28.11.15

Livros | Da desilusão

Querido Ken Follett, 

ao fim de dois meses e meio consegui ler as 1004 páginas do terceiro volume da trilogia "O Século" e foi horrível e extremamente penoso. Doeu perceber que afinal és como o mais comum dos mortais e também falhas. Doeu ver as minhas expectativas que eram extremamente altas caídas por terra e a culpa foi toda e irremediavelmente tua. Sim, toda tua porque como tua fiel leitora habituaste-me a um certo nível de leitura que nada tem a ver com aquele que encontrei no Edge of Eternity (No Limiar da Eternidade em Português). O que aconteceu? Conta-me lá o que aconteceu para que me apresentasses personagens tão vazias e tão... eu sei lá. Como é que de personagens tão bem construídas que encontramos ao longo dos dois primeiros livros (Queda de Gigantes e o Inverno do Mundo) depois crias estas? Porquê que elas têm de se enrolar todas umas com as outras? Não havia mais ninguém interessante no Planeta? Já para não referir o facto de que por causa de tanto drama amoroso os eventos Históricos referentes à Guerra Fria e à queda do bloco soviético acabaram por se perder. Porquê que depois de dois livros absolutamente brilhantes decidiste dar mais importância às personagens e cagar na História propriamente dita? Desculpa-me a linguagem, mas foi exactamente isso que fizeste e olha que não me sinto capaz de te perdoar! Pelo menos não neste preciso momento. Já agora que merda foi aquela que aconteceu no Líbano que não percebi a que propósito veio se depois não exploraste mais nem explicaste decentemente por que raio as coisas aconteceram daquela forma? Foi só para dizer que o Presidente Ronald Reagan era um estupor de um assassino?! Havia outras coisas que gostava de saber, mas olha o que está feito feito está e por mais explicações que me desses eu ficaria na mesma: desconsolada e frustrada por teres editado este livro que está mesmo ali no limiar da merda e que realmente demora uma eternidade para que se consiga acabar de ler. 

Até um dia destes,
Raspberry. 

Planos para hoje


Hoje só me apetece ficar em casa a ouvir músicas de Natal pela voz de Michael Bublé enquanto faço com ele [com o namorado, não com o Michael Bublé] a nossa árvore de Natal e enfeitamos o nosso mini apartamento de uma ponta à outra! Melhor do que isso só se para o lanche houvesse um cappuccino com um bolinho de canela. 

22.11.15

Livros | The Fault in Our Stars

Por norma não gosto de ver primeiro o filme e só depois ler o livro, mas com o The Fault in Our Stars (A Culpa é das Estrelas em Portuguêsfoi exactamente assim que a coisa se deu. Na altura não andava com grande paciência para ler e então decidi ver o filme e se este me cativasse aí sim compraria eventualmente o livro. Vi o filme e gostei. Comprei o livro e li-o em menos de uma semana e se existem livros que nos ficam guardados no coração este é definitivamente um deles. Adorei ler cada página desde o primeiro ao último paragrafo. Sim, é um livro que fala de personagens que têm cancro, mas não, não é um livro sobre o cancro e foi exactamente este pormenor que me fez gostar ainda mais de o ler. 

Ao contrário do que acontece muitas vezes em livros deste género no The Fault in Our Stars as personagens existem de forma independente do cancro. O cancro é algo que lhe aconteceu, não aquilo que as define. Hazel Grace e Augustus Waters assim como todas as outras personagens são pessoas normais. São adolescentes que se irritam com coisas parvas, que se apaixonam, que gostam de sair e de apreciar a vida como ela é ao mesmo tempo que também são pessoas que vivem com uma condição especial. Pessoalmente acho que neste sentido John Green fez um trabalho formidável. Claro que não foi só por causa deste grande pormenor que me apaixonei pelo livro e que o li quase à velocidade da luz. Foi também a simplicidade da escrita, os diálogos tão simples e tão bonitos, foram todas aquelas descrições de quem se está a apaixonar e que nos fazem recordar como as sensações e os sentimentos estão tão à flor da pele quando nos apercebemos que "oh bolas, apaixonei-me!". É um livro muito bonito com partes que nos aquecem o coração para depois o esmagar e reduzi-lo a pó. 

