28.2.15

Planos para esta noite


Locais | Lojas giras que me enchem o coração



Pormenores da Urban Outfitters de Nottingham

Abriu há quase um ano, mas só há pouco tempo é que decidi matar a curiosidade e visitar de uma vez por todas a Urban Outfitters, Sou sincera, as roupas passaram-me ao lado e fiquei presa ao espaço em si. Adoro o facto de terem mantido a estrutura original do edifício ao mesmo tempo que lhe conseguiram acrescentar pormenores interessantes e que acabaram por dar mais vida ao espaço. Tenho pena de não ter tirado mais fotos porque tinha um recanto absolutamente amoroso com um sofá amarelo onde nos podíamos sentar a folhear os livros que estavam à venda pousados numa mesa à frente desse mesmo sofá. Numa próxima vez talvez preste atenção às roupas em si e aos restantes artigos de decoração que podemos encontrar na loja, mas desta vez o que me deixou completa e irremediavelmente maravilhada foi mesmo o espaço, os discos de vinil e os livros. 

Bom Dia, Mundo!


A cada dia que passa amanhece cada vez mais cedo. Eram seis quando acordei para beber água e já não senti necessidade de acender a luz porque a casa já estava a ser iluminada pelas primeiras luzes da manhã. 

Ele foi tratar das suas células que são umas dependentes do caraças e eu fiquei em casa. Ainda não sei bem quais serão os planos para hoje, mas já tenho uma máquina cheia de roupa a lavar e sei que assim que terminar de escrever esta publicação vou ler mais um capitulo ou dois do livro que ando a ler (Harry Potter and the Half-Blood Prince) para depois pôr este corpo a mexer com mais um treino intenso na companhia da Cassey

27.2.15

Actualidade | Acerca do assunto do momento


Se me casasse hoje ou nos próximos tempos...


iria assim ou com um vestido semelhante. Adoro a simplicidade e a leveza do vestido além de que não se trata daquele típico vestido de noiva que todos estamos fartos de ver (pelo menos eu estou). Trocava apenas os sapatos. 

Vocês perguntaram e agora eu respondo - Parte I


Visto que ando aqui em pulgas para começar a responder às vossas questões desde o momento em que elas começaram a surgir decidi começar já hoje a responder-vos. Espero que as respostas sejam esclarecedoras. 

"O que te fez mudar para o UK? Que idade tens?", perguntou-me a P'

Tenho vinte e cinco anos e decidi mudar-me para o Reino Unido aos vinte e quatro depois de ter concluído o meu mestrado e de o meu namorado ter recebido a notícia de que tinha sido aceite num programa doutoral em Inglaterra. Decidi vir com ele porque não tinha nada que me prendesse em Portugal a não ser a minha família e amigos. Além disso o meu contracto como explicadora no centro de explicações tinha chegado ao fim e não via um futuro deslumbrante a nível profissional em Portugal. Por outro lado eu e o meu namorado já tínhamos vivido temporariamente uma relação à distância devido às oportunidades que foram surgindo na vida profissional dele e agora que a duração do doutoramento seria no mínimo de quatro anos pareceu-nos que estava na hora de juntarmos os trapinhos e iniciarmos a nossa vida a dois. Não me arrependo da decisão que tomei porque apesar de ainda não ter encontrado nada que me faça sentir realizada profissionalmente tenho a estabilidade emocional que preciso e que não teria se tivesse permanecido em Portugal. 

Como te chamas e onde trabalhas?, perguntou-me o Riddle

Aqui chamo-me Raspberry e trabalho no Reino Unido!

Qual é o teu maior sonho?, perguntou-me a Sofia 

Tenho vários sonhos, mas neste momento o meu maior sonho é abrir o meu próprio negócio onde posso fazer o que realmente me faz sentir realizada e me proporciona elevados níveis de felicidade.

Como gostavas de estar daqui a 10 anos?, perguntou-me a Duquesa

Daqui a dez anos gostaria de me sentir realizada tanto a nível profissional como pessoal. Espero já ter criado o meu próprio negócio ou pelo menos estar a em vias de. Espero já ter visitado muitos países e cidades onde ainda não tive a oportunidade de ir assim como também espero já ser casada e ter sido mãe.

Qual é a tua cidade de sonho, onde gostarias de visitar ou morar?, perguntou-me a rita

Gostaria de voltar a viver onde sempre vivi quando vivia em Portugal. Se tal não for possível nos próximos anos gostava de voltar à Suécia e viver em Estocolmo - a cidade pela qual me apaixonei e que de uma certa forma se transformou na minha cidade de sonho. 

