28.10.15

Crónicas de uma vida a dois


A despedida é agridoce, mas o reencontro é sempre doce e pegajoso como uma grande nuvem feita de algodão doce cor-de-rosa.

26.10.15

Aproximem-se que tenho um segredo para vos contar


Isto sem vocês não teria piada nenhuma! 

Não sei ao certo o que vos faz voltar uma e outra vez; não sei o que mais vos encanta neste meu cantinho que também é, em parte, vosso; não sei se se identificam inteiramente com as minhas palavras, mas muito obrigada por me seguirem; obrigada por comentarem o que eu escrevo e obrigada por também escreverem nos vossos cantinhos que eu tanto gosto de visitar.

25.10.15

Pessoal | Acerca dos sentimentos que vivem em mim


Isto de estar na Suécia é muito bonito, mas já estou mortinha que chegue o dia 28 para o ir buscar à estação de comboio para que ele me faça companhia nestes últimos dias que ainda tenho pela frente em terras de (outra) nossa Majestade. Não sei se sabem, mas já ando a morrer de saudades do rapaz. 

23.10.15

Viagens | Raspberry na Suécia [Curiosidades]



Supermercado


Sempre que tenho de ir ao supermercado comprar o que me é essencial sei que vou demorar uma pequena eternidade a sair de lá. O tempo que demoro não se deve ao número de coisas que pretendo trazer comigo, mas antes à dificuldade em perceber do que se tratam uns tantos produtos. Ao contrário do que acontece em Portugal em que um só produto é capaz de vir traduzido pelo menos em três línguas e uma delas é sempre o Inglês, aqui na Suécia vem apenas em Sueco, Finlandês, Norueguês e Dinamarquês o que dificulta muito mais as coisas. O que vale é que normalmente os supermercados que visito têm WI-FI e o google tradutor está sempre prontinho a ajudar.

Sociedade

Ao contrário de Inglaterra em que basicamente vejo uma pessoa obesa quase a cada esquina e não, não estou a exagerar aqui na Suécia ainda não vi nenhum obeso. Naturalmente que existem pessoas em que se nota que têm um bocadinho de gordura a mais aqui ou ali, mas obesos não. Já tinha reparado nisso na primeira vez que fui a Estocolmo e agora tornei a reparar no mesmo. Outra coisa que tornei, uma vez mais, a reparar é que nada os para de praticar exercício. Quer seja ao inicio da manhã quer seja ao final da tarde não é difícil ver pessoas a correr ou a andar de bicicleta (o que também me faz ter vontade de me juntar a eles) mesmo que as temperaturas não sejam as mais agradáveis. Continuo a achar os Suecos super simpáticos e prestáveis assim como também continuo a achar que os homens Suecos fazem bastante bem aos olhos. A língua poderá ser um obstáculo no entanto é um obstáculo que poderá ser facilmente contornado visto que uma grande maioria fala bem Inglês (até hoje ainda não encontrei ninguém que não falasse). 

Vocabulário 

Sei apenas quatro coisas em Sueco: Fika (é a pausa para o café), kaka (que significa bolo), kanelbulle (que é um bolo fofinho de canela com recheio muito leve de cacau e que por acaso é o meu bolo preferido) e Tack (que significa obrigado). 

Alimentação

Quer em Portugal quer no Reino Unido sinto alguma dificuldade em encontrar variedade nos produtos sem lactose principalmente no que diz respeito a iogurtes o que faz com que eu acabe por comer sempre ou iogurtes naturais sem lactose ou os de soja quando o que me apetecia era ter uma vasta quantidade de iogurtes com diferentes sabores sem lactose. Contudo, aqui na Suécia encontrar produtos sem lactose não é de todo um drama visto que existe um só corredor para estes produtos nomeadamente iogurtes de diferentes sabores sem lactose. Agora imaginem a minha alegria quando me deparei com tão extensa variedade de sabores. E quem fala de produtos sem lactose, também fala de produtos sem glutén. Uma maravilha para pessoas que têm estas intolerâncias chatas.
Suspeito que os Suecos sejam viciados em batatas visto que quase tudo o que cozinham leva batata. Ou são batatas cozidas ou são batatas assadas ou então é puré de batata com qualquer coisa. Quem vê a palavra tantas vezes numa só linha poderá pensar que a alimentação sueca não é tão saudável quanto aquilo que se pensava, mas a verdade é que o é. É bastante comum vermos um Sueco a petiscar ora rodelas de pepino ora rodelas de cenoura ora outro legume qualquer e a verdade é que basta olharmos para o interior de um supermercado para vermos como o espaço reservado para produtos saudáveis é muito maior do que aquele que é reservado para a comida pré-feita (exactamente o oposto daquilo que eu encontro em Inglaterra).

