30.6.15

Crónicas de uma vida a dois

Abri um frasco de lemon curd para rechear um cheesecake de forma a não ficarmos desconsolados com as gordices da festa de aniversário do meu pai que os meus pais nos iriam mostrar pelo Skype. Vendo que o usei e que me esqueci de fechá-lo vira-se ele para mim muito indignado: "Que mania de abrir e depois deixar a colher e não fechar a merda do frasco!". Depois de ficar a olhar para ele durante três segundos com a minha cara de quem não está a perceber o que se está a passar e não vendo qualquer razão para uma reacção tão alarmante pergunto-lhe por que raio aquilo o deixou tão chateado. Começa a rir-se e diz "Oh. São pancas do laboratório. Só depois de dizer é que percebi que não tinha de me preocupar com contaminações de células". 



Família | Hoje o dia é do meu pai!

Ao vigésimo nono dia do mês de Junho, dois minutos antes da meia noite nascia aquele que viria um dia a ser meu pai. Tendo como padrinhos um dos representantes da comissão de festas de São Pedro e uma das suas tias o seu aniversário ficou para sempre condenado a ser comemorado um dia depois do seu nascimento. A razão? Registaram-no como se ele tivesse nascido no dia trinta. O porquê de isso ter acontecido? Não se sabe. 

Um mês e alguns dias depois do seu trigésimo segundo aniversário, em mil novecentos e oitenta e nove, recebeu a melhor prenda de sempre. Nascera a sua filha preferida que tantas dores de cabeça lhe iria trazer. Ele não sabia que era suposto as crianças crescerem tão rápido e o jeito que tinha para tratar da sua filha enquanto esta era pequena foi-se perdendo quando ela começou a crescer e a querer sair com as suas amigas. Ele queria guardá-la e protege-la do mundo. Ela era uma rebelde que queria conhecer o mundo e que o pai parasse de a proteger. Ela caiu algumas vezes, mas ele sempre esteve lá para lhe curar as feridas mesmo que às vezes dissesse coisas parvas que ela não gostava de ouvir. Sempre tiveram discussões acesas e nunca foram de dar abraços e muito menos passavam a vida a dizer que gostavam muito um do outro. Um dia ela partiu para outro país e ele deu-lhe um abraço que a fez chorar e sentir-se pequena no mundo. Ela só parou de chorar já o avião tinha levantado voo. Voltou a chorar quando chegou à sua nova casa. Chorou mais algumas vezes. Foi no dia em que partiu que descobriu que lhe custava muito mais despedir-se do pai do que da mãe. Não que goste mais de um do que do outro. É mais porque com a mãe sempre ouve aquele "gosto de ti" e com o pai não. Com medo que o pai ignorasse o facto de ela gostar muito dele passou a dizer-lhe "Gosto muito de ti." e "Tenho saudades!" em todos os postais que passou a enviar. Outra coisa que ela descobriu desde o dia em que partiu é que o melhor de ir é voltar e sempre que volta lá está ele sorridente à espera dela. Pronto para o abraço de reencontro.    

Hoje o meu pai comemora o seu quinquagésimo nono aniversário e eu, pela segunda vez, não estarei com ele. Não lhe farei o bolo de ananás que ele tanto gosta e o único bolo que ele consegue comer praticamente sozinho num só dia. Não estarei lá para lhe dar um abraço de Feliz Aniversário. Não estarei lá para lhe bater nas costas e dizer "estás a ficar velhote!". Não estarei lá. Nem eu nem o seu genro preferido. Hoje não estarei com ele, mas falarei pelo skype e irei cantar-lhe os parabéns ao mesmo tempo que ele segurará um bolo com duas velas a arder e será como se eu estivesse lá sem estar. Será o festejo possível e será igualmente (ou quase) bom. 



Faço parte daquele grupo de pessoas que dorme bem quer esteja um frio de rachar quer esteja um calor dos infernos. 