Acho que não é preciso dizer que recomendo a leitura deste livro, pois não? Nem vale a pena dizer que este será daqueles livros que irei ler vezes e vezes sem conta, pois não? Assim como também todos sabem (pelo menos aqueles que leram) que é definitivamente uma pena que o livro An Imperial Affliction não exista porque se existisse eu iria querer ler, certo? E é óbvio para todos que se eu tivesse de dar uma cotação a este livro seria de 5 estrelas, não é? Pois, bem me parecia. 


20.11.15

Actualidade | A 20 de Outubro de 2015, em Portugal, torna-se legal a adopção por casais do mesmo sexo!


Haverá sempre quem continue a achar que a homossexualidade é uma doença e continuará a haver quem pense que é contra a natureza uma criança ter dois pais ou duas mães, mas hoje isso pouco importa. O importante é que hoje se deu um passo em frente no que diz respeito à igualdade e à liberdade. Hoje fez-se história. 

19.11.15

Aquele momento em que...


estou no meio de um grupo de pessoas em que no decorrer de uma conversa uma delas diz uma frase que todos conhecem porque todos viram o filme e de repente começam todos às gargalhadas menos eu, claro. Depois perguntam-me se não vi o filme e quando respondo que não é como se de repente desejassem banir-me deste Planeta. 


17.11.15

Está (novamente) a chover? Não faz mal!


Lá fora chove. Cá dentro os sonhos estão dia após dia mais perto de se tornarem realidade. Esta será mais uma tarde passada em frente ao computador e com umas quantas folhas à frente prontas a serem rabiscadas com isto e com aquilo enquanto aqueço a alma com uma chávena de chá bem quente de maçã e canela. (Haverá chá de Outono melhor do que este?)

ps: o tempo da melancia já lá vai, mas eu andava há imenso tempo à procura de um dia em que calhasse bem usar esta imagem. Não a acham absolutamente adorável?

16.11.15

Aquele momento em que...



gastamos o vale de 100£ na M&S que ganhamos quando mudamos de operadora de Internet e no final ainda recebemos uma Gift Box com uma garrafa de vinho e duas caixas de chocolate Belga!  

15.11.15

13.11.15

Saúde | Por uma Raspberry mais saudável e bonita!



Passaram dois meses desde que voltei de Portugal com um novo objectivo (para além de outros tantos): emagrecer e acima de tudo levar a sério a minha reeducação alimentar. Ao longo destes dois meses muita coisa mudou tanto a nível exterior como a nível interior. Quando voltei de Portugal e me olhei ao espelho com olhos de ver odiei o que vi. Odiei ver aquela gordura localizada na zona da barriga e das costas. Principalmente nas costas. Sempre considerei as costas a parte do corpo mais sexy quer de uma mulher quer de um homem e sempre achei que as minhas costas eram bastante sexy. Pelo menos até ao dia em que vi que afinal já não eram. Foram elas, para além de tudo o resto, que me fizeram ganhar força para iniciar esta caminhada. 

Não é segredo que desde que a minha avó morreu que comecei a procurar consolo na comida. Principalmente nos doces e toda a gente sabe que isso nunca dá em coisa boa. Comer por comer e comer para preencher vazios não é de todo uma boa politica. Eu sabia disso. Sempre soube. Apenas não conseguia evitar. No final, apesar de estar plenamente consciente de que estava a fazer tudo mal e que por mais exercício que fizesse não iria ver resultados não conseguia sair deste ciclo vicioso. Até ao dia em que fiz as pazes com a minha avó, com o Universo e comigo mesma. Quando se muda por dentro torna-se bem mais fácil mudarmos por fora e foi assim que decidi começar a frequentar o ginásio, a correr e a começar a ter uma maior consciência daquilo que como e do porquê de querer comer agora ou o porquê de querer comer isto em vez daquilo.