Decoração

Tenho um amor muito grande pela típica decoração escandinava marcada por linhas simples e de cores suaves onde o branco é predominante, por isso não é de estranhar que já me tenha apaixonado por umas quantas lojas de decoração daqui. Algo que me chamou a atenção durante esta primeira semana e que me passou ao lado quando estive em Estocolmo é o brio que os Suecos têm em ter as suas janelas bonitas. Neste momento estou a "viver" numa zona residencial muito calma onde basicamente a única coisa mais barulhenta que acontece é a passagem do comboio e sempre que tenho de sair não me canso de olhar e de apreciar as bonitas janelas. Raras são as janelas que não têm uma ou mais plantas e um candeeiro todo bonito a servir de iluminação. Cortinas é algo que eles não usam... nisso são como os Ingleses, mas ao contrário dos Suecos os Ingleses no geral não têm grande brio nem nas janelas nem tampouco nos jardins das suas casas.

22.10.15

Pergunto-me se...


haverá algo melhor do que uma caneca de chá bem quente ou uma caneca de chocolate quente numa noite fria de "Inverno" e de chuva... 



Página 36/37

"May I see you again?" he asked. There was an endearing nervousness in his voice.
I smiled. "Sure."
"Tomorrow?" he asked.
"Patience. grasshopper," I counseled. "You don't want to seem overeager."
"Right, that's why I said tomorrow," he said. "I want to see you again tonight. But I'm willing to wait all night and much of tomorrow." I rolled my eyes. "I'm serious," he said.
"You don't even know me," I said. I grabbed the book from the center console. "How about I call you when I finish this?"
"But you don't even have my phone number", he said.
"I strongly suspect you wrote it in the book."
He broke out into that goofy smile. "And you say we don't know each other."

in The Fault In Our Stars de John Green

20.10.15

Livros | My Sister's Keeper







Autor: Jodi Picoult
Nome do livro: My Sister's Keeper
Número de Páginas: 432
A minha classificação: 


Para a minha estadia de um mês na Suécia trouxe comigo dois livros e deixei o terceiro e último livro da trilogia "O Século" de Ken Follett em casa e que só poderei terminar algures em Novembro. Numa semana acabei um dos dois livros que viajaram comigo e durante alguns dias não soube ao certo o que escrever acerca dele. My sister's Keeper de Jodi Picoult (Para a minha irmã na versão Portuguesa) aborda temas complexos e difíceis de digerir.

Quando começamos a ler este livro percebemos imediatamente que a história deste vai girar à volta da família Fitzgerald e nos altos e baixos que esta família tem vindo a enfrentar ao longo de vários anos. Sara e Brian viviam um casamento feliz e tranquilo na companhia dos seus dois filhos Jesse e Kate, mas tudo mudou quando Kate fez dois anos e lhe foi diagnosticado um tipo raro de leucemia e que muito provavelmente lhe iria causar uma morte prematura.

Kate precisa rapidamente de um dador, mas uma vez que nem os seus pais nem o seu irmão Jesse são compatíveis Brian e Sara decidem ter um terceiro filho (Anna) que ao ser geneticamente seleccionado fará de Anna uma dadora perfeitamente compatível e que poderá salvar a vida de Kate. Desde o seu nascimento que Anna fez diversas doações que a obrigaram a passar por uma série de tratamentos evasivos e por vezes dolorosos. Depois de ter doado medula óssea, glóbulos brancos e mais umas quantas coisas desta vez Kate precisa que Anna lhe doe um rim. É precisamente aqui que a história ganha um contorno totalmente novo.

