31.3.15

Emigrar | A tomada de decisão



Mudar nunca é fácil e isso é válido quer para quando estamos a falar de mudar os nossos hábitos alimentares por exemplo quer para quando estamos a falar de mudar de residência e ou de país. Mudar nunca é um processo fácil, mesmo que mudar seja a única solução em vista. Por este motivo quero começar o inicio destas publicações acerca da emigração e de como é viver no Reino Unido exactamente por aqui, isto é, pelo início dos inícios. Refiro-me ao processo de tomada de decisão.

Conheço pessoas que durante anos foram dizendo que gostavam de ir viver para fora de Portugal. Que gostavam de ir viver para a Austrália, Estados Unidos da América, Suécia e até Noruega e no entanto nunca de Portugal saíram. Depois conheço outras que nunca pensaram verdadeiramente em sair e que nunca demonstraram qualquer interesse nisso e mesmo assim mudaram-se em pouco mais de um mês para outro país só porque surgiu uma oportunidade repentina e irrecusável.  

São vários os factores que podem levar alguém a mudar de país. Actualmente é a precariedade de emprego o motivo principal que conduz a que uma grande parte dos jovens e não jovens Portugueses procurarem uma nova vida lá fora. Para outros é a busca de novos saberes, novas oportunidades e novos desafios e uma cultura diferente da que conhecem que os levam a partir para um novo país. Independentemente do motivo que vos possa levar a pensar numa possível mudança de país existem factores que deverão ter em conta antes de decidirem o que quer que seja. Acredito que os factores a ter em conta dependam de pessoa para pessoa porque aquilo que na altura me pareceu importante pensar e repensar poderá revelar-se secundário para outrem. No entanto, penso que existem dois factores que todos aqueles que um dia ponderem ou que já estejam a ponderar emigrar deverão ter em conta. Estes consistem em responder a duas perguntas: porquê que querem emigrar e se estão dispostos a viver com o facto de que haverá alturas em que não estarão imediatamente presentes e ao lado da vossa família. Falo de momentos extraordinários e dignos de comemoração imediata e de momentos de pura infelicidade.  

Quando me mudei para Inglaterra e apesar de não ter vindo sozinha, pois vim com o meu namorado, houve momentos em que ainda assim me senti sozinha. Houve momentos em que me apetecia o abraço dos meus pais e que não o pude receber; houve momentos em que me apetecia combinar um café com os meus amigos e não o pude fazer; houve momentos em que queria ter amigos e simplesmente não os tinha nem os conseguia fazer (verdade seja dita: ainda não tenho nenhum amigo a sério por aqui); houve muitos aniversários a que faltei; houve momentos importantes na vida de familiares em que eu não pude estar presente e apesar de me ter preparado psicologicamente para tudo isso antes de partir a verdade é que ainda hoje não estou preparada para metade das coisas que tenho perdido.


É altamente provável que não consigam ir a Portugal a quantidade de vezes que gostariam assim como é altamente provável que não estejam presentes em alturas extraordinárias e em alturas menos boas. Mudar não é fácil e não é um processo todo ele cor-de-rosa, mas também não é o fácil que nos faz crescer como pessoa nem é o fácil que nos torna mais fortes e se há coisas que se vão perdendo há outras que se vão ganhando. Mudar pode não ser fácil e pode ser assustador, mas mudar também pode ser entusiasmante. Resta saber se depois de ponderados todos os prós e contras estão preparados para levar a cabo toda a aventura inerente ao acto de emigrar.  

Livros | Acerca daquilo que se tem lido ao longo dos últimos seis meses



Deparei-me, pela primeira vez, com os livros do jovem feiticeiro e talvez o mais famoso do mundo de seu nome Harry Potter quando tinha onze anos de idade e uma colega da minha turma não se fartava de falar disso. Decidida a ver se aquilo realmente valia a pena ser lido visitei a biblioteca da escola e requisitei o primeiro livro. Li esse, o segundo, mas ao terceiro já a minha paciência se tinha esgotado e viciei-me na leitura de uma outra colecção - o triângulo Jota.