26.2.15

Pessoal | Um ano depois



O pior de se estar a viver noutro País que não o nosso surge quando algo de realmente mau acontece e nós não estamos imediatamente lá, em Portugal, para consolar e limpar as lágrimas de quem amamos. Faz hoje um ano que recebi a chamada da minha mãe a dizer-me que a minha avó tinha morrido. Estava sentada neste mesmo sofá branco onde hoje me encontro quando as primeiras lágrimas surgiram. 

Até então nunca me tinha sentido tão sozinha, tão desamparada, tão órfã de sentido existencial... Naquele dia também eu tive vontade de morrer. Lembro-me como se fosse hoje. O sofá branco, eu sentada nele a ouvir a minha mãe dizer-me "a avó morreu", o choro, o desligar da chamada, o sentar-me no chão com os joelhos dobrados e abraçada a eles a chorar, o levantar, o dia passado a limpar a casa como manobra falhada de distracção, a marcação do voo, o organizar automático da mala de viagem, a partida, o querer ir e ao mesmo tempo não querer porque não queria ver o corpo da minha avó que já não parecia ser a minha avó dentro de um caixão de madeira. 

Na altura não percebi, mas para além da tristeza que sentia encontrava-me zangada com a vida, com o meu Deus que vive independentemente de uma religião, mas mais do que isso encontrava-me zangada não só por ela me ter abandonado e me ter deixado órfã de avó sem que eu tivesse uma nova oportunidade de a ver com vida como também me encontrava extremamente zangada comigo por diversos motivos. Por nunca lhe ter dito que perdoava todas as coisas que ela tinha feito e por não me ter despedido dela na madrugada de três de Janeiro de dois mil e catorze. Sei que ela sabe que tudo ficou desculpado assim como também sei que ela deverá saber que apenas não me despedi porque tinha visto que devido à sua demência ela não iria saber que eu tinha partido uma vez mais e que a despedida em si faria com que ela ficasse extremamente abalada. No entanto, mesmo sabendo tudo isto demorou muito tempo até que eu conseguisse perdoar-me. 

Não sei se já consegui ultrapassar a perda por completo nem sei se consegui perdoar-me totalmente, mas desde que dois mil e quinze começou e que eu voltei a escrever que a minha percepção sobre o mundo mudou. Já não estou zangada e já não me sinto sozinha nem aquele vazio que me fazia ficar apática perante a vida. Sinto-me bem, feliz, com as energias renovadas e acima de tudo sinto-me abençoada não só por tudo aquilo que tenho, mas também por tudo aquilo que tive.

25.2.15

Exercício Físico | No excuses


Está na hora do treino e a vontade é tão pouca, mas comi duas barras de Kitkat, por isso... No excuses

*

[Não se esqueçam que podem continuar a fazer as vossas perguntas, até à próxima sexta-feira, nesta publicação.]

Sociedade | "Estavas mesmo a pedi-las"

Mais do que me irritar incomoda-me ouvir alguém a comentar uma notícia de uma mulher que foi vitima de violação dizendo que ela estava mesmo a pedi-las. Incomoda-me porque não consigo compreender como é que essa pessoa consegue imaginar um possível cenário onde a mulher pede para que as suas roupas sejam rasgadas, para que as suas pernas sejam abertas e que seja violentamente violada por um (des)conhecido que se achou no direito de usar, maltratar e violar o corpo de outra pessoa. Irrita-me porque dizer que uma vítima de violação estava mesmo a pedi-las é colocar a culpa na vítima e justificar aquilo que é injustificável. Ninguém tem o direito de se aproveitar do corpo de outrem; ninguém tem o direito de violar o corpo e a alma de outra pessoa; ninguém tem o direito de fazer o que bem lhe apetecer com o corpo de outrem sem o devido consentimento e não, o modo como a vítima estava vestida ou o modo como a vítima se veste diariamente nunca por nunca pode servir de justificação para tal acto! 

Dizer que a vítima de abuso sexual estava a pedi-las é maltrata-la ainda mais do que aquilo que ela já foi. Dizer que a vítima estava a pedi-las é tirar-lhe a voz ou nunca pensaram no número de casos que deve existir por este mundo que nunca foram denunciados não só por medo do abusador, não só por vergonha, mas também por saberem que existe a possibilidade de ouvirem da boca de quem deveria ajuda-las um "estavas a pedi-las"?