Anna cansada de ser obrigada a fazer tantas doações ao longo dos seus 13 anos decide instaurar com a ajuda de Jesse um processo legal contra os seus pais de forma a ganhar a sua emancipação médica, isto é, Anna quer ter o direito de decidir se quer ou não doar o que quer que seja à sua irmã. E é precisamente por isto que eu digo que este livro aborda temas difíceis e complexos. Num primeiro plano a decisão de Anna pode parecer-nos egoísta porque damos por nós a pensar que tipo de pessoa é esta que não está disposta a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar a irmã a escapar da morte prematura, mas depois damos por nós a torcer por ela e para que ela ganhe o processo. Primeiro porque deveria ser uma decisão que deveria partir dela e não dos pais e depois porque fiquei a pensar até que ponto devemos continuar a insistir em prolongar a vida em part-time de alguém. Quando é que deixará de valer a pena continuar a tentar? e como é que uma família consegue ficar unida e funcional perante tudo isto que vai acontecendo?

Trata-se de um livro com questões bastante complexas onde por vezes se torna difícil separar o que é legal do que é ético e foi precisamente isto que me levou a comprar o livro.   

19.10.15

Por outro lado...



Passou-nos completamente ao lado o dia 26 de Setembro que foi não só o dia em que nos mudamos de malas e bagagens para Inglaterra como também foi o dia em que iniciamos a nossa vida a dois. Já lá vão dois anos...

18.10.15

Ao décimo oitavo dia de cada mês somamos mais um mês!


Quando nos ouvem a falar sobre isso, por vezes, perguntam-nos muito admirados "mas ao fim destes anos todos ainda contam os meses?" e nós respondemos com um enorme sim acompanhado pelo melhor sorriso sem qualquer vergonha. Já lá vão oito anos e seis meses. 

Bom dia Mundo!


Hoje espera-me uma tarde passada em casa à volta de farinha e diferentes tipos de açúcares e outros tantos ingredientes. Prometi fazer um bolo de canela com recheio e cobertura de chocolate e como prometido é devido lá terei de o fazer. Para além disso tenciono ver uns quantos episódios de Downton Abbey e vocês o que têm planeado para o dia de hoje? Algo de entusiasmante?

17.10.15

Facto


Enquanto que todas as minhas colegas conseguiam fazer este exercício nas aulas de educação-física já eu nunca consegui e continuo sem conseguir. 

16.10.15

Pessoal | Raspberry e os bebés

Sou filha única e até bem pouco tempo era a mais nova de toda a minha família e só há quatro anos atrás é que comecei a conviver com bebés. Os meus amigos comparam-me à Robin da série How I Met Your Mother porque tal como ela tento sempre esquivar-me na hora de ter de pegar num bebé. Não é que não goste de bebés porque até os acho fofos, apenas não me sinto minimamente à vontade para pegar neles. Dizem os entendidos que eu pego nas minhas gatas como se pegam nos bebés, mas eu não acredito e mesmo que assim seja sei à partida que se alguma das minhas gatas me cair do colo não se irá magoar enquanto que um bebé é um ser extremamente frágil. Depois também acho estúpido aquelas vozes fininhas que se fazem quando se fala com os bebés e aquelas palhaçadas que vêm juntamente com a tal voz fininha e onde cada palavra acaba em "inho" ou "inha", no entanto não acho estúpido quando falo dessa forma com as minhas gatas. Decididamente devo ter para aqui algum problema... Adiante. 

