto que eu era a sua primeira namorada. Na altura em que ele me apresentou aos seus pais e eu o apresentei aos meus nenhum dos lados levou o relacionamento demasiado a sério. Os pais dele achavam que eu era uma "namoradita" e que quando entrássemos na faculdade cada um seguiria o seu caminho, isto é, ele andaria enrolado com outras e eu com outros. O meu pai achava que passávamos demasiado tempo juntos que nenhum dos dois tinha espaço para respirar e que nos devíamos ver menos vezes para não nos cansarmos rapidamente um do outro. A minha melhor amiga achava que eu era demasiado nova para me prender a um só rapaz e que devia continuar a sair e a conhecer rapazes novos (deixou de ser a minha melhor amiga). Um amigo da família dele que tinha cerca de 50 anos e que estava numa relação completamente disfuncional todas as vezes que nos via perguntava "então, mas ainda namoram?" e quando apanhava o meu namorado sozinho dizia-lhe que ele devia aproveitar a juventude para conhecer outras raparigas, desfrutar do prazer do sexo com outras entre outras tantas coisas.  Basicamente o que parece é que o amor aos 17 é visto pela sociedade como sendo menos válido do que o amor aos 30 como se para amares alguém precisasses de ter tido vários relacionamentos de forma a perceberes exactamente aquilo que queres e que tipo de pessoa queres ao teu lado. Como se a habilidade para amar precisasse de experiência. 

Para mim o amor surge de várias formas e em qualquer idade. Não existem amores mais válidos do que outros. Amar implica gostar da outra pessoa; querer o bem da outra pessoa; partilhar momentos e emoções com a outra pessoa; ser-se intimo da outra pessoa; apoiar a outra pessoa; confiar; e respeitar a outra pessoa... Se se tem isso, então é amor. Tenham os intervenientes a idade que tiverem. Não existe algo como ser-se demasiado novo ou demasiado velho para se amar. 

19 comentários :

  1. (depois tenho que ler o teu texto com atenção mas agora vou só responder ao teu comentário)
    Ainda estou em Portugal ;) só regresso na próxima semana mas está um frio moça! Credo! Eu já não estou habituada a este frio transmontano LOL

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    1. Eu sempre que volto a Portugal no Inverno acabo sempre constipada e com tosse. É um frio totalmente diferente do daqui, na minha opinião.

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  2. Isto é exatamente aquilo que me enerva nestas coisas do amor. Toda a gente desculpa, toda a gente acha que "não é a sério", que "se vão fartar", "que deviam era andar com outras pessoas" antes de se amarrarem um ao outro, só porque são jovens. Eu comecei a namorar com o meu namorado aos 14 e ele com 15 (temos diferença de 8 meses, mas somos do mesmo ano). Sempre fomos colegas de escola, amigos, davamo-nos bem. Para todos os amigos foi natural. Para os pais também. Na altura não se pensa no "será que ainda é cedo para apresentar aos pais/para frequentar a casa um do outro" porque a maturidade não nos leva a pensar que pode dar errado. Aos 14 anos a vida é um conto de fadas e o primeiro amor é para sempre (no nosso caso até tem sido, para já :p), ninguém pensa nessas questões mais sérias, como quando temos 20 ou 30. Sinto que a minha família sempre apoiou a relação e a dele também, mas devem todos, em algum momento, ter achado que era uma coisa de miúdos. Mas os anos foram passando...resistimos à entrada no liceu, à entrada e saída da faculdade...até agora, quase 9 anos depois. Agora não sinto que as pessoas pensem "ah, são novos, deviam isto ou aquilo" porque já temos 23/24 anos e uma relação de muitos anos. Mas ainda assim fui sentindo, por parte de outros que não aqueles mais próximos, essa coisa de que "são demasiado novos, isso passa, amanhã já nem querem saber um do outro". E enerva-me! Porque não é a idade que define a intensidade dos sentimentos.

    *essa de "deviam ver-se menos vezes para não se fartarem" é coisinha para me dar uns nervos... Os casais que vivem juntos também têm essas imposições, para não se fartarem? Não! Porquê? Porque gostam um do outro e querem ver-se o máximo que puderem. Porque haveria de ser diferente com um casalinho de namorados? Só porque são jovens? Então que seja! Se é para se fartarem um do outro, mais vale descobrirem isso cedo e não andarem a perder tempo! :)

    *sorry pelo comentário gigante, mas isto mete-me mesmo confusão e tinha que falar.