29.6.15

Actualidade | Por um Mundo menos doente



Nos Estados Unidos da América uma bebé com uma infecção no ouvido morre porque os pais não acreditam na medicina moderna e então recusaram-se a procurar ajuda mais cedo porque não queriam encher a menina com químicos. Em Espanha outro menino com difteria acaba por falecer porque os pais decidiram não vaciná-lo. Um pouco por todo o Mundo começam a surgir doenças das quais já não se ouvia falar há vários anos devido ao movimento anti-vacinas. Quanto a mim só penso que tudo isto é uma questão de saúde pública e que a vacinação deveria ser obrigatória (excepto em casos especiais como alergia forte a alguma(s) substância(s) contida(s) nas vacinas).  

27.6.15

Livros | Torn

 


Reilly Steel adora desafios e não há dúvida nenhuma de que este será um deles. Vários cadáveres encontrados num curto espaço de tempo, em cenários diferentes e complexos. Primeiro um policia que é encontrado num armazém abandonado afogado num tanque com cubos de gelo, mais tarde um jornalista encontrado na sua própria fossa céptica e ainda um médico crucificado ao pé de uma Igreja. Nenhuma das mortes parece ter sido realizada à pressa, muito pelo contrário e se no inicio não fica claro se se trata de um ou de vários homicidas depressa se chega à conclusão de que é apenas um. Um serial killer que parece não só escolher as suas vítimas a dedo como também parece saber exactamente como irá matar a sua próxima vítima. Porém, como encontrar um homicida que muda constantemente o seu modus operandi e que não comete nenhum deslize?

Sem pistas e aparentemente sem nada que ligue todas estas mortes umas às outras os investigadores encontram-se em desespero. Irá ser uma investigação que os levará ao limite e que irá colocar em causa as capacidades não só da investigadora forense Reilly, mas também de toda a sua equipa. Serão eles capazes de solucionar este crime e de encontrarem o verdadeiro culpado? Existirá alguma ligação entre as vítimas? Se sim, qual?


Quanto a mim só posso dizer que realmente gostei de ler este livro. Há muito tempo que não lia Policiais e ler Torn só me fez perceber que deveria ler mais vezes este género de livros pois quando são bons prendem-me de tal maneira que só descanso quando chego à última página. Ao contrário de muitos livros deste género não ficamos a suspeitar do autor do crime logo nas primeiras páginas, aliás eu só comecei a lançar as minhas suspeitas quando já ia a meio e no final o que aconteceu? Estava errada e quando o assunto é livros não me importo nada de estar errada, aliás adoro ser surpreendida. Principalmente se for pela positiva.

Contudo, ao fim de algumas páginas apercebi-me que este livro era a continuação de um anterior e mesmo não sendo obrigatório ler o primeiro para se perceber o segundo visto que os casos que tratam são diferentes mantendo apenas a personagem principal - Reilly Steel - fiquei deveras curiosa e pretendo ler o primeiro e o terceiro que entretanto já foi publicado o mais rápido possível.

A titulo de curiosidade resta-me dizer-vos que Casey Hill - o autor do livro - é um pseudónimo e que não existe um, mas dois autores do livro. Sim, são dois! E são casados. Chamam-se Kevin e Melissa Hill.

Autores: Casey Hill
Número de Páginas: 390
A minha classificação: «««««

26.6.15

Viver no Reino Unido | Acerca das pessoas com quem me cruzo

Pensava que já tinha visto um pouco de tudo, mas hoje enquanto caminhava em direcção a uma das ruas mais movimentadas do centro de Nottingham cruzei-me com um rapaz que tinha um pente enfiado na sua afro. 

Tal e qual.
 (Será um estilo qualquer? É que nunca pensei que fosse tão fácil encontrar a imagem certa para aquilo que vi.)

25.6.15

Enquanto falava com a minha mãe...

Depois de lhe ter pedido há alguns dias atrás para que me enviasse mais uma caixa da pílula que uso e que não consigo encontrar por cá hoje perguntei-lhe se já a tinha comprado. Respondeu-me "Já, mas é a última vez. Quero um netinho!".  Três segundos depois desatamos as duas a rir porque no fundo ela também sabe que ter bebés por enquanto não constam nos nossos planos.


