24.12.15

"It's beginning to look a lot like Christmas"

Finalmente chegou a noite mais mágica do ano e aquela que também é a noite de reencontrar todos aqueles familiares com quem já não falávamos e que não víamos desde o Natal passado. Este será um Natal diferente cá por casa. Em vinte e seis anos este será o primeiro Natal que passarei unicamente com quem realmente quero: o meu namorado, os meus pais e os meus quatro gatos e não poderia estar mais feliz por assim ser. Desejo-vos um Feliz Natal e uma noite muito bem passada junto daqueles que realmente importam e vos fazem felizes. Esqueçam as dietas, não contem calorias, desfrutem o momento e consolem-se não só com as guloseimas disponíveis, mas também com os risos, os abraços e com as conversas que vão surgindo. 


21.12.15

Pessoal | Coisas a fazer nestas férias de Natal



Estou a poucas horas de voar novamente para Portugal e se por um lado estou entusiasmada com o facto de voltar para junto daqueles que me aquecem o coração por outro gostaria que fosse possível não ver aqueles que o têm arrefecido cada vez mais. Vão ser três semanas que certamente irão passar à velocidade da luz, mas que pretendo aproveitar cada momento e cada segundo da melhor forma possível.  Por esse motivo decidi fazer uma lista de todas as coisas que pretendo fazer durante os próximos dias. 

1. Não me sentir obrigada a encontrar-me com não-sei-quem só porque não a vejo há muito tempo ou porque é politicamente correcto fazer a visita sempre que volto a Portugal.

2. Dizer o que tenho a dizer quando me dizem algo que me afecta em vez de andar a guardar (res)sentimentos. 

3. Aproveitar os dias de festas sem me preocupar em demasia com o que como e com as calorias que estou a ingerir. Se há uma altura certa para enfardar bolo rei de chocolate, sonhos, filhoses, aletria e todos os restantes doces típicos desta época é agora! 

4. Continuar a correr e a fazer exercício. Lá porque não me vou impedir de comer todos os doces e a comida boa da minha mãe não quer dizer que esteja disposta a ganhar os quatro quilos que perdi e a perder toda a resistência que ganhei ao longo destes meses de corrida, certo? Certo. 

5. Evitar com que sinta que ao estar com os meus amigos estou a desperdiçar tempo porque poderia estar naquele momento com os meus pais. Os meus pais têm saudades minhas e eu também tenho saudades deles, mas os meus amigos que se encontram em Portugal também fazem parte da minha vida e assim sendo tenho de deixar de me sentir culpada por querer estar com eles em vez de estar com os meus pais. 

6. Dar muito miminho às minhas gatas. 

7. Não inventar desculpas para não ir a casa dos meus tios só porque não me apetece ver/ falar com um dos meus primos. 

8. Conhecer o mais recente membro da família! 

9. Continuar a trabalhar no meu sonho. 

10. Ver muito TLC e todos aqueles programas da treta.  

Enquanto falava com a minha mãe

Aproveitando o facto de ir passar umas semanas a Portugal pedi à minha mãe para que me marcasse consulta no dentista dizendo-lhe apenas que o único dia em que não poderia ir seria no próximo dia vinte e oito de Dezembro. Ontem, à noite, enquanto fazia as malas e falava com ela através do Skype perguntei-lhe: "então, já marcaste a consulta?" ao que ela me respondeu "sim, ficou para dia vinte e oito". No final só nos deu para rir, enfim...


16.12.15

Cinema | Fifty Shades of Grey



Foi no fim-de-semana passado que decidi ver a adaptação cinematográfica do livro 50 shades of Grey. A polémica tanto à volta do livro como à volta do filme foi mais do que muita e se houve quem adorasse também houve quem detestasse. Com tanto zum zum à volta disto foi impossível não ficar com a curiosidade no nível máximo e lá tive de ver por mim mesma o que havia de tão especial à volta daquela história. 

Antes de mais deixem-me dizer-vos três coisas. Primeiro: não li o livro nem tenciono ler, portanto não sei se a adaptação do filme é fiel ou não ao livro. Segundo: não pretendo ver a continuação da história e não vale a pena dizerem-me que tenho de ver o resto para perceber o porquê de as coisas serem assim e assado. Terceiro: não percebo como é que aquela história deu origem a tantos divórcios e a tanta procura de um Grey e, desculpem-me, mas se vocês querem um Grey na vossa vida algo de errado se passa convosco! Posto isto acho que ficou claro que faço parte das pessoas que simplesmente odiaram toda a história à volta de 50 shades of Grey