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    1. Não precisas de pedir desculpa. Adoro estes comentários longos :)
      Escusado será dizer que concordo com tudo o que disseste.

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  3. Olha, isso de vos terem dito para não se ficarem um pelo outro faz-me lembrar as pessoas que dizem para nunca se casar/viver com o primeiro namorado, porque precisamos de mais experiências. WTF? Como é que essas pessoas pensam que isso funciona na prática? Estás bem com o teu namorado, mas como precisas de mais experiência acabas uma relação feliz? Quem me dera ter encontrado um amor duradouro aos 17 anos, a mim custa-me é a ideia de ter e perder várias pessoas até encontrar a minha pessoa.

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    1. Ter mais experiências só faz sentido quando a coisa não está a resultar porque quando te sentes bem ao lado da outra pessoa e se ambos estão na mesma página não vejo por que razão haveriam de acabar algo bom só porque algumas pessoas acham que não devemos ficar com o primeiro namorado. Por outro lado é muito "engraçado" que nos digam que precisamos de ter mais experiências, mas depois quando as temos, principalmente nós mulheres, acabamos sempre por ser rotuladas por aquele nome que todas nós sabemos qual é.

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  4. Não existe idade para amar um verdadeiro amor.. Há pessoas que encontram o tal aos 17, outros desde a infância e outros só aos 60 anos. e nunca deve ser menosprezado por causa da idade

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  5. Ugh sempre me irritou imenso as pessoas que desvalorizam o amor por causa da idade, especialmente quando são pessoas de 40 anos que nem conseguem manter um casamento. A tua história é muito semelhante à minha. Comecei a namorar no final do 12º e na altura pensavam que não iria durar devido à faculdade - como se fosse obrigatório seres promíscuo enquanto tiras o curso. Também ouvi que nos víamos muito e que "não tínhamos espaço para respirar", mas o certo é que, seis anos depois, continuamos juntos. Compreendo que pessoas com mais do que um relacionamento tenham mais experiência, é óbvio, mas e depois? Tenho que andar com duas ou três só por que sim, até poder finalmente assentar? Ridículo.

    Ricardo, The Ghostly Walker.

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  6. Não tenho nada a ver com o "amor" dos outros, cada um faz o que quer. Mas falando particularmente de mim, para mim faz sentido olhar para trás e não ter ficado com a pessoa que pensava que amava aos 16 ou 17 anos. Para mim foi importante ter várias experiências e se voltasse atrás no tempo, voltava a tê-las. Não acho que se ame de maneira diferente conforme a idade, mas definitivamente a nossa maneira de viver esse amor muda (e muito) conforme amadurecemos. Assim como muitas vezes mudam as coisas que queremos, mudam os nossos objectivos e as nossas prioridades. Por isso que muitas vezes aquilo a que chamas o "amor jovem" não dura, porque ambos estão numa fase em que ainda vão crescer e mudar muito, não tem a ver com a idade que têm no momento, tem a ver com a pessoa que são e/ou se vão tornar. Se evoluírem os 2 no mesmo sentido, óptimo, mas não é isso que acontece da maior parte das vezes.

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    1. Se calhar fez-te sentido teres mais experiências porque sentiste naquela altura que não era bem aquele tipo de relação/ pessoa que querias para tua vida. Assim como também me fez sentido não ter ficado com os meus primeiros dois namorados porque a certa altura também percebi que não queria aquelas pessoas ao meu lado, mas quando conheci o meu actual namorado aos 17 anos tudo fez sentido e com o passar dos anos continuou a fazer cada vez mais. O que critico é o facto de algumas pessoas em vez de terem um bocadinho de fé começarem logo a pôr em causa o amor de pessoas jovens como se fosse impossível ficarem, de facto, juntos.