Compras | Foi amor à primeira vista

São da Primark. 
Super confortáveis.
Estou apaixonada. 
Adoro-as.
São bem mais bonitas ao vivo.
Melhor do que isso só mesmo nos meus pés.
Já disse que estou apaixonada? 



24.6.15

Festa é festa!



Na próxima semana alguém muito especial fará anos e eu estou encarregue de pesquisar e de fazer todas as gordices que se irão comer. Sabendo que eu adoro festas de aniversário principalmente se for eu a organizar tudo dá para imaginar o meu nível de entusiasmo, não dá? 

Mais um ano em que falhei um dos meus feriados preferidos. Nhe. 


23.6.15

Compras | Ganhei coragem e fui



Tenho cada vez menos paciência para fazer compras. Hoje depois de uma hora passada numa só loja onde metade do tempo foi passado entre a fila de espera para os provadores e a fila enorme que encontrei na altura de pagar as duas de cinco peças de roupa que experimentei já não tive paciência para ir a mais loja nenhuma. Os saldos não acabam hoje e como se costuma dizer "amanhã também é dia". 

22.6.15

Crónicas de uma vida a dois

"Gosto tanto de acordar a teu lado." - diz-me ele. Pergunto-lhe porquê. "Porque acordas sempre com um sorriso enquanto me desejas um bom dia" - responde-me. 


21.6.15

Raspberry em imagens

Não sou eu, mas este poderia ser um retrato meu agarrada ao thriller* que ando de momento a ler.

* Torn de Casey Hill 

20.6.15

Viver no Reino Unido | O tempo



Depois de tantos dias de céu azul com um sol risonho hoje o dia acordou cinzento, chato, o típico tempo Inglês se assim preferirem, com aquele ar pesado a ameaçar que não tardará muito a chover sem que se saiba muito bem se realmente vai chover ou se apenas vai ficar assim a ameaçar. Eram cinco horas da tarde quando começou a chover torrencialmente como se isto fosse nada mais nada menos do que um país tropical. Trinta ou quarenta minutos assim a chover como se não houvesse amanhã e da janela via as pessoas a caminhar na sua calma natural como se estivesse a melhor das melhores situações atmosféricas. Agora? Agora está um sol lindo e algumas nuvens pintadas numa tela azul. Agora sim, dá vontade de ir passear por estas ruas!



Preciso urgentemente de ir comprar roupa nova de Verão (e de vontade para tal, também). 

18.6.15

Exercício Físico | Quando o Universo não quer cooperar

Depois de quase uma semana sem fazer ponta de exercício físico estive desde de manhã cedo a mentalizar-me que hoje, ao final do dia lá teria de ser. Contudo, o Universo parece não querer cooperar e quando me estava a preparar para pôr este corpinho a mexer eis que me dá um daqueles enjoos bem fortes. Bem, ao menos desta vez a culpa não é [da] minha [preguiça].


Decoração | Acerca das coisas que eu adoro


Este conjunto de chávenas bem que podiam vir viver cá para casa. São tão adoráveis. 

17.6.15

Crónicas de uma vida a dois

Gossip Girl sempre foi das minhas séries preferidas não achasse eu muitos dos diálogos da Blair e do Chuck formidáveis. Ele, por sua vez, detesta e detesta tanto que sempre que me apanha a ver começa a resmungar. Ora resmunga porque a série é do mais fútil que há ora porque acha que são absurdamente estúpidas muitas das coisas que vão acontecendo ora porque acha ridículo que andem todos enrolados uns com outros. Se podia ver a série descansada durante o tempo em que ele não está em casa? Podia, mas nada me faz rir mais do que ouvi-lo a resmungar por este tipo de coisas e, verdade seja dita, a série não teria tanta piada sem os seus comentários. 



16.6.15

Tão eu!


