31.1.16

Livros | O meu mês de Janeiro em livros

Desde que dois mil e dezasseis começou que tenho vindo a refugiar-me nas minhas leituras deixando por alguns momentos o mundo real em pausa. Os livros sempre foram um dos meus refúgios e uma óptima opção para esquecer durante alguns momentos de certas preocupações do dia-a-dia. Ao todo li cinco livros ao longo do mês de Janeiro. Acho que nunca li tanto num só mês e se continuar com este ritmo depressa terminarei o objectivo de leitura de dois mil e dezasseis (27 livros!). Dos cinco livros destaco dois: O estúdio de Alberto Giacometti que é um dos meus livros preferidos desde que o li pela primeira vez e do qual já falei aqui (por essa razão não será referido uma vez mais) e o To Kill a Mockinbird que é um livro super intenso e que nos mostra até onde as pessoas são capazes de ir quando a ignorância se junta com o preconceito. Para saberem mais pormenores acerca deste e de outros livros que andei a ler ao longo deste mês não se deixem ficar por aqui e continuem a ler. 

Cotação Goodreads: 4.06/5
A minha cotação: 3/5
We need to talk about Kevin foi o primeiro livro de 2016 e se no inicio pensei que iria começar o ano em grande, pelo menos no que respeita a livros, rapidamente percebi que teria de ter um pouco mais de calma porque afinal esta leitura não seria tão incrível quanto pensei. Perturbadora, sim. Incrível, não. Provavelmente conhecem este titulo não por ser o titulo de um livro, mas por ter sido o titulo de um filme que deu que falar há alguns anos atrás. We need to talk about Kevin é daqueles livros que faz com que o nosso relógio biológico congele e que nos faz questionar umas quantas coisas, tais como: o que será que faz com que uma criança se torne num psicopata? Será a educação que lhe damos ou será que ela se torna num psicopata por si mesma? Será que há crianças que nascem naturalmente boas e outras que nascem naturalmente más? Como deverá um pai e/ ou uma mãe agir quando se apercebe que o seu filho está a ter comportamentos questionáveis? Será justo a sociedade culpar a educação que os pais deram a essa criança quando esta decide tirar a vida de todos aqueles de quem ela não simpatizava? Sinceramente não há muito mais a dizer a não ser que se trata de uma leitura perturbadora e que o filme não faz, de todo, jus ao livro. 

Do que não gostei
Sendo o livro escrito em forma de cartas escritas pela mãe para o pai do Kevin não gostei do facto de estar escrito como se estas fossem dirigidas ao Presidente dos EUA, isto é, não gostei nadinha de ver aquele palavreado caro e que ninguém usa no seu dia-a-dia para descrever sentimentos e situações. 


Cotação Goodreads: 3.84/5
A minha cotação: 4/5
A seguir ao We need to Talk about Kevin seguiu-se o The Girl on the Train. Um livro que andava a pedinchar aos sete ventos umas semanas antes do Natal e que o meu namorado como bom ouvinte que é decidiu oferecer-mo. Tenho a certeza absoluta (ou quase, vá) que já todos vocês ouviram falar deste livro e foi por tanto ter ouvido falar que eu também quis ler. Às vezes sou assim: uma Maria vai com as outras.
Quem é que durante as suas viagens de autocarro/ comboio nunca se pôs a olhar para lá da janela e a imaginar como seria a vida das pessoas por quem vai passando? Eu já e acredito que muitos de vocês também já o fizeram. Assim como Rachel.
Rachel é a rapariga do comboio e é através dela que vamos conhecendo todas as outras personagens. Todos os dias Rachel viaja de comboio até ao centro de Londres e todos os dias o comboio pára num mesmo sinal. Da sua janela Rachel observa todos os dias o mesmo casal que mora no bairro onde um dia Rachel também viveu. Imagina-os como sendo Jess e Jason: um casal feliz e que se encontra apaixonadíssimo um pelo outro. Ao contrário da vida de Rachel que vai desmoronando um pouco mais a cada dia que passa, a vida de Jess e Jason é perfeita. Pelo menos aos olhos dela e até ao dia em que Rachel vê algo de significativo para lá da sua janela e que a colocará numa busca pela verdade e no centro das vidas de Jess e Jason.
Este foi daqueles livros que ao mesmo tempo que ansiava pela chegada da última página para saber como acabava este thriller queria ao mesmo tempo fazê-lo render por estar a ser tão bom de se ler. The Girl on the Train está recheado de suspense e de personagens que são tudo menos de confiança. São personagens que nos fazem sentir um rol de sentimentos que deambulam entre a pena, nojo e compaixão. Do que mais gostei? Do facto de em momento algum suspeitarmos como este livro irá acabar e aquele plot twist fantástico onde de repente percebemos o que realmente aconteceu e que por vezes nada é como aparenta ser.