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  7. Ora aqui está um texto que daria pano para mangas. :) Mas isto sou eu que, apesar de me lembrar bem dos meus 17 anos, também sei bem o quanto as coisas são bem diferentes na adolescência e na adultícia. Claro que o amor é amor e não dá para questionar isso, tal como sempre me irritou profundamente a desvalorização dos meus pais quando eu gostava de alguém ou quando tinha um namorado "és nova não te prendas, aproveita a vida". Obviamente que se pode aproveitar a vida namorando, mas um adolescente leva as relações demasiado a peito, coloca demasiadas expectativas nas relações que vai estabelecendo, crendo que serão para a vida, mas muitas vezes não são, e é aí nesse ponto que eu concordo com os mais velhos. Um adolescente não consegue equilibrar as suas emoções, afinal está à procura do seu lugar no mundo, entre os outros, portanto, um adolescente quando ama é de uma forma tão intensa que quase se torna perigoso, perigoso no sentido de que as suas emoções estão demasiado frágeis, a sua personalidade ainda está em construção. Quantas vezes não olhamos para trás e pensamos "Porra, eu chorei e sofri tanto por causa daquele gajo?? Porquê?? Ai se eu soubesse o que sei hoje...", é óbvio que até os adultos dizem isso não é? Mas a verdade é esta, quando se é adolescente ou quando se é demasiado novo, pelo menos até aos 35/40 anos, a vida está sempre em constante mudança, nada é definido, nem mesmo o amor.
    O rapaz de que falas deixou a ex para ir com outra viajar, percebeu que não lhe fazia sentido e voltou para onde estava, inclusive para a ex. Se é uma boa atitude? Não, não é desculpável. Mas é perceptível, ainda está à procura do seu lugar no mundo, está a viver, a testar-se. Se já é dificil viver, mesmo com uma base mais ou menos sólida, imagina para quem ainda se sente perdido no mundo...
    Tal como a moça que o aceitou de volta, ela não é nenhuma tonta, ou uma xoninhas, também ela ainda se está a definir quanto aos seus sentimentos, à sua perspectiva sobre o amor, sobre as relações. As relações são uma coisa complexa, leva-se muito tempo, às vezes uma vida inteira, para as entendermos e as estabelecermos com os outros, e eu que o diga...
    Mas não te vou maçar mais, só mesmo para dizer que o "são novos" não é algo totalmente descabido, mas também não é 100% correto.

    beijinho
    www.blogasbolinhasamarelas.blogspot.pt

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    1. Claro que as coisas mudam quando deixamos de ser adolescentes e passamos a ser adultos e ainda bem que assim o é. Eu mudei imenso, assim como o meu namorado também mudou.
      Concordo na forma como descreves as relações quando somos adolescentes: intensas, pensamos que é para a vida etc e tal. No entanto, eu nunca pensei que a minha relação seria para sempre e ainda hoje não tenho isso como garantido (nem tenho de ter!). Mas não serão assim todos os começos de relação? Independentemente da idade quando te apaixonas por alguém não sentirás sempre os sentimentos à flor da pele? Não será tudo vivido com intensidade? Não contarão os minutos para se voltarem a ver? O que muda com a idade, a meu ver, é a forma como reages a certas situações, mas isso é porque tens uma maturidade diferente.
      As relações falham (qualquer que seja a idade dos intervenientes) por uma conjugação de factores: ou porque descobrem que afinal querem coisas totalmente diferentes, não estão na mesma página, apercebem-se que afinal a outra pessoa não é bem como pensavam que ela era, entre outras coisas.
      O que critico é facto de algumas pessoas não levarem o "amor jovem" a sério como se o achassem menos válido do que o amor em idade adulta quando na verdade há tantos amores que falham independentemente da idade. Acho ainda mais estúpido quando são pessoas com inúmeras relações falhadas/ disfuncionais a dizer que o amor não vai durar porque têm de ter mais experiências. Claro que têm direito à sua opinião, mas se é para colocarem em causa o amor dos outros o melhor é guardarem-na para si mesmos em vez de andarem a perguntar "mas ainda etsão juntos?!" como se isso fosse aceitável. Ninguém tem de ter mais experiências se está bem com a pessoa que tem ao seu lado. Teres mais relacionamentos só faz sentido quando não estás bem com aquilo que tens. É isto que eu penso. Ponto.
      Não acho que a namorada do tal rapaz que falei seja xoninhas ou parva ou burra, apenas não percebo o que a levou a aceitá-lo novamente, mas também não sou eu quem tem de perceber. Apenas me incomodou aquele "são novos" como forma de justificação porque há muita gente nova que não tem este tipo de comportamento e que muitas vezes mostram ter mais maturidade do que muitos adultos.