Mais alguém?

Acerca dos projectos fantásticos que se encontram por aí

Quem não gosta dos filmes da Disney cheios de personagens fantásticas, com mundos que nos fazem sonhar e com músicas que nos fazem cantar vezes sem conta sem nunca enjoarmos? O mundo da Disney é isso mesmo: fantástico, mágico e inspirador. Não há nada como ver um filme da Disney para tornar o nosso dia mais mágico, doce e incrivelmente fantástico. Confesso que apesar de não ter uma personagem preferida o meu filme preferido de sempre sempre foi e sempre será o Rei Leão e não interessa o número de vezes que o veja que irei sempre soltar umas lágrimas na cena em que o pai do Simba morre. 

Tudo isto para vos falar de um projecto incrivelmente fantástico criado por Leslie Kay que descobri há pouquíssimo tempo. Falo do DisneyBound onde Leslie inspirada pelas roupas usadas pelas várias personagens dos filmes da Disney faz conjuntos que todas nós (e os meninos também) poderemos usar no nosso dia-a-dia sem correr o risco que a restante população pense que estamos prontas para o Carnaval ou para um baile de máscaras. 

Deixo-vos com alguns exemplos:



14.6.15

Viver no Reino Unido | Acerca das pessoas com quem me cruzo


Adoro estes jantares que fazemos ora em casa de uns ora em casa de outros; ora só com Portugueses ora com Portugueses e outras pessoas de outras nacionalidades; ora às sextas-feiras ora aos sábados à noite; ora até à meia noite ora até às três quase quatro da manhã; ora com muito vinho ora regados a coca-colas; ora com bolo ora com vários bolos. Simplesmente adoro. Faz-me sentir menos sozinha no meio desta gente toda que não conheço e que ainda me é estranha e de uma certa forma faz-me sentir como se por momentos estivesse em Portugal. De uma forma muito simples gosto muito dos Portugueses que por aqui conheci. São do Norte, por isso só podiam ser boas pessoas (não que os do Centro/ Sul e ilhas não sejam, atenção!)

11.6.15

Sociedade | Quantas vezes...?

Nunca percebi e é altamente provável que nunca venha a perceber o que leva duas pessoas a acabarem e a recomeçarem uma relação vezes sem conta. Talvez porque nunca tenha passado por tal coisa ou então porque simplesmente acho que se as coisas não resultaram é porque não tinham de resultar e o melhor mesmo é que cada um siga a sua vida. Contudo, não posso ignorar o facto de que por vezes as coisas não são assim tão claras e distintas e consigo imaginar cenários em que o relacionamento simplesmente acabou porque naquela altura as pessoas envolvidas encontravam-se em fases diferentes das suas vidas o que tornava a relação incompatível. Dessa forma, sim, consigo perceber que mais tarde estas pessoas decidam dar uma segunda oportunidade ao seu relacionamento depois de se encontrarem (por algum motivo misterioso da vida) e de os sentimentos renascerem das cinzas. Por outro lado, deixo de perceber a partir do momento em que começa a surgir a terceira oportunidade, a quarta oportunidade, a quinta oportunidade... Quantas vezes terão de acabar e de recomeçar para que percebam que a sua relação não tem nem nunca teve pernas para andar? ou então, quantas oportunidades terão de dar à sua relação para que esta comece a dar certo e as coisas passem a fazer sentido? Será que este acabar e recomeçar faz destas pessoas persistentes ou será que as torna simplesmente masoquistas?


9.6.15

Viver no Reino Unido | O tempo



Dizem que chegou uma vaga de calor para estes lados do Reino Unido. Máxima para esta semana? 22º. Estão a gozar comigo, só pode! 