Dois meses passaram e ao todo já perdi quatro quilos e bastante volume; já não sinto que ando a comer para preencher vazios e angústias; já não como chocolate todos os dias (a última vez que comi chocolate foi dia 6 de Outubro. Wow.) e já não sinto necessidade de comer todos os doces deste mundo e arredores. No entanto, tenho plena consciência de que a minha reeducação alimentar não está perfeita principalmente porque ainda sinto a necessidade de comer a minha bolacha diária. No entanto, optei por uma bolacha simples (e que sou que as faço) e é o facto de comer essa única bolacha que me permite ter controlo face aos doces. Como a bolacha com o meu café (sem açúcar) e fico bem deixando de sentir qualquer necessidade de comer mais uma e mais outra bolacha. Por isso, apesar de não conseguir ter um único dia da asneira faço muito menos asneiras do que aquelas que fazia anteriormente. 

Ao contrário de há dois meses atrás, neste momento sinto-me bem comigo e com o meu corpo que ainda não está como quero, mas no qual já noto tantas mudanças positivas. O processo está a ir devagar, mas é devagar que se vai ao longe, não é verdade? 
   

6.11.15

Pessoal | No matter how dark it gets

Se houve algo que a morte da minha avó me ensinou foi que não existe um prazo limite para vivermos a fase de luto. Há quem precise de apenas algumas semanas ou meses e há outros que precisam de vários meses ou anos para se sentirem inteiros novamente. Houve alturas em que achei que já tinha passado e que estava bem para passadas poucas semanas me sentir novamente abandonada, perdida e zangada com a minha avó que partiu sem aviso prévio deixando-me órfã de avó e vazia de sentido. Foi nesse momento que percebi que me fazia falta um Deus qualquer em que eu pudesse acreditar e ter fé. Fazia-me falta um Deus qualquer que me fizesse acreditar que realmente o céu existe e que era lá que a minha avó se encontrava. Fazia-me jeito ter fé num Deus qualquer que me fizesse acreditar que a minha avó se encontrava em paz. Um Deus que me fizesse ter fé que um dia deixaria de doer e que tudo ficaria bem. No entanto, continuei igual a mim mesma. Sem Deus. Sem fé em algo divino. Sem religião.

Com a morte da minha avó aprendi que não devemos apressar as coisas porque "That's the thing about pain. It demands to be felt" (John Green, The Fault In Our Stars). O meu erro foi camuflar a dor; evitar as lágrimas; sorrir quando queria desaparecer; fingir que estava tudo bem quando por dentro estava tudo uma merda; fingir a existência de uma felicidade extrema quando o que sentia era uma tristeza tão profunda acompanhada por um vazio sem fim; ser quando queria não-ser.

A dor não desaparece pelo simples facto de querermos que ela nos deixe. A dor acompanha-nos para onde quer que seja por tempo indeterminado até que um dia acordamos e tudo fica mais leve. Há quem precise de um Deus para isso. A certa altura até eu achei que precisava de um Deus para curar a minha dor, mas do que realmente precisava era de um bom episódio de Grey's Anatomy. Não, não estou no gozo. Durante um ano e meio a dor que senti por ter perdido a minha avó acompanhou-me todos os dias mesmo quando eu estava concentradíssima em ignora-la. No entanto, lembro-me como se tivesse sido hoje o dia em que o processo de cura foi iniciado. Foi no último episódio da temporada 11 de Grey's Anatomy algures em Março quando a Meredith disse:



Nesse dia chorei o que havia para chorar e fui chorando todos os dias em que senti que devia chorar até que um dia simplesmente deixou de doer. Depois da dor só a saudade permanece. 

Felicidade também é...

saber que daqui a um mês e dois dias irei assistir ao concerto de uma das minhas bandas preferidas - alt-J ∆.



3.11.15

Olá Mundo!



Era só mesmo para vos dizer que depois de ter passado 14 horas em viagem devido a um atraso enorme no voo para Inglaterra lá consegui chegar a casa e que entretanto descobri onde se situa o filtro da minha máquina de lavar e que foi uma sorte não ter inundado a casa toda por causa de uma meia!