Não me sinto à vontade com bebés e a verdade é que só começo a interagir com eles quando eles começam a falar e a fazer coisas como puzzles, pintar e brincar com bonecos. Só a partir daí é que sei interagir com eles, mais cedo do que isso é como se fossem pequenos extraterrestres. Perdoem-me os mais sensíveis, mas é assim que me sinto quando tenho de conviver de perto com eles. Certamente que haverá mais pessoas como eu por este mundo fora. No entanto, irrita-me que se sirvam desta minha pequena incapacidade para afirmarem que um dia serei uma mãe fria e distante. Sinceramente acredito a 100% que o facto de não conseguir criar uma ligação com os bebés dos outros em nada significa que um dia também não irei conseguir com os meus próprios filhos porque nesse dia serão os meus e não os dos outros. Assim como também acredito que aqueles 9 meses de gestação trazem consigo um sentimento único e que a partir do momento em que o bebé nasce tudo surge de forma natural. Ou pelo menos gosto de acreditar que assim será.


14.10.15

Viagens | Raspberry na Suécia [nem o frio me pára: as corridas continuam]



Depois de ter (re)começado a correr há pouco mais do que um mês não podia parar só porque vinha passar um mês na Suécia, não acham? Aproveitando o facto de me encontrar a "viver" numa cidade super calma no sul da Suécia com pouquíssimo trânsito e com muitas ruas pedonais claro que tive de arranjar espaço na minha mala para trazer algum equipamento desportivo. 

Quem me recebeu em terras Suecas estava capaz de apostar que eu nunca sairia de casa para correr devido ao frio. O meu namorado pensou exactamente o mesmo. Também eu pensei e por isso só trouxe dois conjuntos não fosse andar a encher a mala com roupa de desporto para nada, mas a verdade é que tenho tido sempre vontade de sair para correr e agora estou ligeiramente arrependida por não ter trazido um terceiro conjunto. Enfim, pormenores. 

A verdade é que tem estado bastante frio. Aquele frio que parece que nos entra pela roupa para depois penetrar na nossa pele e congelar-nos os ossos. Pois, estamos na Suécia e isto para eles é um Outono ameno enquanto que para mim já parece Inverno. Contudo, a preguiça não tem tomado conta de mim e acredito que tal se deva ao facto de acordar sempre com um sol maravilhoso que me puxa lá para fora e a não querer ficar nem mais um segundo fechada em casa. 

Hoje foi a segunda vez que saí para correr. Na primeira vez a coisa correu muito mal e só aguentei correr durante 10 minutos. Confesso que fiquei desiludida já que conseguia correr uns bons 35 minutos em terras de nossa Majestade (a Inglesa para o caso de haver dúvidas de qual delas estou a falar), mas depois lá me recompus. É perfeitamente normal isto acontecer: primeiro porque raramente corro na rua, mas sim na passadeira do ginásio e depois o ar frio não ajuda na respiração porque chega-se a uma certa altura em que começa a doer ao respirar. Portanto, não deixei que esses 10 minutos me afectassem em demasia e decidi fazer mais 30 minutos de exercício em casa. Hoje enchi-me de coragem e lá fui eu outra vez correr. Desta vez já conhecia melhor o trajecto a percorrer - o que fez com que eu ficasse mais descontraída e que apreciasse mais o "passeio" - e desta vez já consegui correr durante 20 minutos! Mais 10 minutos do que a última vez e é exactamente isto que me motiva a continuar e a não parar. É difícil? Muito! Se sinto vontade de parar? Sim, logo ao fim do primeiro minuto de corrida é o que mais desejo. O que me faz continuar? O sentimento com que fico no final. A satisfação de ver que aos poucos vou conseguindo um bocadinho mais. 

Tudo está na nossa cabeça. Se acreditarmos que somos capazes de fazê-lo, então seremos mesmo capazes de fazê-lo. 

Posto isto decidi que quando voltar para Inglaterra vou continuar a correr pela rua. Agora já ninguém me pára! 

