30.7.15

Livros | Winter of the World

"Erik was one of those inadequate people who were so scared by life that they preferred to live under harsh authority, to be told what to do and what to think by a government that allowed no dissent. They were foolish and dangerous, but there were an awful lot of them" in Ken Follett, Winter of the World

Ken Follett é daqueles autores que nunca desilude. Pessoalmente acho-o brilhante como escritor de romance histórico por dois motivos: a forma como ele nos apresenta as personagens e as desenvolve faz com que nos apaixonamos imediatamente por elas e a forma simples e sem floreados com que escreve faz com que nos prenda à leitura e que consigamos facilmente imaginar todo o cenário na nossa cabeça. 

Winter of the World é o segundo volume da trilogia "o século" e tanto neste segundo volume  como no primeiro - Fall Of Giants - é apresentado como pano de fundo a guerra. A primeira grande guerra no primeiro volume e a segunda guerra mundial no segundo. Enquanto que no primeiro volume conseguimos perceber que existe um especial foco em como se deu a primeira guerra mundial, quem era aliado de quem, como decorreu e como terminou, neste segundo livro apesar de o cenário de guerra estar bem presente percebe-se que o principal foco são as personagens. As personagens evoluem e é impossível não ficarmos completamente apaixonados por esta segunda geração de personagens (filhos das personagens que surgiram pela primeira vez no primeiro livro) que nos fazem vibrar de felicidade quando elas estão felizes, que nos fazem ficar ansiosos quando assim também elas se encontram e que nos fazem ficar com a lágrima ao canto do olho quando vemos pelo que estas estão a passar. 

Fall of Giants também retratava um cenário horrível. Tão horrível como um cenário de guerra consegue ser, mas onde ainda havia espaço para sinais de bondade mesmo entre soldados que lutavam em lados opostos. Exemplo disso foi o Natal de 1914 onde alemães e britânicos propuseram tréguas e trocaram saudações, cantaram músicas de natal, jogaram futebol, entre outras coisas como se todos eles fossem amigos e não inimigos devido às circunstâncias. Em Winter of the World o cenário é completamente diferente: assistimos a um outro tipo de guerra completamente diferente do da primeira. Assistimos a actos de maldade pura. Todos nós já ouvimos falar da segunda guerra mundial e todos nós sabemos mais ou menos o que se passou, no entanto, mesmo sabendo disso é impossível não ficarmos chocados com todas as atrocidades que se fizeram em nome de uma suposta raça superior.

Confesso que no inicio da leitura achei que o autor estava a tentar evitar falar dos campos de concentração (e estava mesmo) e confesso também que fiquei, na altura, um pouco desiludida com isso. No entanto, agora que terminei a leitura deste segundo volume penso que foi um boa decisão. Já existem milhares de livros que se focam nesse tema e que ignoram um outro que não é tão falado e que chega mesmo a ser ignorado por alguns de nós. Por isso, invés de se focar na existência dos campos de concentração e no que neles acontecia Ken Follett decidiu abordar o que aconteceu depois de a Alemanha sair derrotada da guerra e do exercício vermelho (o exercício russo e conhecido como sendo o exercito libertador) fez depois de ter libertado todos os prisioneiros dos campos de concentração. Aborda a violência exercida pelo exército russo contra civis assim como as várias violações realizadas pelos homens que dele faziam parte ressaltando ainda a existência de campos de trabalho onde prisioneiros de guerra passavam fome e eram obrigados a fazer trabalhos forçados. 

É um livro brilhante que relata factos terríveis e que vale a pena ler. Não se deixem assustar com a categoria "romance histórico" por terem medo que seja um livro maçador, pois ele é tudo menos isso. 







Autor: Ken Follett
Número de Páginas: 818
A minha classificação: «««««

28.7.15

Pessoal | 26 coisas que aprendi ao longo dos meus (quase) 26 anos



1. Tu sabes o que é o amor e ninguém tem o direito de te dizer que és muito novo para saber o que isso é. Tu amas desde o momento em que começas a existir mesmo que nos teus primeiros anos de vida apenas ames com todas as tuas forças os teus pais e restante família. Tu sabes o que é o amor porque amor é amor, mas com o tempo aprendes que existem diferentes tipos de amor e que este pode ser sentido com mais ou menos intensidade. 