Durante anos não me voltei a cruzar com pessoas que gostassem de Harry Potter nem que tivessem devorado os seus livros. Só no primeiro ano de Faculdade é que voltei a ouvir o seu nome, desta vez, da boca daquela que viria a ser uma das minhas melhores amigas. A nossa amizade foi sendo posta à prova a partir do momento em que lhe disse que não gostava de Eminem, mas depois de lhe ter dito que não tinha gostado de ler Harry Potter, mas que tinha devorado todos os livros da saga Crepúsculo que ela sempre odiou passei a acreditar que a nossa amizade só poderia ser para a vida .

Uma licenciatura e um mestrado depois, mudei-me para o Reino Unido e o meu namorado que ainda não tinha acabado de ler a colecção do Harry Potter decidiu-se a comprar os restantes livros pelo eBay e mais tarde acompanhei-o nas várias sessões de cinema de sábado à noite a ver os filmes do Harry Potter do primeiro ao último. Foi nesse momento que a minha vontade de dar uma segunda hipótese aos livros voltou e uns meses depois lá estava eu a ler o primeiro livro.

Seis meses depois de ter pegado no primeiro livro eis que sábado entre uma crise de tosse que não me deixava dormir e uma vontade louca de terminar o livro pus-me a lê-lo e cinquenta minutos depois fechava-o com aquele sentimento dividido entre a felicidade de ter gostado de ler e a saudade que já sentia das personagens do mesmo.

Apesar de ter havido livros da colecção que me custaram mais a ler como o Harry Potter e a Ordem da Fénix que parecia que nunca mais acabava e, apesar de achar que em muitas partes dos livros existe palha a mais e que dá um sono danado no geral posso dizer que adorei e que valeu a pena. Gostei especialmente dos dois últimos livros que são os meus preferidos e um dia mais tarde tenciono voltar a lê-los só porque sim.


O que mudou desde a primeira vez que li Harry Potter e agora para que na primeira vez tenha detestado e agora tenha adorado, perguntam vocês. Não sei, respondo-vos eu, mas acredito que há um tempo certo para tudo na vida e se calhar a primeira vez que as minhas mãos pegaram no primeiro livro do jovem feiticeiro não era a altura ideal e que muitos livros ainda teriam de passar pelas minhas mãos para que um dia eu pudesse apreciar devidamente os livros da colecção Harry Potter. 

25.3.15

Pessoal | O adeus



Tenho tantas publicações em mente que gostaria de já ter publicado ou de publicar nos próximos dias, mas este mês o tempo e as circunstâncias da vida parecem estar contra mim. Primeiro foi o problema com o meu computador e agora com a mudança o tempo que tinha para escrever neste cantinho que eu tanto gosto e para visitar os vossos cantinhos também eles adoráveis passou a ser ocupado a arrumar e a organizar todas as nossas tralhas no nosso novo lar. 

Estamos a viver no Reino Unido há pouco mais de um ano. Quando aqui chegamos connosco só vieram as roupas de Inverno e algumas coisas que eram por nós consideradas essenciais para nos sentirmos bem na nossa primeira casa. Mais tarde chegaram as caixas que tínhamos enviado de Portugal com as nossas roupas de Verão e todas as nossas outras coisas assim como louças que nos foram sendo oferecidas e outros objectos fofinhos de decoração feitos e/ ou oferecidos com muito amor por pessoas que nos são especiais. Depois começaram as compras disto e daquilo e de repente tínhamos uma casa cheia de coisas. Estamos a viver aqui há pouco mais de um ano e já acumulamos imensa coisa: uma grande parte é mesmo essencial e só uma minoria é que fazem parte daquele grupo de coisas que todos nós temos nas nossas casas não porque as usemos com frequência, mas porque pura e simplesmente gostamos delas. 

Para vos ser sincera não estava de todo preparada para a quantidade de tempo que teria de despender com a mudança. Já lá vão quatro dias desde que a mudança propriamente dita começou e apesar de já termos arrumado uma grande parte ainda existe outra parte que está literalmente ao monte à espera que tenhamos tempo de arruma-la nos respectivos sítios. Fazer mudanças é assim mesmo: dá uma trabalheira do caraças, mas também dá um gozo do caraças ver a nova casa a ficar com a nossa cara e esta nova casa tem tanto a nossa cara. Estou apaixonada por ela e espero não me ver obrigada a mudar de casa tão cedo! 