8.6.15

Livros | The Book Thief

Acredito que há beleza na tristeza, na dor e no sofrimento. Acredito que há beleza no cenário mais negro que o ser humano se possa encontrar. Não que a tristeza, a dor e o sofrimento sejam algo de belo. Muito pelo contrário. Nada há de belo nestas três coisas muito menos para a pessoa que as sente. A beleza que está contida na tristeza, na dor e no sofrimento é outra coisa diferente daquilo que poderão estar a pensado ou que poderão ter pensar inicialmente. Há beleza em todas estas coisas no sentido em que, por vezes, é precisamente no cenário mais negro que conseguimos ter uma percepção clara do que de mais belo existe na natureza do ser humano. The Book Thief é esse tipo de livro: um livro que retrata um cenário cruel onde o ódio e a morte andam de mão dada e ainda assim algo de belo existe.

The Book Thief é narrado pela morte onde esta vai contando a história de uma menina de nove anos que chega à casa número trinta e três na Rua Himmel para ser acolhida por uma nova família. Uma menina chamada Liesel que tinha acabado de perder o seu irmão e que tinha acabado de cometer o seu primeiro roubo: um livro. Este é um livro onde nos é contada a história de Liesel desde 1939 até 1945, mas que também vai contando a história das pessoas que vivem na mesma rua que Liesel onde algumas são a favor do sistema e onde outras são contra, mas fingem não o ser. É um livro onde retrata a amizade de Liesel com um menino cujos cabelos eram da cor de um limão (Rudy) e onde também é retratada a amizade de Liesel com um judeu que vive escondido na sua cave. The Book Thief é um livro que conta histórias que vivem em segredo, onde a esperança e a amizade existe. É um livro onde sabemos que a guerra e os campos de concentração existem, mas que no livro passam para segundo plano. É um livro triste com momentos que nos fazem sorrir e acreditar que a beleza esta presente em todo o lado, mas neste livro está presente em vários momentos como aquele em que durante uma das procissões de Judeus Hans estende a mão a um deles e dá-lhe um pedaço de pão, mesmo sabendo que se algum soldado visse este seu acto iria ser severamente punido por ser um adorador de Judeus. E foi. 

Este é sobretudo um livro onde nos é permitido perceber como as palavras têm força e como estás podem ser usadas para o bem e para mal. Como estas podem servir para acalmar, para transmitir força e esperança e como podem ser usadas para o ódio, para a morte e para a destruição:

"There was once a strange, small man. He decided three important details about his life:
1. He would part his hair from the opposite side to everyone else.
2. He would make himself a small, strange mustache.
3. He would one day rule the world.
...Yes, the Fuhrer decided that he would rule the world with words."
The Book Thief de Marcus Zusac


7.6.15

Pessoal | Acerca de mim



Odeio tomar banho quando estou sozinha em casa. A partir do momento em que fecho a cortina de banho e calha de ouvir algum ruído no apartamento tenho logo de abrir a cortina não vá estar alguém do outro lado a preparar-se para recriar a cena mítica de Psycho em que desta vez eu seria a vitima.  

4.6.15

Blogger Summer Challenge | Essenciais de Verão



Dias quentes e noites amenas; Gelados de sabor a framboesa; Esplanadas com ele, com elas ou simplesmente sozinha com o livro que ando a ler; Música alegre e que me faça mexer; Viagens de carro; passeios pelo parque e à beira mar; Idas à praia; Protector; Horas a jogar raquetes de praia enquanto sinto os meus pés a pisarem a areia quente; biquínis coloridos; Toalhas de praia com cheiro a mar; Pôr-do-sol; Rabo de cavalo; Vestidos leves e frescos; Tops coloridos; Sandálias; Malas; Unhas pintadas de vermelho; Cremes com cheiro a fresco; Fotografias; Aniversários; Viagens; Piqueniques; Pisar a relva com os pés descalços; Fugir das abelhas; Séries; Limonadas; Maracujás e cerejas; Voltar a casa; Divertir-me; Dançar; Rir, rir e rir... 

[Esta publicação é referente ao Blogger Summer Challenge criado pelo Jota e pela Olivia M.]

Será este o segredo da felicidade?