Dizer à vitima de abuso sexual que estava mesmo a pedi-las não só é estúpido como também é desumano e prova de que quem o diz mais não é do que uma pessoa ignorante e pobre de espírito. 


[Não se esqueçam que podem continuar a fazer as vossas perguntas, até à próxima sexta-feira, nesta publicação.]

24.2.15

Aproximem-se, pensem e perguntem (quase) tudo o que quiserem



Um mês e quase uma semana depois da primeira publicação e depois de ter visto isto um pouco por todos os blogues que vou lendo achei que seria interessante que vocês tivessem a oportunidade de me fazerem algumas questões de forma a satisfazerem algum tipo de curiosidade que tenham acerca desta que vos escreve. Podem fazer as vossas questões até à próxima sexta-feira. (Tenham em atenção que não responderei a perguntas acerca de qual é o meu nome verdadeiro e em que trabalho. A primeira por motivos óbvios e a segunda porque por enquanto não quero falar sobre isso e não vale perguntar porquê!). 

Cinema | Milk (2008)

Muitas vezes permanecemos calmos e serenos como se fossemos meros espectadores não só da nossa vida, mas também do que à nossa volta se passa como se tudo isso estivesse a ser projectado numa qualquer tela de cinema. Porém, às vezes é preciso ousar. Arregaçar as mangas e ir à luta. Lutar. Quer seja pelos nossos sonhos, quer seja pelos nossos ideais e direitos e acima de tudo é preciso acreditar e ter esperança que conseguiremos levar a nossa luta a bom porto. Uma vida sem acreditar que somos capazes de e sem ter qualquer tipo de esperança em não me parece ser uma vida que valha a pena ser vivida.


É precisamente disto que Milk fala: de uma luta pela igualdade de direitos. Trata-se de um filme biográfico que relata a história de Harvey Milk que decide largar o seu emprego em Nova York e mudar-se juntamente com o seu companheiro para São Francisco onde abre uma loja de fotografia. Sob um clima hostil onde a homossexualidade ainda era vista não só como uma doença, mas também como sendo uma afronta a Deus Harvey (Sean Penn) vai falando para uma maioria silenciosa incentivando-os a "sair do armário". 
Após várias tentativas falhadas de conseguir um cargo na politica e de várias participações em paradas gay em defesa da igualdade de direitos dos homossexuais torna-se, por fim, no primeiro politico assumidamente homossexual a ganhar as eleições acabando por ser assassinado em mil novecentos e setenta e oito.


É impressionante como tudo isto se deu nos anos setenta e ainda hoje existe um elevado número de pessoas no mundo a olhar de lado para os homossexuais como se estes fossem possuidores de uma anormalidade qualquer. Estamos em dois mil e quinze e só há cinco anos é que passou a ser possível, em Portugal, casais do mesmo sexo casarem-se. Estamos em dois mil e quinze e ainda há uma quantidade absurda de gente a negar o direito de casais homossexuais poderem adoptar crianças como se a homossexualidade fosse contagiosa. Estamos em dois mil e quinze e ainda há quem ache que os homossexuais são uma afronta a Deus, uma vez que não podem procriar, mesmo que já exista população a mais no mundo para os recursos existentes. Estamos em dois mil e quinze e continuamos a precisar de pessoas como Harvey Milk. 

"The only thing they have to look forward to is hope. And you have to give them hope. Hope for a better world, hope for a better tomorrow... Hope that all will be all right.", Harvey Milk.

Bom Dia, Mundo!


23.2.15

Do dia de hoje



Em terras de Sua Majestade já choveu, já nevou e agora está sol, mas continua a estar aquele frio de quem abriu o congelador e esqueceu-se de fecha-lo!

Exercício Físico | Treinar em casa



Gosto de fazer exercício, mas sou daquelas pessoas que detesta ir ao ginásio e que acaba por inventar mil e uma desculpas para não ir. Desde o "hoje não porque está frio" passando pelo "acabei de chegar a casa, não me apetece nada ter de voltar a sair" e acabando no "já é tarde, vou amanhã". Na verdade acaba tudo por servir como desculpa para não ir ao ginásio. Por esse motivo deixei de me inscrever e passei a fazer exercício em casa e a verdade é que passei a fazê-lo com maior regularidade do que quando estava inscrita no ginásio. Fazendo exercício em casa acaba por não haver, na minha opinião, grande margem para desculpas a não ser naqueles dias em que não apetece mesmo e aí não se faz nada para além de se ficar na preguiça.