Hoje vamos entregar as chaves da nossa antiga casa que já está imaculadamente limpa e vazia. Tão vazia como no primeiro dia em que abrimos a porta pela primeira vez, pousamos as malas e jantamos massa com carne picada comprada no Tesco enquanto eu chorava porque já tinha saudades do que tinha ficado para trás e achava a casa demasiado silenciosa.  Depois passou e aprendi a lidar com o silêncio e a apreciá-lo. Foi nesta casa que demos o nosso primeiro jantar com os amigos que fomos fazendo, foi nesta casa que comemoramos muitas vitórias e que choramos algumas derrotas, foi nesta casa que chorei a morte da minha avó, mas também foi nesta casa que dei das mais sonoras das minhas gargalhadas. Fomos felizes nesta casa, muito. Foi nesta casa que comemoramos o aniversário dele; foi nesta casa que passamos o nosso primeiro Natal  e passagem de ano juntos na companhia da família dele. Os meus pais apenas conheceram esta casa pelo Skype, mas quero muito que um dia eles ganhem coragem de entrar no avião e que venham visitar-nos e que vejam o fantástico lar que fomos construindo. 

Nota-se muito que estou um bocadinho nostálgica? Bem, penso que seja completamente normal. 

Esta também será a última publicação que irei fazer nesta casa, as próximas serão feitas no nosso novo cantinho. No entanto, mais uma vez terei que me ausentar deste fantástico mundo durante um curto espaço de tempo (espero eu) visto que ainda não tenho acesso à Internet na nova casa e penso que só o terei no máximo dos máximos no final deste mês. 

23.3.15

Bom dia, Mundo!



Isto de andar a fazer mudanças é muito bonito, mas dá uma trabalheira do caraças. Neste momento só me apetecia ficar vinte e quatro horas a dormir de tão cansada que estou.

21.3.15

Olá, Mundo!



Estou tão entusiasmada com a ideia de redecorar a nova casa que hoje mal consegui dormir. Parecia uma criança em noite de véspera de Natal ansiosa pela abertura dos presentes. Acordamos cedo e cedo iniciamos as primeiras limpezas da nova casa e apesar de uma grande parte já estar limpa ainda existe outra por limpar. Por isso, a tarde de hoje será passada a limpar o resto da casa e a recheá-la com as coisas que trouxemos de Portugal e todas as outras que fomos comprando desde o dia em que aqui chegamos. 

20.3.15

Crónicas de uma vida a dois


Assinamos hoje o contracto de arrendamento do nosso novo ninho do amor. Adoro a nova casa e o melhor de tudo é que com ela veio uma estante enorme e já estou em pulgas para recheá-la com todos os nossos livros! 

19.3.15

Pessoal | Acerca das coisas que eu gosto


Gosto de escrever para aqueles que me aquecem o coração e também gosto que me escrevam. Adoro postais e os meus preferidos são todos aqueles que ele me foi oferecendo ao longo dos anos. 

Sociedade | A sociedade e as suas perguntas inconvenientes



É certo e sabido que ninguém está bem com a vida que tem e que haverá sempre alguém a apontar o dedo e a dizer que devíamos ter feito B e não A. Isto é válido para todos os aspectos da nossa vida nomeadamente no que diz respeito à nossa vida amorosa. 

Quando somos solteiros e chegamos àquela idade em que a sociedade acha que já devíamos ter encontrado a nossa cara metade as perguntas acerca do porquê de ainda não a termos encontrado começam a surgir e quanto mais tempo passa mais perguntas vão sendo colocadas até que chega a um ponto em que chegam mesmo a dizer que a culpa de não teres alguém especial na tua vida é tua. Não exactamente por estas palavras que dizer isto assim seria rude, por isso usam outras palavras mais simpáticas como se não fôssemos capazes de perceber o que estão na verdade a querer dizer. Por outro lado, quando finalmente encontras a tua cara metade e a apresentas à família assim que começam a namorar há algum tempo começam a surgir outro tipo de perguntas. Começam a perguntar se estão a pensar em casar ou em viverem juntos sem terem em atenção que estas perguntas podem ser desconfortáveis para o casal porque sabe-se lá se aquela não é a primeira vez que alguém os põe a pensar no próximo passo.  Depois se decidirem casar haverá sempre alguém a dizer que é um desperdício de dinheiro só para fazerem uma festinha e mostrarem como são ricos e que quando se quiserem divorciar (reparem na fé que as pessoas depositam no vosso amor!) é muito mais complicado e dispendioso. Por outro lado se decidirem viverem juntos haverá outra alma a acusar-vos de estarem a viver em pecado. Como eu disse haverá sempre alguém a dizer-vos que deveriam ter feito B e não A como se todos nós tivéssemos a obrigação de percorrer o mesmo caminho que outrem só porque este se acha o dono da verdade.