Sinceramente não percebo o que há para gostar naquele filme. Não gostei de nenhuma personagem. Não consegui identificar-me com ninguém e acho o comportamento tanto do Grey como da Anastasia doentio. Não acho o comportamento do Grey doentio por ele gostar daqueles jogos sexuais em que ele é o dominador e portanto pode usar todos aqueles objectos que causam dor à vontade. Não, não é isso porque a nível sexual cada um gosta daquilo que gosta e se ambas as partes estão contentes e satisfeitas com isso então óptimo para eles. Acho o Grey doentio por outros motivos. Primeiro pela forma como conquistou a Anastasia que basicamente foi começar a surgir em todos os lugares onde ela poderia estar e basicamente não fazer perguntas, mas antes afirmações. Quer jantar com ela, mas não lhe pergunta se ela gostaria de ir jantar com ele. Não, em vez disso ele diz "vamos jantar!" e leva-a num helicóptero para casa dele. Uma pessoa normal jamais entraria num helicóptero com alguém que mal conhece, mas a Anastasia achou que essa era a decisão certa. Depois do "vamos jantar!" aparece o "come!" e não interessa saber se a moça tem ou não fome porque ela tem de comer porque ele diz "come!" e se ele diz... Depois foi o facto de ele ter dito que ela devia ter outro tipo de carro e ela ter-lhe respondido algo como "ah, mas estou bem com este.", mas ele ignora o que ela diz e decide livrar-se do carro dela (sem a autorização dela!) e comprar um novo porque sim e porque acha que pode! Depois também decide andar a segui-la através de uma aplicação do telemóvel quando ela foi visitar a mãe, mas ela continua a achá-lo a melhor pessoa do mundo. Claro, realmente faz todo o sentido. Não, não faz! Isto tudo para não falar do contrato onde ele diz o que ela pode comer, quantas horas tem dormir, as roupas que deve vestir e o diabo a sete! Por outro lado a Anastasia também não joga com o baralho todo. Primeiro a sua auto-estima deve ser mais pequena do que uma formiga porque enfim... como é possível que no meio de tudo aquilo que ela é não consiga encontrar uma única qualidade na sua pessoa?; em segundo lugar acha que o Grey é tudo de bom porque quando lhe diz "Come!" e a segue pela aplicação do telemóvel é porque se preocupa realmente com ela e não porque para além de tudo o resto também tem um grave problema de confiança; terceiro é virgem e quando vê o quarto vermelho (o quarto de "brincar" de Grey) em vez de fugir a sete pés, não... decide dizer ao Grey "ah, olha, mas... sou virgem" e ele como é um verdadeiro romântico diz-lhe "temos de resolver isso!" e isto, minha gente, faria qualquer virgem com um pingo de auto-estima mandar o gajo à merda, mas a Anastasia continua a achar o Grey super sexy e tudo de bom! Por isso, não, não gostei do filme nem percebo o que há para se gostar. Simplesmente detestei e deixou-me bastante incomodada.  

15.12.15

Livros | The Last Minute

Adoro ler, mas mais do que isso adoro falar do que ando a ler. Quer goste quer odeie irei ter sempre alguma coisa a dizer acerca do livro que ando a ler e se quando era mais nova desistia facilmente de um livro quando este não me agradava agora leio sempre até à última página ora com esperança de que as coisas melhorem ora numa de "vamos lá ver quão mau pode isto vir a ser". No entanto, nada se compara ao sentimento de felicidade e satisfação que sinto no momento em que me apercebo de que consegui captar a atenção de quem me ouve e neste caso me lê. Muitos de vocês ficaram entusiasmados com o meu próprio entusiasmo acerca do livro que andava a ler há algum (pouco) tempo atrás: o The Last Minute. Queriam saber se era bom; sobre o que era e se eu o recomendava. 

Se é bom? É muito bom. Se o recomendo? Sim, sem dúvida! Se vão gostar tanto quanto eu? Isso já não sei, mas se gostam de ler um livro que esteja repleto de mistério e acção então quase certamente que irão gostar de ler este. 

The Last Minute (O Último Minuto na versão Portuguesa) é o segundo volume da saga de Sam Capra (se não leram e se desconhecem o primeiro volume (Adrenaline), não se preocupem porque podem ler a minha opinião acerca do mesmo aqui, mas resumidamente também é muito bom!). A história do livro desenrola-se a um ritmo alucinante e foi exactamente isso que me prendeu desde a primeira à última página. Sam Capra depois de perder tudo tem apenas uma única razão para viver: recuperar o filho que nunca chegou a ver nem a tocar. Até onde irias para conseguir recuperar o teu filho? O que serias capaz de fazer para recupera-lo? Serias capaz de matar? Estas são as questões com que Sam se vai debatendo ao longo de todo o livro ao mesmo tempo que parte em busca do filho que nunca viu numa corrida contra o tempo que tem tanto de alucinante como de perigosa. 