2. Não tens de fazer tudo o que os teus pais te dizem para fazeres. Tens o direito de quebrar as regras e de decidir por ti o que queres e o que não queres fazer da tua vida. 

3. Os teus verdadeiros amigos não vão deixar de o ser só porque às vezes preferes ficar sozinho em casa em vez de saíres com eles. 

4. No amor não existe o meio termo. Ou é tudo ou é nada. Ou se gosta ou não se gosta. Se apenas se gosta pela metade, então é porque não vale a pena. 

5. Não tens que ser melhor do que ninguém. A única pessoa com quem tens de competir é contigo mesmo. 

6. Se os teus amigos só te ligam para falarem dos seus problemas, mas na hora de seres tu a querer falar dos teus eles desaparecem, então é porque não são teus amigos. 

7. Não há nada de errado em não teres dezenas de amigos. Mais importante do que a quantidade é a qualidade. 

8. É totalmente normal teres 26 anos e nunca teres apanhado uma bebedeira ou nunca teres experimentado qualquer tipo de droga e não há absolutamente nada de errado contigo, mesmo que a reacção de quem ouça pareça o oposto. 

9. O facto de as tuas fobias serem vistas como absurdas aos olhos das outras pessoas não lhes dá o direito de te gozarem. Todos nós temos medo de alguma coisa. 

10. Falhar não faz de ti um falhado. Ninguém é perfeito e tu não tens de o ser. Todos nós falhamos uma vez ou outra quer seja a nível pessoal quer seja a nível profissional. Nem tudo depende única e exclusivamente de ti e há coisas que só se aprende com tentativa e erro e há tanta coisa que se aprende errando... Só te tornas falhado quando te recusas a aprender e insistes em continuar a fazer e a enfrentar as coisas exactamente da mesma maneira. 

11. Não tem nada de mal gostares de ler Nicholas Sparks. Não passas a ser uma pessoa básica por causa disso.  

12. Também não há nada de errado em gostares de ouvir Taylor Swift.

13. O facto de outras pessoas não perceberem porque decidiste estudar isto em vez daquilo ou de não saberem para que serve o teu curso não lhes dá o direito de começarem a gozar contigo e com as  tuas decisões. Se o fazem é porque são idiotas, ponto. 

14. O facto de desistires de algo não faz de ti um desistente. Com o tempo aprendes que simplesmente há coisas que não valem a pena continuarem a ser feitas porque pura e simplesmente não te dão prazer e não te fazem feliz.

15. Aprendi a amar-me com todos os defeitos e qualidades que tenho e a partir desse momento deixei de admitir certos comportamentos e algumas pessoas foram expulsas para sempre da minha vida.

16. Com o tempo aprendes a guardar algumas coisas só para ti.

17. Saber dizer não é importante e nem sempre tens de justifica-lo.

18. Não tens de te sentir obrigado a desculpar a má educação e a frieza de certas pessoas só porque elas tiveram ou estão a ter uma vida difícil. Todos nós passamos por coisas más a dada altura da nossa vida e nem todos reagimos dessa forma.

19. Não há nada de errado em pedir ajuda. Aliás só mostra que és uma pessoa suficientemente humilde para perceber que não és a pessoa mais sábia do Planeta e que sabes que por vezes duas cabeças pensam melhor do que uma só.

20. O teu crescimento quer como pessoa quer como profissional não depende só de ti. Depende dos outros e da tua interacção com os outros assim como também depende da tua disponibilidade para ouvir aquilo que os outros têm a dizer.

21. Haverá sempre alguém que sabe mais do que tu acerca de determinada coisa. Cabe a ti querer ignorar esse facto ou então ouvir o que essa pessoa tem a dizer e aprender algo com isso.