Eu nunca tive de passar pela primeira fase, mas sei que as coisas se passam mais ou menos assim porque todos os meus primos encontraram a sua cara metade já perto ou depois dos trinta e via como as pessoas os tratavam e as perguntas inconvenientes que iam fazendo. Apenas passei muito ao de leve pela segunda fase e acho que metade das pessoas perguntava isso em tom de brincadeira e a outra metade apenas perguntava por achar que os meus pais não iriam gostar que eu fosse viver com o meu namorado sem antes nos casarmos como se os meus pais me fossem obrigar a fazer algo que eu não quisesse. O que eu não estava à espera que chegasse tão cedo e para o qual eu não me preparei foi para a chegada da terceira fase. O que é a terceira fase, perguntam vocês.

A terceira fase é quando já estão sossegados a viver com o vosso mais-que-tudo, a aproveitarem a vossa vida a dois sem pensarem na possibilidade de passarem a ser três ou quatro a curto prazo e a vossa família e pessoas conhecidas em geral passarem a vida a chatear-vos a cabeça e a questionar-vos a cada cinco minutos acerca de: "então e filhos?" 

No passado Domingo, os meus tios e primos da parte do meu pai foram almoçar a casa dos meus pais e à tarde decidiram ligar-me via Skype para me dizerem olá, para saberem se me encontrava bem e para me mostrarem os novos membros da família: o segundo filho de uma das minhas primas e a namorada do meu primo. A minha prima só sabia fazer-me perguntas acerca de quando é que eu estava a pensar ter filhos, porque o melhor era tê-los agora porque quando os tens aos trinta e quatro, dizia-me ela, já não tens tanta paciência e que já era tempo de os meus pais terem netos. Juro que a cada trinta segundos vinha mais uma pergunta relacionada com este assunto. Até o meu primo que só aos trinta e dois anos encontrou a sua cara metade se achou no direito de me dizer que nos devíamos mudar para um T2 para termos um quarto para o bebé.  

Eu sei que a minha mãe também vai puxando o assunto, mas com ela tem piada porque não me diz aquilo como se fosse obrigatório já ter bebés. Agora para as restantes pessoas parece que viver a dois é algo que não faz sentido e que só passa a fazer sentido se lhe acrescentarmos um rebento. Para mim e para ele faz todo o sentido vivermos a dois, por enquanto e pelo tempo que acharmos necessário. Ainda quero fazer muita coisa sem ter a pressão de ter um filho para cuidar e para dar atenção. Ainda quero ter muitas saídas a dois sem ter a preocupação de onde e com quem deixar os nossos filhos. Acredito que há tempo para tudo e acredito que o tempo de sermos pais ainda está por chegar. Também acredito que é de muito mau tom perguntar-se quando é que o casal está a pensar ter bebés porque ninguém sabe se esse mesmo casal não estará efectivamente a tentar ter um bebé sem conseguir obter bons resultados; ninguém sabe se o casal não estará a lidar com tratamentos de fertilidade para conseguirem ter um bebé e ninguém sabe estas coisas porque muitas vezes o casal não quer que se saiba e é por isso que eu nunca por nunca faço estas questões. Primeiro porque se não gosto que me questionem acerca disso, também não vou questionar os outros, depois porque penso sempre na possibilidade de o casal querer muito um bebé e não estar a conseguir por algum motivo e por último existe sempre a possibilidade de o casal pura e simplesmente não querer ter filhos.

Já para não dizer que acho absolutamente ridícula toda esta pressão que a sociedade impõe como se o caminho para a felicidade passasse apenas por: arranjar namorado/a, casar ou juntarem-se e terem filhos.  

18.3.15

Olá, Mundo!