Não consigo dizer-vos se gostei mais deste segundo volume ou se do primeiro porque ambos estão a meu ver escritos de forma absolutamente fantástica, mas posso focar pelos menos duas coisas que fazem com que eu não olhe para esta saga como sendo apenas mais uma no meio de muitas outras do mesmo género. Em primeiro lugar é o facto de Sam não ser o típico herói: ele não sabe tudo; ele não é imortal; ele poderia ser um ex-agente da CIA de carne e osso. Sam Capra é como o 007, mas com a particularidade de nem tudo lhe correr às mil maravilhas. Não posso dizer que é uma personagem com quem me consiga identificar porque não o é, mas é certamente uma personagem que consigo facilmente imaginar como sendo real. Outra coisa que fez com que eu ficasse presa a esta saga foi o facto de a cada livro descobrir um bocadinho mais de cada personagem e os segredos à sua volta. Para quem leu ou para quem pretende ler de certeza que também se irá apaixonar não só por Sam, mas também por Mila (principalmente no segundo volume). Desejo secreto? Que estes livros fossem adaptados para o grande ecrã. 


Autor: Jeff Abbott

Título original: The Last Minute 

Título na versão Portuguesa: O Último Minuto

Número de páginas: 560

A minha cotação: 



10.12.15

Pessoal | De uma grande dose de coragem e outra tanta de loucura eis o material do qual sou feita


Por cada dois passos que dou em frente recuo um. Quanto mais próxima estou de realizar o meu sonho mais assustada fico. Do meu grupo de amigos devo ser das pessoas mais inseguras e ao mesmo tempo das mais loucas e corajosas. Ainda não contei a ninguém aquilo que estou cada vez mais perto de fazer. Eu e o meu namorado somos as únicas pessoas a saber o meu grande segredo. Nem os meus próprios pais sabem. A razão pela qual não conto não é o medo de ouvir um "nunca serás capaz de fazer isso", mas antes o medo de ter de justificar o porquê de não o ter feito. O meu maior medo é falhar. Como sempre foi e como provavelmente sempre será. Quanto mais trabalho, quantas mais pessoas contacto, quantas mais pesquisas faço mais confiante e positiva fico. Consigo visualizar-me a fazer o que tanto quero. A sério que consigo e é por conseguir visualizar o meu sonho a tornar-se real que mais assustada e ansiosa me sinto. Como é que é possível estar tão confiante e tão assustada ao mesmo tempo?  

Exercício Físico | Run Raspberry run!

Se há um ano atrás me dissessem que eu hoje iria conseguir correr 5km era altamente provável que eu me risse à gargalhada de tão ridícula que essa afirmação me iria soar. No entanto, não é que a 10 de Dezembro de 2015 consegui mesmo correr 5km sem parar um segundo? Juro que ainda estou dividida entre a perplexidade de quem não acredita no que realmente aconteceu e a felicidade plena de quem conseguiu ao fim de 3 meses atingir o seu objectivo! Dá mesmo para acreditar que consegui fazer 5km em 37 minutos e 38 segundos?! Provavelmente é um tempo ridículo para quem já corre há anos, mas para mim é mesmo uma coisa absurdamente fantástica e que me parecia incrivelmente irrealista há alguns meses atrás.  


9.12.15

Música | Do you know where the wild things go?



Se neste momento me perguntassem qual foi a melhor prenda de Natal que alguma vez recebi diria que foi o bilhete para ir assistir ao concerto de uma das minhas bandas preferidas que me enche o coração ao mesmo tempo que me impede de ser intelectualmente produtiva enquanto ouço as suas músicas. Falo de alt-J. Cruzei-me com as suas músicas algures em 2012 enquanto me encontrava a escrever a minha tese de mestrado e a partir daí foram tantos os dias passados a ouvi-los enquanto tentava escrever o porquê de uma tese materialista não ser suficiente para explicar os fenómenos que ocorrem no cérebro. Contudo, se entrassem no meu quarto nesse momento o que iriam ver era uma Raspberry de olhos fechados a apreciar a música e a não escrever coisa nenhuma, mas a estar cada vez mais convencida de que a experiência subjectiva do sujeito não podia ser explicada unicamente através de fenómenos físicos. E foi assim que em 2012 tive de lutar contra o meu bom gosto musical e por-me a ouvir algo que me fizesse ser intelectualmente produtiva. 