Quando tomei a decisão de passar a fazer exercício em casa sabia que teria de ter em conta alguns factores: 1) não podia ser um exercício repetitivo como correr diariamente porque acabaria por me fartar rapidamente, por isso 2) deveria adoptar um plano de exercício diversificado e que se focasse em todas as zonas do corpo, mas 3) teria de ser algo divertido e que me desse algum gozo em fazer porque se fosse algo como Insanity acabaria por criar um ódio qualquer ao exercício físico. 

Actualmente existem vários planos de treino grátis e feitos por profissionais que podem ser facilmente encontrados no youtube. O problema que eu encontrei é que uma grande parte desses vídeos são chatos porque ou são feitos só com a pessoa a falar e sem música de fundo ou porque são daqueles vídeos de duração de dois minutos ou três em que nos são mostrados os exercícios de forma rápida e que não são feitos de forma a que nós sejamos capazes de os acompanhar. O primeiro canal que descobri e que captou o meu interesse foi o da Tiffany Rothe onde encontrei exercícios que para além de divertidos faziam-me sentir extremamente sexy enquanto os fazia. Contudo, ao fim de algum tempo acabei por me fartar e parti em busca de algo novo. Foi aí que encontrei o canal que veria a seguir religiosamente: o Blogilates

Sigo a Cassey Ho - a criadora do Blogilates - há mais de um ano e ainda não me cansei. O motivo é simples: a Cassey é super divertida e os exercícios dela são diversificados, eficazes, divertidos e são daquele tipo de exercício que na primeira vez que os fazes és capaz de não conseguir, mas haverá um dia em que os farás do inicio ao fim e nesse dia irás ficar tão feliz que até irá parecer que acabaste de ganhar algum prémio. O exercícios dela misturam duas das coisas que eu mais gosto de fazer: pilates e cardio (e para além disso tem vídeos excelentes para quem quiser treinar a sua flexibilidade). Os vídeos dos exercícios dela têm sempre música de fundo e o facto de ela ir falando de várias coisas desde os seus discursos de motivação até à cor das suas unhas faz com que o tempo pareça passar muito mais rápido. 

O melhor de tudo? É o facto de ela também ter um site que funciona um pouco como um blogue visto que ela vai escrevendo acerca da sua vida e também é um local onde podemos encontrar receitas saudáveis e dois tipos de calendário com os vários exercícios para cada dia do mês. Um dos calendários é focado para aqueles que estão a começar a fazer exercício físico de forma regular pela primeira vez (e encontra-se no site a tempo inteiro) e depois existe outro calendário que muda TODOS os meses e em cada dia o treino é focado numa determinada zona do corpo (para este é preciso subscrever a newsletter que é grátis e onde basta pôr o email). Basicamente a Cassey é a minha personal trainer sem que eu tenha de gastar um tostão e eu adoro-a mesmo quando ela me faz sofrer. 

*

Como não há nada melhor do que partilhar informação que pode ser útil para outras pessoas, vocês que fazem os vossos treinos em casa que tipo de exercício fazem? Seguem algum canal religiosamente ou nem por isso? 


22.2.15

Enquanto falava com a minha mãe



"A nossa agência de arrendamento falou-nos de um apartamento que vai ficar disponível em Março. Fica no mesmo prédio onde vivemos e tem dois quartos. Estamos à espera de saber qual o preço que o senhorio pede.", digo-lhe eu.
"Dois quartos era bom para quando alguém nos viesse visitar, não acha?", acrescenta o meu namorado.
"Ou para fazerem o quarto do meu netinho...". diz ela a sorrir.

Exercício Físico | Digam-me uma coisa...


São daquelas pessoas que vão religiosamente ao ginásio ou são das que preferem fazer o vosso treino em casa?

20.2.15

Pessoal | Do acto de escrever

Quem me conhece sabe que se há coisa que eu adoro são cadernos giros, de capa dura e cheios de cor. No ano passado pela altura do meu aniversário o meu namorado ofereceu-me o caderno que podem ver na imagem mais abaixo. Hoje, passados sensivelmente seis meses, vou escrever nele pela primeira vez e por mais idiota que isto possa parecer estou há horas a adiar esse momento porque é um caderno tão bonito e perfeito no seu estado virgem que o facto de escrever nele parece-me um acto criminoso. Serei a única pessoa a ter estes pensamentos antes de escrever pela primeira vez num novo diário? 