13.10.15

Viagens | Raspberry na Suécia (Dia 1)



Nunca gostei de fazer viagens longas. Fazem-me ficar aborrecida, irrequieta e causam-me dores nas pernas. Gosto ainda menos quando tenho de fazê-las sozinha. Juro-vos que quando me preparava para sair de casa com as malas a minha vontade era de cancelar tudo e de ficar no meu cantinho sossegada e onde ainda estavam uns muito agradáveis 17 graus, mas compromissos são compromissos e lá me enchi de coragem para enfrentar as nove horas de viagem que tinha pela frente. A maior parte do tempo foi passado entre comboios e esperas no aeroporto, mas para minha surpresa a viagem foi muito mais tranquila do que aquilo que eu havia imaginado e o tempo pareceu mesmo que passou a voar. 

Como estou numa cidade situada no Sul da Suécia o aeroporto mais próximo era o do Copenhaga. Uma vez lá o choque cultural abateu-se em mim de tal maneira que demorei uns segundos a conseguir orientar-me novamente. O próximo passo seria apanhar o comboio que sai directamente do aeroporto e que iria até à cidade onde eu irei ficar durante todo o mês de Outubro. Existe apenas uma máquina onde se podem comprar os bilhetes junto ao local onde se levantam as malas de porão e o bilhete só pode ser pago com cartão de débito ou crédito. Ainda hoje não sei bem como consegui comprar o bilhete e apanhar o comboio em tão curto espaço de tempo (sensivelmente 7 minutos), mas acredito que tenha ajudado o facto de ter perguntado a pelo menos 3 pessoas se estava na linha certa e se o próximo comboio seria o meu. (Nota: a partir do momento em que saem do aeroporto e se atrevem a andar de comboio toda a informação relativa a paragens, mudança de linha e etc. é dada nas línguas nórdicas. Neste caso julgo que apenas tenham falado em Dinamarquês e Sueco, no entanto não é nada difícil encontrar alguém que fale Inglês e que vos ajude a orientarem-se o que é óptimo.) Uma vez no comboio e depois de me ter sentado no primeiro lugar vago que encontrei o que aconteceu? Ouvi um boa noite dirigido a mim depois de eu ter desligado uma chamada feita em Português. A verdade é que andamos mesmo todos espalhados pelo mundo e facilmente encontramos um Português em qualquer país que estejamos a visitar. 

Como vos disse a viagem foi super tranquila. Não houve atrasos nem nos comboios nem na viagem de avião. Consegui aproveitar a viagem para ler e para ver episódios da nova série que ando a ver - Downton Abbey - e o mais importante de tudo: levei comida suficiente para as minhas 9 horas de viagem! 

Quanto ao tempo só tenho a constatar o óbvio: está frio (entre os 9º e os 0º o que não é nada mau tendo em conta que estamos a falar da Suécia), mas também têm estado bonitos dias de sol excepto hoje que está a chover. 

12.10.15

Acerca das coisas que eu adoro


Estantes coloridas com muitos livros e outras bugigangas bonitas como souvenirs num estilo desorganizado-organizado. 

7.10.15

Vou até ali à Suécia e volto já!


Até já mundo! 

[Nota: não sei se terei disponibilidade de vir cá contar-vos coisas, mas prometo que irei tentar aproveitar para trabalhar muito e para me divertir e visitar o máximo de coisas possíveis durante a minha estadia de um mês!]

6.10.15

Planos para o dia de hoje


Limpar a casa. Sim, sou daquelas pessoas que antes de viajar gosta de deixar a casa super limpa isto porque detesto chegar de uma viagem e ter uma casa por limpar. 


Comprar o lanche para levar comigo durante a viagem de amanhã que isto de se viajar durante 9 horas sendo que a maior parte do tempo será passado em comboios e não no avião para além de uma grande dose de paciência requer uma dose generosa de comida. 


Fazer a mala. Já sei que vai ser um stress de todo o tamanho para fazer caber toda a roupa necessária, mas eu sou mesmo daquelas pessoas que nunca aprende e que deixa a mala por fazer até ao último dia. 


Por fim se houver tempo e disposição para tal ainda dou um salto (o último deste mês) ao ginásio ou então faço um treino em casa. A ver vamos. 