3.6.15

Exercício Físico | Uma Raspberry também sofre

Depois de ter passado uma semana em Portugal a enfardar presunto, rissóis, chouriços, tremoços, gelados com sabor a kinder, a framboesa, a café e a chocolate e de enfardar bombons e amêndoas e de comer pananos e assados e frango do churrasco com batatas fritas e ovos moles e sabe-se lá mais o quê esta semana foi dia de recomeçar o exercício físico. Sim, precisei de uma semana de intervalo entre o enfardamento de comida altamente calórica e o reiniciar de exercício-físico porque parecendo que não é preciso ganhar-se coragem. Muita! Como se o exercício não bastasse por si mesmo, também se deu inicio a um novo plano de treino. Não é um plano qualquer, deixem-me que vos diga. Aquilo é um plano que só pode ter sido criado pelo Demo. Pelo Demo! Acreditem. Uma Raspberry também sofre e eu tenho sofrido muito! Neste momento pareço uma velhota que tem de fazer todos aqueles cálculos na hora de se sentar e de se levantar não vá a coisa correr mal. Certamente que saberão do que falo e se não sabem o melhor é continuarem assim: ignorantes, mas felizes. 



Pessoal | Há amores assim



Sempre gostei de livros e sempre gostei de os cheirar. Fossem eles novos ou velhos. O cheiro de um livro sempre foi algo que me agradou. Vê-los na estante organizados por ordem alfabética, por géneros ou por cores também é algo me agrada que me agrada. Pelo menos a nível visual, mas do que eu gosto mesmo é de os ler. Adoro quando fico presa à história. Adoro quando o livro me faz experienciar os mais diversos sentimentos. Felicidade. Tristeza. Indignação. Questionamento. Se me faz sentir alguma coisa é porque não me é indiferente. [Excepto quando a história do livro é má. Aí fico chateada por ter andado a perder tempo em algo que não valia a pena.]

Como tantos outros leitores compulsivos também eu padeço de um mal. Aquele mal ou vicio, o que lhe queiram chamar, que me faz comprar sempre mais um ou dois dependendo da promoção que encontrar no momento quando, na verdade, ainda tenho uns quantos livros em fila de espera. "Agora só compro quando ler estes livros todos" digo eu como que a fazer uma promessa a mim mesma. No entanto, basta-me entrar novamente na livraria, dar de caras com outra promoção e lá quebro eu a promessa trazendo comigo mais uns quantos exemplares. A minha palavra vale tão pouco no que a isto diz respeito e mesmo assim não me sinto nem por um segundo culpada ou mal comigo mesma por assim ser. Sempre gostei de ler e sempre gostarei. Se há coisa que duvido que mudará em mim é este meu amor pelos livros. 

Tudo isto para dizer que hoje não voltei para casa sozinha. Desta vez não vim acompanhada por um livro, mas antes por um caderno porque qualquer pessoa que goste de ler, também gosta de escrever. 

2.6.15

Viver no Reino Unido | Acerca das pessoas com quem me cruzo

Quase três meses depois de nos queixarmos que o exaustor não funciona e que nunca funcionou desde o momento em que nos mudamos para este apartamento e depois de termos conseguido convencer a senhoria de que abrir a janela não era exactamente a mesma coisa eis que hoje chega o senhor encarregue de pôr o dito cujo a funcionar. A dada altura o senhor diz-me que o problema está no fusível e pergunta-me se tenho um a mais. Eu olho para aquele pedaço de metal sem saber muito bem do que se trata ao mesmo tempo que dou uma olhada no canto onde guardamos coisas relacionadas com electricidade. Ao ver que só tenho pilhas e lâmpadas respondo-lhe que não, que não tenho. O que é que ele faz? a) sai para ir buscar um fusível à sua carrinha; b) sai para ir à loja mais próxima daqui para comprar um fusível novo; c) tira o fusível existente na minha torradeira e põe-no no exaustor e diz-me "agora podes ir comprar outro àquela loja ali em frente, estás a ver?".  Agora pensem. 



(Foi a hipótese c foi.)