Crónicas de uma vida a dois




Ele: "Encheste esta mala só com livros?"
Eu: "Sim, só tem livros e receitas!"
Ele: "Mas... também puseste os livros que já lemos?"
Eu: "Claro!"
Ele: "Mas era só para pôr coisas importantes!"
Eu: "Os livros são importantes!"
Ele: "E as revistas do Tesco* também são?"
Eu: "Então... têm receitas."

*as revistas do Tesco são semelhantes às revistas do Continente Magazine, mas com receitas menos atractivas.  

19.2.15

Pessoal | Desde aquele fatídico dia até hoje



Soube que tinha de usar óculos assim que decidi tirar a carta de condução. Nesse dia saí do oftalmologista a chorar como se de algo de vida ou de morte se tratasse. O meu pai, assim que me viu a sair do consultório naquele estado lastimável, perguntou-me num tom preocupadíssimo o que se tinha passado. Quando lhe respondi que tinha de usar óculos acalmou-se, começou a rir-se e no fim perguntou-me "só isso?" como se não fosse nada demais. Para mim revelou-se uma autêntica tragédia grega! Tinha começado a namorar há alguns meses, tinha dezoito anos e estava prestes a entrar na universidade. Para ser sincera nem sei o que foi pior se a notícia em si ou se o facto de ninguém perceber o meu drama. 

Até então nunca tinha tido o fascínio de usar óculos como algumas das minhas amigas tinham e achava que iria ficar horrível. Na altura já não me achava uma Deusa e com óculos muito menos. Escolher a armação foi outro drama. Não gostava de nenhuma e nem o meu pai nem o senhor da óptica revelaram-se uma boa ajuda. Lembro-me que acabei por escolher a armação que achei menos feia (não porque gostasse dela, mas antes porque entre todas aquela era a que me ficava melhor, apesar de eu achar que ficava muito menos bonita com aquela coisa na cara). 

Os anos foram passando e usar óculos deixou de ser um drama. No inicio é o horror, mas depois uma pessoa acaba por se habituar. O pior mesmo é ter de levar com a opinião das outras pessoas porque sabe-se lá porquê toda a gente acha que tem o direito de opinar. A dada altura farta de ouvir uma multidão (o meu namorado incluído) que devia experimentar lentes de contacto porque era uma pena uma menina tão bonita e com uns olhos tão bonitos andar com os óculos a tapar-lhe parte da beleza que acabei por experimentar usar lentes de contacto. 

Experimentei e com elas tive direito ao momento mais dramático da minha vida em que me vi a chorar de desespero na casa-de-banho da faculdade enquanto as outras raparigas que não me conheciam olhavam-me com ar de "esta gaja está maluca! Vou por-me a andar antes que ela me diga alguma coisa!". O que aconteceu? - querem vocês saber, certo? O que aconteceu é que uma das lentes subiu tanto que eu inexperiente como era naquelas andanças fui incapaz de a tirar e tive de ir a uma óptica pedir para que me tirassem a lente. Foi uma aventura e perdi parte de uma aula de lógica (desta última parte não tenho pena nenhuma). Escusado será dizer que nunca mais na minha vida irei experimentar usar lentes de contacto ainda para mais agora que encontrei Os óculos perfeitos para mim. 

São estes. Tão lindos.

Passados tantos anos a usar óculos finalmente sinto-me na versão mais bonita e sexy de mim mesma. Estes óculos são Os meus óculos e que se lixem aqueles que acham que devia usar lentes por causa disto e daquilo. Fuck them!

18.2.15

Ao décimo oitavo dia de cada mês somamos mais um mês


Actualidade | Dizem que ontem para além de ter sido Carnaval também se comemorou o Dia Mundial do Gato


E eu só soube hoje! 

Alimentação | O chá e os Ingleses


Em terras de Sua Majestade bebe-se chá com um bocadinho de leite. Eu continuo a beber chá como sempre bebi: só chá e sem leite. O meu namorado rendeu-se ao chá com leite bem antes de nos mudarmos para Inglaterra, já eu continuo a achar a conjugação das duas coisas bastante estranha. Para mim é estragar duas coisas: o chá e o leite. 

Das coisas que dão sempre jeito


Para aqueles que como eu têm de pensar duas vezes na hora de converterem alguns ingredientes esta imagem revela-se uma autêntica preciosidade.