5.10.15

Sociedade | Haja paciência

A vida não é justa e por mais que queiramos pinta-la de cor-de-rosa ela irá surgir-nos com diferentes pinceladas de cores e quanto mais depressa aceitarmos isso menos tempo iremos perder com pequenas e grandes frustrações e mais energia será canalizada para ultrapassar os momentos menos bons e para encontrar novos caminhos e ruelas que nos ajudem a chegar onde queremos. Claro que dizer tudo isto é muito bonito, mas há que fazer a ressalva de que nem sempre conseguimos ultrapassar certas coisas com uma perna às costas por assim dizer e, verdade seja dita, nem tal tem que acontecer. A razão é simples (ou não). O tempo que passamos debruçados sobre nós mesmos e a lamber as nossas feridas também é necessário pois só assim conseguiremos aprender alguma coisa e evoluir como seres individuais. No entanto, haverá sempre alguém que nunca irá aprender. Por mais bofetadas que a vida lhe dê irá sempre cometer o mesmo erro. Vezes sem conta. Uma e outra vez. Pessoalmente não tenho grande paciência para este tipo de pessoa e a coisa que mais me apetece fazer é dar-lhe um estalo bem dado a ver se aprende que quando o plano A não funciona é porque algo está mal e há que começar a pensar e a tentar novas alternativas. E de repente apercebi-me que não era bem disto que eu queria falar, mas passemos à frente que o que do que eu queria mesmo falar era daquelas pessoas chatas, chatinhas que passam a vida a queixar-se disto e daquilo. Pessoas que se queixam porque não têm trabalho e que é uma chatice estar tanto tempo em casa; pessoas que se queixam que andam exaustas porque entretanto arranjaram trabalho, mas deixaram de ter tempo para ficarem de papo para o ar o dia todo; pessoas que se queixam ora porque está calor ora porque está frio e o que queriam era exactamente o oposto; pessoas que se queixam que não têm tempo nenhum para ler, mas que quando têm tempo é vê-las a fazer outra coisa totalmente diferente; pessoas que se queixam que estão gordas, mas que mesmo assim não fazem exercício porque isso custa muito; pessoas que se queixam que estão gordas (sim, outra vez!), mas que no minuto seguinte estão a enfardar uma quantidade industrial de chocolates e outras guloseimas; pessoas que se queixam dos outros falarem mal delas pelas suas costas, mas que também elas fazem exactamente o mesmo; pessoas que se queixam de como a sua relação amorosa já viu melhores dias, mas que mesmo assim continuam sem fazer nada para mudar a situação... Estão cansados? Também eu! Daí perguntar-me: se até eu fico cansada como é que está gente também não se cansa de se ouvir?! 

E agora uma imagem que não está relacionada com a publicação, mas que também não está tão distante quanto isso já que até o cão está com um ar de "não te vens queixar outra vez, pois não? É que se vieres salto logo daqui e faço um sprint daqueles que até quero ver como vais conseguir apanhar-me".

4.10.15

Pessoal | Hoje foi o dia!

Hoje foi o dia em que tive de enfrentar os meus medos porque era a única pessoa com quem poderia contar. Hoje foi o dia em que me tornei mais forte! Hoje foi o dia em que uma maldita vespa decidiu invadir-me a casa! Hoje foi o dia em que tive de reunir toda a minha força e coragem para que em vez de sair de casa e esperar que ela decidisse sair sozinha por onde entrou fosse buscar a vassoura e me tornasse numa pequena assassina. Depois de muitos "ais" e muitos tremeliques e depois da maldita vespa decidir parar de sobrevoar o território e pousar na esquina do tecto lá consegui mata-la com um único golpe, mas ainda continuei a soltar muitos "ais" ao vê-la morta e confesso que continuei a dar-lhe mais algumas vassouradas só para o caso de ela ressuscitar que nestas coisas nunca se sabe. Acreditam que ainda estou toda a tremer? Hoje foi o dia em que tive de enfrentar a maior das maiores fobias que eu tenho e mesmo assim sei que a minha fobia não diminuiu nem um milímetro. 


Bom Dia, Mundo!