O meu carregador chegou hoje e já consigo escrever de forma decente! O problema do meu rico computador era mesmo o carregador, valha-nos isso que não me apetecia nada estar a gastar dinheiro num computador novo quando este apenas tem pouco mais do que um ano de vida. Agora tenho de comprar uma bateria nova porque pelos vistos esta também já deu o que tinha a dar.

15.3.15

Meramente Informativo

Caros leitores,

uma vez que me encontro incapacitada de vos escrever atraves do meu computador, visto que o carregador do mesmo decidiu falecer e que apenas tenho a minha disposicao um computador com teclado ingles recuso-me a escrever mais do que isto! Parto com a promessa de que voltarei o mais rapido possivel, ou seja, quando o meu carregador chegar a minha caixa de correio. Ate la portem-se bem, divirtam-se o mais que puderem e rezem juntamente comigo para que o problema seja mesmo do carregador e nao do computador.

Ate ja,
Raspberry.

13.3.15

Ora digam-me cá uma coisa...



Como é de conhecimento geral não me encontro a viver em Portugal, mas sim em Inglaterra e como notei que por vezes existe alguma curiosidade acerca de como é a vida em terras de Sua Majestade estava a pensar que se calhar até era giro fazer umas publicações relacionadas com a mudança. No entanto, acho que tudo isto seria um pouco mais interessante se vocês partilhassem comigo quais os temas que vos suscitam mais curiosidade e o que gostariam mesmo de saber ao em vez de me limitar a escrever sobre aquilo que eu poderei achar que vos interessa. Tive esta ideia não só por realmente me interessar em escrever sobre este assunto, mas também pelo facto de achar que no meio de tudo isto é possível que alguém que esteja a pensar mudar de país possa encontrar algo de útil.

O que acham da ideia? O que gostariam de encontrar nas publicações relacionadas com este tema?

12.3.15

Às vezes acho que a minha mãe gosta mais dele do que de mim

"Estás melhor?" - perguntou-me a minha mãe.
"Sim."
"Ainda bem, assim o rapaz já não precisa de cozinhar. Coitado dele, chegava cansado do trabalho e ainda tinha de cozinhar!"
"Sim, coitadinho dele! Ter de cozinhar para a namorada doente. Estou cheia de pena."  




11.3.15

Adoro chá, mas...


quando estou doente não há nada que me saiba pior do que beber chá. 

Quem disse que nos livros de literatura juvenil não se encontram grandes verdades?



"Have you any idea how much tyrants fear the people they oppress? All of them realise that, one day, amongst their many victims, there is sure to be one who rises against them and strikes back!"

J.K.Rowling, Harry Potter and the Half-Blood Prince

10.3.15

Saúde | Olhando pelo lado positivo: no meio de tudo isto se calhar ainda consigo emagrecer qualquer coisinha


Nos últimos dias tenho-me limitado a deambular pela casa. Umas vezes vou para a cama e adormeço outras começo sentada no sofá a ver televisão, mas depois acabo por me deitar e volto a adormecer. Não sei o que me deu, mas foi forte e ainda não passou totalmente. O meu estômago está todo sensível e não aguenta comer grande coisa, o corpo dói-me como se tivesse estado vinte e quatro horas do meu dia a fazer exercício sem parar... Só espero melhorar nos próximos dias porque estar em casa sem fazer algo de produtivo e ainda me sentir prestes a falecer (deixem-me ser exagerada que estou doente!) é das piores coisas que pode acontecer a qualquer um. 

8.3.15

Actualidade | Porque o Dia Internacional da Mulher é importante e merece NUNCA ser esquecido



Temo que com o passar dos anos a população em geral tenha vindo a esquecer o verdadeiro significado do Dia Internacional da Mulher. Receber o pequeno-almoço na cama preparado pelo nosso namorado ou marido é bom assim como também cai bem receber uma rosa ou outra flor enquanto passeamos na rua, mas este dia é muito, mas muito mais do que isso! Este é um dia que vale a pena ser lembrado e que nunca deve ser esquecido assim como acontece com outras datas históricas importantes. 