17.2.15

Olá, Mundo!


Como está a correr o vosso Carnaval? 

Compras | Às vezes o barato sai caro



Sempre gostei dos produtos da Garnier principalmente por três motivos: sempre achei que hidratavam bem a minha pele sem que esta fica-se super gordurosa e porque têm uma longa durabilidade. No entanto, em Dezembro precisei de comprar um novo creme de rosto e sendo eu daquele tipo de pessoa que não resiste a uma boa promoção ao em vez de comprar o creme de sempre comprei o creme da imagem. 

Um mês e algumas semanas passaram desde esse dia e posso dizer-vos que a minha mais recente aquisição foi uma desilusão. Apesar de ter um cheiro agradável e de não me deixar a pele gordurosa não sinto que hidrate tão bem como o creme que eu usava anteriormente, também ele da Garnier. Na verdade, não me lembro de alguma vez sentir as minhas maçãs do rosto tão secas como tenho sentido nas últimas semanas o que me obriga a pôr creme entre duas a três vezes por dia! 

16.2.15

Pessoal | Por enquanto, não me apetece


A última vez que estive em Portugal foi em Agosto e estive lá durante um mês. Passei o Natal e a Passagem de Ano aqui com ele e com os seus pais que nos vieram visitar. Não sei quando voltarei a Portugal, mas a verdade é que, por enquanto, não me apetece.

15.2.15

Crónicas de uma vida a dois


Passados tantos anos ao lado dele ainda existem dias em que fico perdida e irremediavelmente apaixonada por ele. Nos outros dias amo-o com a serenidade que só o amor é capaz de nos dar, mas hoje sinto-me ardentemente apaixonada como nos primeiros tempos de namoro. 

14.2.15

Crónicas de uma vida a dois



Durante a nossa busca por uma nova casa deparei-me com a casa dos meus sonhos. Fiquei irremediavelmente apaixonada. Como poderia não ficar se ela tem tudo o que eu sempre quis? Está completamente mobilada e com móveis bem giros (!), trata-se de uma casa ampla, com muita luz devido às suas janelas gigantes (adoro janelas gigantes), tem um mini jardim com uma mesinha para se fazerem refeições durante os meses mais quentes, mas tem um problema. Está disponível a partir da próxima segunda-feira e nós só precisamos de uma nova casa em finais de Março e sinceramente não estou a ver a agência de arrendamento a guardar a casa para nós quando pode facilmente alugá-la antes. Temo um desgosto amoroso muito grande...

Feliz Dia dos Namorados!

Imagem retirada daqui

Eis que o dia mais romântico do ano chegou e só eu sei como vibro com estas coisas. Não sou daquelas pessoas que aproveita este dia para dar prendas a sério e com isto quero dizer que neste dia só dou prendas simbólicas, fofas e pirosas. Se há dia para se ser piroso este é o dia. Se há dia para se dar prendas cheias de corações e coisas assim este é o dia e eu gosto muito de coisas pirosas e cheias de corações desde que sejam fofinhas e que não sejam ursos gigantes.

13.2.15

Digam-me uma coisa...


... ainda há quem pense que quando nos cruzamos com um gato preto é sinal de mau agouro? Eu acho-os adoráveis (eu acho todos os gatos absolutamente adoráveis mesmo aqueles que não têm pêlo) e, para mim, essa ideia não tem cabimento algum principalmente quando vivi durante anos com um gato totalmente preto e não foi por isso que tive mais ou menos azar na vida. 

Pessoal | Nem tudo são rosas

Quando mudas de casa e acontece inesperadamente alguma coisa podes sempre contar com a ajuda e aconselhamento dos teus pais, mas quando vives noutro país e apesar de poderes continuar a contar com o aconselhamento tanto dos teus pais como de outros familiares, na hora da verdade tens de te desenrascar sozinho porque ninguém está cá para te salvar. 

Durante esta semana aprendi, uma vez mais, que por mais independentes que sejamos em algum momento da nossa vida iremos sempre precisar da ajuda do outro. É inevitável. Haverá sempre um momento em que precisarás que alguém te dê a mão e quando estás a viver num país que não o teu, por vezes tens mesmo de aprender a confiar em quem te oferece ajuda mesmo que não conheças essa pessoa há anos ou que não tenhas a máxima confiança nela.