22. Nunca é tarde demais para fazer o que quer que seja.

23. Desculpar-te é mais difícil do que desculpar os outros, mas não é impossível.

24. Tens todo o direito em debruçar-te sobre ti mesmo e de lamber todas as feridas durante o tempo que for preciso. O tempo cura tudo, dizem, mas por vezes o tempo que demora a cicatrizar a ferida é longo e penoso.

25. A felicidade depende de ti, mas também depende dos outros.

26. Digam o que disserem o dinheiro é importante e sim, também precisas de dinheiro para ser feliz. Como poderias ser feliz se não tivesses um tostão para que pudesses ter acesso às tuas necessidades mais básicas? Precisas de dinheiro para te alimentares, para cuidares da tua saúde e para comprares coisas que contribuem para a tua felicidade quer sejam livros quer seja uma viagem extravagante!

21.7.15

Crónicas de uma vida a dois

Oito anos depois ainda me esqueço que ele me conhece melhor do que qualquer outra pessoa e que por mais que eu tente ocultar as coisas menos boas que me acontecem ou algo que me esteja a atormentar naquele momento ele vai sempre saber que algo não está bem só de olhar para mim. Nesses dias recorro ao meu lugar preferido: ao abraço dele enquanto ele me faz festinhas na orelha/cabelo (tal como está na imagem). 




20.7.15

Página 331

"When he had thought about battle he had foreseen courage in the face of danger, stoicism in suffering, heroism in adversity. What he saw now was agony, screaming, blind terror, broken bodies, and a complete lack of faith in the wisdom of the mission."

Ken Follett em Winter of The World 

Alimentação | Baked with love

Faltam cerca de duas semanas para o meu aniversário e até lá algumas coisas têm de ser feitas. Experimentar receitas fabulosas de bolos é uma delas. Ontem experimentei fazer a receita de bolo de iogurte e limão com cobertura de creme de queijo que encontrei no blogue Bittersweet London da Alexandra Soares. O resultado foi este:


Ficou todo lindinho, não ficou? Saboroso também era, mas ainda estou na dúvida quanto à cobertura e como ainda tenho algum tempo até ao grande dia vou testa-lo com uma outra cobertura a ver se o resultado fica mais do meu agrado. 

A receita podem encontrá-la no blogue da Alexandra, mas para os mais preguiçosos carreguem no ler mais.

17.7.15

Sociedade | It's ok if you are unhappy


Ninguém é feliz o tempo todo. É impossível. E nem tem de ser/estar! Contudo, parece que a sociedade tem problemas com isso. Também tem com a felicidade. Apenas mais um daqueles casos em que se estás feliz é porque não tens preocupações e tens sorte na vida, mas se te apanham num dia mau levas logo com mil e um julgamentos porque não tens nada que estar triste quando há tantas crianças no mundo a morrer à fome e mulheres a serem vitimas de maus tratos e países em guerra. Se estás feliz é porque não tens preocupações; se estás triste és uma pessoa que não sabe apreciar o que a vida te dá. Lógico. Só que não. 


14.7.15

O que me faz dançar


Major Lazer & DJ Snake - Lean On (feat. MØ) e quase todas as outras músicas da MØ e a vocês? Qual é a música do momento que vos faz dançar assim que começa a tocar?

13.7.15

Three weeks to go


Pelo segundo ano consecutivo vou conseguir passar o dia do meu aniversário em Portugal, na companhia dos meus pais e das minhas adoradas gatas. Já houve quem me perguntasse se iria fazer uma grande festa como a do ano passado ou se iria voltar ao habitual (eu, os meus pais, o meu namorado e as gatas). O meu namorado passa a vida a dizer que a do ano passado foi fantástica, mas eu ainda não decidi se é mesmo isso que quero fazer. A boa noticia é que tenho praticamente três semanas para decidir, vamos lá ver o que sai. 