A oito de Março comemora-se o Dia Internacional da Mulher e neste dia comemora-se muito mais do que o simples facto de sermos mulheres. A sua origem deve-se às várias manifestações protagonizadas por mulheres em vários locais do mundo como Estados Unidos da América e Europa em busca de melhores condições no trabalho e pelo direito ao voto, por exemplo. A oito de Março comemora-se tudo aquilo pelo qual as mulheres têm vindo a lutar ao longo dos anos e tudo aquilo que conseguiram conquistar. 

Este é um dia para lembrar que apesar de haver muitos países onde as mulheres têm direitos que anteriormente só eram concedidos aos homens (direito ao voto, a estudar, a conduzir, melhores condições no trabalho, etc.) continuam a haver outros onde muitas mulheres ainda não sabem o que é ter voz. Continua a haver países onde continuam a existir mulheres onde lhes é vedado o poder ao voto, o poder a estudar, o poder a trabalhar, o poder a conduzir, o poder de andarem sozinhas na rua... Por todas essas mulheres, vale a pena continuar a lutar e vale a pena continuar a saber o verdadeiro significado deste dia ao em vez de ficarmos ofuscados pelas flores e por todos os outros mimos que as superfícies comerciais aproveitam para dar e vender como se neste dia apenas se comemorasse o facto de que se ser mulher é bom e que como mulheres que somos merecemos ser mimadas. Isso merecemos todos os dias, assim como os homens.  

Por tudo aquilo que conquistamos desejo-vos um Feliz Dia da Mulher!

7.3.15

Crónicas de uma vida a dois | Em busca do novo ninho do amor


Parte da manhã de hoje irá ser passada a visitar vários apartamentos que se encontram disponíveis para alugar este mês. A ver se algum deles poderá vir a ser o nosso novo ninho do amor... 

6.3.15

Pessoal | E lá foi mais um...

Há quem goste de cozinhar e de fazer doces como forma de relaxamento quando está preocupado ou chateado com alguém ou com qualquer outra coisa que esteja a acontecer na sua vida. Quando estou chateada ou preocupada não gosto de cozinhar nem de fazer bolos. Se tiver de cozinhar compro pizza e se me apetecer algum doce vou comprá-lo. 

O porquê de eu funcionar assim é simples: tudo o que faço tem de ser feito com doses consideráveis de amor se estiver chateada ou preocupada não vai haver o ingrediente principal e a verdade é que vai acabar por ficar aquém das expectativas mesmo que sejam só das minhas.

Sou apaixonada pela cozinha desde a preparação do prato mais simples até à confecção do bolo mais elaborado. Se cozinhar zangada é certo e sabido que a comida não vai estar tão boa. Se fizer um bolo estando eu de mau humor ou o bolo não vai cozer em condições ou vai-se desfazer todo na altura de o desenformar.  

Tudo aquilo que faço tem de ser feito com amor se assim não for então não valerá a pena fazer e isto é válido não só no que diz respeito ao acto de cozinhar, mas também para tudo aquilo que vou fazendo ao longo da minha vida. 

Há uns meses motivada pelas opiniões de vários amigos decidi começar a aceitar encomendas de bolos feitos por mim e hoje lá foi mais um bolo todo bonito e bem saboroso para casa de outra pessoa que espero que o aprecie tanto quanto eu apreciei fazê-lo.   


Foto da minha autoria: Bolo Floresta Negra (trata-se de um bolo de chocolate com recheio de frutos silvestres, com cobertura de chocolate e vários frutos espalhados um pouco ao calhas: framboesas, morangos, amoras e mirtilos) 

5.3.15

Actualidade | Serei eu a única pessoa a achar isto estranho?

Rosie Huntington-Whiteley pousou para a Vogue Japonesa como se de uma verdadeira Barbie se tratasse. Apesar de achar que conseguiram realmente fazer um excelente trabalho tendo em conta que o objectivo era torná-la o mais parecida possível com a boneca que toda a gente conhece não consigo deixar de me sentir incomodada e de achar tudo isto um bocado estranho.  

Foto retirada do Instagram Anna Dello Russo

Foto retirada do Instagram Anna Dello Russo
[Para verem as restantes fotos e a noticia em si podem ir aqui]

4.3.15

Olá, Mundo!


O meu computador está tolinho e desliga-se sem mais nem menos o que faz com que eu passe ainda mais tempo a ler. 

Ele anda cheio de trabalho e a trabalhar mais de doze horas por dia. 