Por mais preguiça que sintam não se esqueçam de ir votar e de honrar todos aqueles que um dia lutaram para que hoje fosse possível todos  nós (independentemente do sexo e da cor)  termos o direito ao voto.  

3.10.15

Aquele momento em que...


consegues acrescentar mais cinco minutos de corrida ao teu tempo habitual mesmo que nos cinco minutos finais já estejas a sentir uma dor chata num dos pés. Felicidade também é isto: conseguir correr sem parar durante 35 minutos e fazer 4,35km!

Pessoal | É inevitável


Não importa a quantidade de vezes que façamos isto: o meu coração ficará sempre do tamanho de uma ervilha na hora de nos despedirmos. Hoje foi ele que foi em trabalho para a Alemanha; na quarta-feira serei eu a ir até à Suécia. 

2.10.15

Enquanto falava com a minha mãe...*

Digo-lhe que tenho sentido dores nas mamas e que volta e meia me sinto enjoada. Diz-me ela toda sorridente e quase a dar pulos na cadeira em frente ao computador "Ai não me digas que é um bebé... Ai Raspberry que seria tão bom!!!" 

"Olha que não mãe, tenho quase a certeza que isto são efeitos secundários da nova pílula que ando a tomar!" - respondo-lhe. 


* ou "Raspberry - a estraga prazeres"

1.10.15

Televisão | Gossip Girl

Assim como a nossa forma de ver o mundo, de enfrentar novos problemas e desafios também os nossos gostos pessoais vão variando com o passar dos anos e se em pleno ano de 2007/08 (se não estou equivocada) ver Gossip Girl foi das coisas mais fascinantes e que me fazia ficar presa à televisão à espera de um novo episódio ver a mesma série em 2015 já não teve de todo o mesmo impacto. Nem o mesmo encanto. Em suma continuei a gostar muito de algumas coisas, mas depois houve outras tantas que quase me causaram uma crise de urticária. De forma a simplificar pensamentos vamos lá fazer uma listas das coisas que continuei a gostar e das coisas que já não gostei assim tanto.



Continuo a gostar
  • dos diálogos entre a Blair e o Chuck que terão sempre um lugar especial no meu coração;
  • da relação que existe entre Blair e Dorota;
  • da amizade que se vai construindo aos poucos entre a Blair e o Dan;
  • do facto de mesmo tendo visto pela segunda vez não ter encontrado grandes indícios de qual seria a verdadeira identidade da Gossip Girl; 
  • Todas as roupas e sapatos da Blair;
  • O cabelo da Serena. Afinal como se faz para que o cabelo tenha aquele ar de que está despenteado e "fiz este penteado em 30 segundos", mas ao mesmo tempo tão cheio de estilo?
  • O vestido de noiva da Blair (o último e o único que verdadeiramente conta). Afinal de contas é um Elie Saab e só isto já diz o essencial; 

Coisas que quase me causaram uma crise de urticária
  • a amizade da Serena e da Blair é daquelas coisas que me faz imensa confusão. Se uma amiga me fizesse metade daquilo que elas foram fazendo uma à outra já teria deixado de ser amiga dessa pessoa há muito tempo. Tudo isto para dizer que acho muito pouco plausível que uma amizade deste tipo sobrevivesse na vida real;
  • a dada altura dei comigo a perguntar-me a razão e a necessidade que houve em pôr as personagens a enrolarem-se todas umas com as outras. Não podiam ter criado mais personagens? Tinham mesmo de andar todos uns com os outros? Acham mesmo que faz sentido que depois de todos terem andado enrolados uns com os outros que todos permaneçam muito amigos e unidos? Já viram algum grupo de amigos em que isso fosse possível? É que eu nem consigo imaginar tal coisa. 
  • A Serena irrita-me principalmente por dois motivos: para além de ter personalidade nível zero  ou quase ainda precisa de ter sempre um homem ao lado dela para que a sua vida faça sentido;
  • O vestido de noiva da Serena. Já na altura o achei horrível. Não mudei de opinião.