Cotação Goodreads: 4.24/5
A minha cotação: 5/5

To Kill a Mockingbird foi-me recomendado por uma amiga com muito bom gosto literário. Comprei-o um pouco antes do Natal e levei-o comigo para Portugal e apesar de o ter começado lá só o consegui acabar em Terras de nossa Majestade.
É através da voz muito jovem de Scout (ainda uma criança) que vamos conheço a sua família, os seus vizinhos, os seus amigos e como era viver nos anos 30 numa aldeia chamada Maycomb no Alabama. Atticus (pai de Scout e Jem) encontra-se a defender aquele que será o caso da sua vida: um jovem negro é acusado de ter violado uma jovem branca. Através dos jovens olhos de Scout e Jem, Harper Lee dá-nos a conhecer com a dose certa de humor as atitudes irracionais levadas a cabo por uma grande parte dos habitantes daquela localidade. Uma sociedade embriagada em preconceito.
Este é sem dúvida daqueles clássicos que todos nós deveríamos ler, pelo menos, uma vez na vida. Tenho a certeza que este será daqueles livros que me ficarão na memória durante muito tempo e que um dia irei certamente querer voltar a ler.



Cotação Goodreads: 4.02/5
A minha cotação: 3/5
Killing Floor foi o último livro que li ao longo do mês de Janeiro. Foi-me recomendado pelo meu namorado que se encontra a ler a colecção de Lee Child que já conta com vinte volumes, penso eu. O rapaz adorou de paixão enquanto que eu fui gostando de algumas coisas e não gostando de outras tantas.
Killing Floor é o primeiro volume da saga Jack Reacher um ex-militar que se encontra no local errado e à hora errada. Passadas poucas horas de Jack chegar à pequena localidade de Margrave na Georgia é levado para interrogatório e preso por suspeita de ter morto alguém naquela noite. Desconhece-se a identidade do cadáver sabendo-se apenas que foi violentamente agredido depois de ter sido alvejado. A única coisa que Jack sabe é que não matou ninguém, pelo menos não naquele dia nem naquela cidade, e que será libertado por ausência de provas. O que Jack não sabia era que mesmo depois de ter sido considerado inocente algo iria fazer com que ele permanecesse naquela pequena vila a ajudar os detectives a desvendar o maior caso alguma vez visto em Margrave.
Este nosso herói é uma mistura de Steven Seagal com Sherlock. Trata-se daquele tipo de herói capaz de desvendar pequenas e grandes coisas ao reparar em pequenos pormenores que passariam despercebidos aos olhos de um comum mortal - daí a semelhança com Sherlock - mas na hora de lutar é extremamente silencioso e eficaz mesmo que esteja a ser atacado por quatro pessoas e não tenha uma arma convencional à mão - tal como vemos nos filmes de Steven Seagal. Se por um lado é interessante perceber o lado psicológico da história, por outro lado há partes em que preferia que houvesse menos explicação psicológica e mais acção.

4 comentários :

  1. estão-me sempre a dizer que devia ler alguns clássicos, visto pela tua review no To Kill a Mockingbird, estou mesmo a ver que os tenho que os adicionar à minha to-read list

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  2. Fiquei curiosa! Principalmente pelo livro The Girl on the Train :b

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  3. Fiquei curiosa para ler o "To kill a mockingbird", mas ainda tenho aqui uns quantos livros à espera de serem lidos, portanto ainda vai ficar na lista de espera =P

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  4. De todos, o único que li foi o "To Kill a Mockingbird" e devo-te dizer que adorei mesmo :)

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