12.7.15

Sociedade | "You look disgusting" (ou não)

Sabem aquela expressão que diz "preso por ter cão e preso por não ter"? Com a maquilhagem funciona um pouco assim. Ou usamos maquilhagem e de repente começamos a ouvir dizer que não devíamos usar tanta maquilhagem, que quando a tirarmos ninguém é capaz de nos reconhecer e que devíamos optar por não usá-la e abraçar a nossa beleza natural e imperfeições ou deixamos de usar maquilhagem de todo e somos acusadas não termos cuidado connosco próprias. Eu faço parte daquele grupo de pessoas que não se sente bem a sair de casa sem pôr um bocadinho de maquilhagem. Por vezes é só mesmo o creme, a base e a máscara e já está enquanto que outras vezes já me dou ao trabalho de acrescentar o eyeliner. Tudo depende de como me sinto nesse dia e do meu grau de paciência para me produzir, mas não sou capaz de sair de casa sem uma pontinha de maquilhagem. É daquelas coisas que me faz sentir dez vezes mais confiante e mais bonita e acho que isto é daquelas coisas que não se estende só a mim, mas a quase todas as mulheres.  

Tudo isto para dizer que há dias cruzei-me com um video que mexeu comigo. Com o meu lado emocional, diga-se. Certamente que muitos de vocês já se cruzaram com este vídeo visto que rapidamente se tornou víral. Trata-se de um video que tem como protagonista uma ex-modelo e autora do blogue My Pale Skin - Em Ford - que tal como alguns de nós tem acne. Ninguém gosta de ter acne, mas é daquelas coisas que não adianta gostar ou não gostar. Ela vai continuar ali estampada na tua cara mesmo que a odeies profundamente. Podes pôr cremes que poderão ajudar a combater o problema e podes usar maquilhagem para a camuflar. Em Ford usa maquilhagem para camuflar esse seu problema de pele e há meses atrás começou a tirar fotos suas sem maquilhagem e a publica-las nas redes sociais para que os seus seguidores vissem a diferença e para que pessoas que tivessem o mesmo problema se sentissem menos mal com a sua aparência. Depressa começaram a chover comentários pejorativos. Óbvio. É daquelas coisas que uma pessoa sabe logo o que poderá estar por vir. Chegaram comentários a chamá-la de nojenta, a dizer que nem conseguiam olhar para a cara dela de tão nojenta que era, comentários a perguntar se ela não lavava a cara, se não sabia cuidar do seu problema. Contudo, enquanto este tipo de comentários ia surgindo nas fotos em que Em Ford se encontrava sem maquilhagem nas outras fotos em que ela se encontrava maquilhada diziam que ela se maquilhava demasiado, que parecia demasiado artificial e que era assim e assado e isto e aquilo e mais não sei o quê. Enfim. Cansada destas coisas Em Ford decidiu fazer um vídeo que a meu ver é absolutamente brilhante e se não acreditam vejam por vocês mesmos:



8.7.15

Olá, Mundo! Estou de volta!

Na semana passada os homens da minha vida - o meu pai e o meu namorado - fizeram anos. Entre farinha, açúcar, ovos e outros tantos ingredientes passei quinta-feira e sexta-feira a cozinhar, a fazer bolos e a decorar toda a casa para a grande festa - a dele. Foram dias cansativos, mas muito felizes. Muitos sorrisos e histórias partilhadas com amigos, muitos abraços e beijinhos a quem nos é especial e que apareceu por terras da nossa Majestade e foi ficando até hoje. Foram dias a passear muito com os familiares que chegaram, a mostrar-lhes os sítios mais bonitos desta cidade que se vai tornando cada vez mais nossa, muitas idas a lojas fantásticas para mostrar toda a quantidade de produtos que por aqui se consegue encontrar e que é praticamente impossível encontrarmos em Portugal. Muitas horas em frente ao fogão e à volta de uma mesa que na verdade só cabem quatro pessoas, mas que deu para seis. Muito vinho, cerveja, presunto, chouriço e queijo do nosso Portugal. O bacalhau e sal grosso também aqui chegaram. As folhas de louro da minha mãe também. Foram muitos dias de ausência no blogue, mas foram dias muito felizes. Dias cheios de amor, sorrisos e partilha.