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  8. Efectivamente, as coisas (e agora tanto falo de amor como de outra coisa qualquer) são diferentes quando temos 17 e quando temos 30 mas os 'são novos', 'aproveita a vida' e etc. que as pessoas nos mandam, para mim, são completamente ridículos. (No caso do amor, questiono-me o que querem dizer com 'aproveita a vida' porque se alguém principalmente mulheres for aproveitar a vida com vários homens e não se prender a ninguém bem sabemos o que lhes chamam)
    O que querem então? Que nos enfiemos numa caixa para só darmos o ar da nossa graça aos 30? Ou na idade em que são não somos rotulados como 'novos' e já podemos fazer alguma coisinha da vida??
    Sei lá, eu tenho 21 e detesto, aliás fico possuída, quando dou opiniões, por exemplo, e me respondem 'ahhh isso é porque tens 20 anos, daqui a uns bons aninhos percebes'. Por favor, não posso perceber agora!? Ou não posso ter uma opinião diferente ou mesmo Válida só porque tenho 21 anos? Enfim!!

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    1. Por um lado querem que aproveitemos a vida, mas por outro não podemos aproveitá-la demasiado. Pergunto-me é a partir de que número é que começa a ser demasiado (se é que demasiado existe neste tipo de situação) porque às vezes nem é preciso ter tido mais do que 4 relacionamentos para se levar com esse nome com uma facilidade do catano. Enfim.
      Há assuntos que efectivamente não conseguimos perceber quando temos dez anos, mas quando chegámos aos vinte não estou bem a ver que tipo de assunto será esse em que não podemos ter uma opinião tão válida quanto a de qualquer outra pessoa mais velha. Acho que o que os incomoda é que a nossa opinião nem sempre vá de encontro à deles. E sim, provavelmente a nossa opinião irá mudar e quando chegarmos aos 40 já achamos outra coisa qualquer, mas isso é porque fomos passando por diferentes situações que nos permitiram olhar para as coisas de forma diferente. No entanto, admito que existem assuntos que só passando por certas situações é que conseguimos ter uma opinião bem formada.

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  9. Compreendo-te perfeitamente e não podia concordar mais! Não há timmings perfeitos, não há idades certas...Também comecei o meu primeiro namoro serio com 17 e se não fosse a distancia que nos separou 6 anos e meio depois já estaríamos casados. Não era nova, o amor simplesmente não escolhe idades e eu considerava-me tão madura quanto sou agora aos 27 anos...

    Beijinho*

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  10. Não poderia estar mais de acordo com o que disseste admiro o facto de teres um amor já duradouro. Conheço uma rapariga que casou recentemente com o seu namorado de há já 8 anos, ou seja, começaram a namorar aos 16, se não me engano. Amores assim dá gosto ver e dá-me também a esperança de um dia encontrar o meu :)

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  11. Não podia estar mais de acordo nem sequer acrescentar seja o que for. Está tudo tão estigmatizado... Esta sociedade é doente e deixa-me também a mim doente. Se somos «jovens» o nosso amor/relacionamento não tem credibilidade nenhum. Se já temos mais de 30 e não temos ninguém então já vamos «ficar para tias» (acho que isto afecta mais as mulheres). Se se chega aos 50 e nos divorciamos então já ninguém vai pegar em nós... Parece que há sempre alguma coisa a limitar tudo. Como se o amor tivesse idade, data e hora marcada... Nem sequer tem data de validade, quanto mais!

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  12. Estou com o meu namorado desde dos 15 e não percebo porque é que as relações dos outros fazem tanta comichão a outras pessoas. Não me refiro aos pais porque é só preocupação mas esse amigo de família do teu namorado é um idiota.
    Em relação aos casal que se separou e depois voltou, bem só eles sabem exatamente o que se passou mas visto de fora é algo muito estranho e uma pena que ela tenha tão pouco amor próprio porque quer dizer o namorado deixa-a para ir viajar com outra e a ela fica cá à espera dele --'

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  13. Creio que este post é absolutamente verídico e concordo plenamente com tudo o que disseste! De facto, o amor é demasiado menosprezado, principalmente, quando as pessoas têm menos de 30 anos... O que é uma estupidez!

    The Breakeven Girl - http://thebreakevengirl.blogspot.pt/

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