Eu ando com as hormonas todas avariadas e se de repente tenho muita vontade de chorar passados uns minutos só me apetece correr tudo e todos à bofetada. Resumindo: estou naquela altura do mês e já estou fartinha disto.  

2.3.15

Até agora...


Harry Potter and the Half-Blood Prince está a ser o meu livro preferido de toda a saga do Harry Potter. 

1.3.15

Vocês perguntaram e agora eu respondo - Parte II



Chegou a altura de responder às restantes perguntas que me foram colocadas. Espero que gostem e que as respostas sejam suficientemente esclarecedoras. 

Se tivesses oportunidade de mudar algo no teu passado, o que mudavas? E caso não mudasses nada, qual era o motivo?, perguntou-me a Eva.

Se soubesse o que sei hoje talvez mudasse algumas coisas, mas foi o facto de a minha vida ter tomado o rumo que tomou que me fez crescer e tornar-me na pessoa que sou hoje. Se pudesse voltar atrás no tempo e modificar algum acontecimento seria altamente provável que continuasse a haver alguma coisa por fazer ou que gostasse de modificar. É próprio do ser humano nunca estar totalmente satisfeito com o que fez, com o que faz e com tudo o que o rodeia. Poderia ter começado mais cedo a fazer algum tipo de formação em cake design que é algo que eu adoro e que sempre quis aprender, por exemplo. No entanto, se tivesse substituído o cake design pelo curso e mestrado que tirei sentir-me-ia igualmente insatisfeita já que sou imensamente apaixonada pela área que estudei durante cinco anos da minha vida. 

Qual consideras ser a tua maior qualidade e o teu maior defeito?, perguntou-me a Inês Direito

O medo de falhar não é só um dos meus maiores medos como também considero ser o meu maior defeito. Tenho muito medo de falhar e por isso não arrisco tanto quanto deveria ou quanto penso que deveria arriscar. Por vezes esse medo paralisa-me e perco muito tempo a ganhar coragem para fazer algo e quanto mais importante esse algo for mais medo eu tenho. No entanto, nada me sabe melhor do que enfrentar os meus próprios medos de frente e por isso quando quero muito uma coisa por mais que me custe, por mais medo que eu tenha de falhar eu continuo a tentar e a dar tudo de mim e o que era defeito transforma-se repentinamente em qualidade. Por esse motivo considero o acto de enfrentar os meus próprios medos a minha maior qualidade.

Como estou no teu blog pela primeira vez vou fazer perguntas básicas... Que idade tens? Estás a estudar, se sim o quê? Tens namorado? Maior sonho?, perguntou-me a Caty

Tenho vinte e cinco anos e neste momento já não me encontro a estudar. Tenho namorado e o meu maior sonho é um dia abrir o meu próprio negócio.

Sigo o teu blog a pouquinho tempo, nem sei como cheguei a ele, mas gostei e agora venho cá cuscar todos os dias. O que te fez criar um blog anónimo? Quantas vezes fazes exercício, por semana e quantas horas?
Sou emigrante, como tu, gostava de saber: há quanto tempo estás fora de Portugal; o que te fez ir para UK; pensas em voltar, um dia, para Portugal?, perguntou-me a Larissa

Criei um blogue anónimo tal como poderia ter criado um blogue onde usasse o meu nome próprio. Não escrevo nada que me envergonhe ou que possa fazer com que me sinta constrangida se alguém da minha vida pessoal alguma vez o descobrir. No entanto, sempre gostei do anonimato nos blogues. Traz mistério e eu gosto de mistério. 
Não tenho uma regra absoluta para a quantidade de vezes que faço exercício por semana. Normalmente não faço menos do que quatro vezes e não faço mais do que seis e a duração também varia entre os quarenta e os sessenta minutos.
Mudei-me para o Reino Unido há um ano e cinco meses. Quanto ao que me fez deixar Portugal e vir viver para Inglaterra já respondi aqui e sim, um dia gostaria muito de voltar a Portugal, principalmente quando chegar a altura de ser mãe (no fundo, não acredito que isso aconteça tão rápido, mas gostava que assim fosse).

Actualidade | Faltam precisamente dezanove dias para o inicio da Primavera


Março chegou e veio acompanhado por algo que já não se via há alguns dias: um céu azul sem nuvens e com muito sol!