Três anos e dois álbuns depois a oito de Dezembro de 2015 consegui assistir pela primeira vez a um concerto dos alt-J e foi absolutamente incrível. Um concerto que teve tanto de mágico como de fantástico. Durante aquela hora em que eles estiveram ali à minha frente e onde eu pude ver cada um deles sem qualquer dificuldade o tempo pareceu que parou. Não tirei uma única fotografia. Não filmei nem um pedacinho de nenhuma música. Apenas quis aproveitar todo o concerto sem estar preocupada em tirar o telemóvel da mala, pôr código, tirar foto, guardar o telemóvel novamente na mala para mais tarde o voltar a tirar para filmar isto e aquilo. Não, não quis fazer isso e não estou arrependida. Tenho cada música e cada momento gravado na minha mente. Foi sem sombra de dúvida uma noite memorável e se me perguntassem não conseguiria dizer quais foram as músicas de que eu mais gostei de ouvir ao vivo porque cada uma delas teve uma magia diferente, mas nada me apagará da memória o quão bonito foi ouvir o publico a cantar praticamente a Breezeblocks na sua totalidade.


8.12.15

Eu, ele e a oitava página de um livro que ando a ler



Um dia uma estudante de mestrado em Filosofia Contemporânea [Eu] virou-se para um Bioengenheiro [Ele] e disse-lhe "Science could merely describe a phenomenon; it could never tell us the purpose of that phenomenon. The seminal question "why" still sat squarely within philosophy's domain."* e ainda acrescentou dizendo que "e não digas que as coisas são assim porque funcionam porque isso não é resposta". Durante alguns momentos ele ficou a pensar enquanto esboçava um sorriso e por fim disse-lhe "Pois não".

*in The Philosopher's Apprentice de James Morrow

7.12.15

Livros | Está feito!

A sete de Dezembro de dois mil e quinze pelas dezasseis horas dei por terminado o meu reading challenge. Foi a primeira vez que impus a mim mesma um número de livros que iria ler durante um ano e correu bem. Consegui acaba-lo algumas semanas antes do fim do ano e ainda vou a tempo de acrescentar mais algum à lista de livros que foram lidos ao longo deste ano. A par disto continuei a apontar o número de páginas que fui lendo (coisa já faço há alguns anos e que me dá um bocadinho mais de prazer do que o número de livros que leio por ano), mas esse número continuará no segredo dos deuses. Nem eu mesma o sei! Só saberei e só o irei revelar lá para dois e mil dezasseis. Anda por aí mais alguém que faça coisas semelhantes?


6.12.15

Compras | O meu namorado percebe tanto de marcas de maquilhagem como eu de marcas de carros



Depois disto eis que quase doze meses depois voltamos mais ou menos ao mesmo. Andávamos nós a ver batons quando de repente ele pergunta: "mas isto é um batom ou um rimmel? Aquela coisa dos olhos...".

5.12.15

Livros | E as saudades que eu tinha de um livro assim?


Se pudesse ficava as 24 horas do meu dia a ler o The Last Minute de Jeff Abbott. É que está a ser uma verdadeira maravilha. Tanto suspense, tanta acção, tantas frases que fazem todo o sentido... 

4.12.15

Pessoal | Um dia...


No dia em que for mãe e que os meus pequenos rebentos tenham idade para tal gostava muito de ter fins de tarde passados na cozinha com eles. Ora a fazer bolachinhas ora a fazer bolinhos e todas essas coisas que toda a gente gosta.

Página 290

"Fear is a weird mistress. She can stop you dead and cripple you, or she can harden your heart with courage".

in The Last Minute de Jeff Abbott

3.12.15

Cinema | "Have courage and be kind"


Aproveitando o facto de ele estar noutra cidade durante dois dias ontem à noite depois de chegar do ginásio e de ter preparado o meu jantar vi pela primeira vez o filme Cinderella. Sou daquelas pessoas que conhece cada frase e cada virgula desta história, mas mesmo assim o filme não perdeu nem por um bocadinho o seu encanto. Afinal de contas trata-se de um filme da Disney e como tal faz-nos sonhar e acreditar por alguns segundos que a magia existe ao mesmo tempo que vai passando uma mensagem que faz todo o sentido. 

"Have courage and be kind". Coragem para enfrentar os problemas de frente; Coragem para fazer aquilo que tanto queremos, mas que estamos sempre a colocar barreiras a nós mesmos; Coragem para dizer não quando queremos dizer não e sim para quando queremos dizer sim; Coragem para sermos amáveis com quem não o sabe ser connosco e é preciso sermos amáveis connosco, com o mundo e com todos aqueles que nos rodeiam sejam eles conhecidos e/ ou desconhecidos. Porque quando temos coragem e sabemos ser amáveis não só nos vemos com melhores olhos como também o universo arranja sempre uma maneira (mais cedo ou mais tarde) de nos presentear da melhor forma.   

1.12.15

Página 92



"There is no way that I am abandoning you."
"Life is a series of abandonings." 

in The Last Minute de Jeff Abbott