Desde o final de Janeiro que temos andado em constante stress. Primeiro recebemos uma carta a dizer que o nossa casa já não se encontrava na posse do nosso senhorio e que por isso teríamos de mudar de casa no prazo de quinze dias ou então pedir um adiamento de dois meses. Telefonamos à agência de arrendamento a perguntar o que se andava a passar, a agência disse que estava tudo bem e que iria falar com o senhorio. O senhorio disse que tinha sido um engano. Mais tarde a agência liga a dizer que afinal não foi um engano. Como arranjar casa num prazo de quinze dias é praticamente impossível pedimos o adiamento de dois meses. Foi aceite. Descansamos. Passados alguns dias recebemos uma carta do tribunal a dizer que vinham retirar a casa dia doze de Fevereiro (ontem). Já em stress total, ligamos para os advogados que garantiram que não tínhamos nada a recear porque o adiamento de dois meses tinha sido aceite. Ligamos para o tribunal a perguntar se receberam essa informação, disseram que não e garantiram que estava tudo pronto para que a casa fosse retirada no dia em que disseram. Entramos novamente em contacto com os advogados que disseram por palavras muito simpáticas para que parássemos de chateá-los porque não havia nada a recear. Contudo, como sempre ouvimos dizer que "pimenta no cu dos outros é refresco" decidimos prevenir e empacotar tudo o que era importante em malas e caixas e pedir para que a nossa vizinha as guardasse durante o dia de ontem caso o tribunal viesse mesmo retirar a casa. Falamos também com outros amigos que tal como nós também são Portugueses e perguntamos se seria possível ficarmos lá durante uns dias até que conseguíssemos encontrar uma nova casa. 

No final, tal como os advogados tinham garantido, ninguém do tribunal apareceu e no final do dia fomos buscar as nossas coisas a casa da vizinha para arrumarmos novamente tudo nos devidos lugares. 

Cresci a ouvir dizer que Portugal é um problema no que toca a assuntos burocráticos, mas pelos vistos aqui também não é muito diferente. 

Bom Dia, Mundo!


Existem hábitos difíceis de esquecer. Durante anos dormi acompanhada pelas minhas gatas e depressa me habituei a esticar um dos pés assim que acordo de forma a dar-lhes um primeiro mimo. Um ano e alguns meses depois de me ter mudado para o Reino Unido, às vezes, ainda acordo a esticar um dos pés como se estivesse à espera de encontrar algo mais do que um segundo par de pés (os dele). Hoje acordei assim: com o coração pequenino e cheia de saudades delas.  

12.2.15

Pessoal | Há dias assim


O dia de hoje começou tão cedo, foi tão stressante e cansativo que agora só me apetece mesmo relaxar e ler as aventuras do Harry Potter que acabou de receber um beijinho da Cho. 

11.2.15

Alimentação | Made with love

Durante os meses mais frios do ano as sopas quentes e acabadas de fazer são sempre uma boa opção e uma alegria para as nossas papilas gustativas. Contudo, há vezes em que não apetece fazer porque é uma trabalheira ter de preparar todos os legumes para depois ter de passar a sopa sem deixar nenhum pedaço de legume abandonado e esquecido no meio do creme e, por fim, finalizar com mais legumes (couve, feijão verde, o que quer que seja) e deixar novamente cozer tudo muito bem cozido. Já ficaram cansados só de ler todo o processo, pois já? Pois bem. não desesperem que eu encontrei a solução para esses dias. 

Quando a sopa acaba e eu tenho mesmo de fazer uma nova panela de sopa (não vá o namorado morrer desconsolado) a melhor forma de vencer a preguiça é fazer uma sopa que aprendi com a minha sogra. É uma sopa de lentilhas e a boa noticia é que não precisam de passa-la!  



Para a fazerem vão precisar das seguintes coisas:

Lentilhas (eu compro em lata e em Portugal também devem conseguir encontra-las em lata);
2 cenouras grandes;
1 alho francês;
Metade de uma cebola;
Feijão vermelho;
Couve;

Preparação:

Colocar todos os legumes na panela que pretendem utilizar e cobrir os legumes com água. Depois é só deixar cozer. Quando a cenoura estiver completamente cozida podem retirar a panela do lume e já está: uma sopa quentinha e pronta a comer. Para quem, como eu, utiliza a panela de pressão é só deixar cozer tudo durante dez minutos a partir do momento em que a panela começa a apitar.   

10.2.15

Enquanto falava com a minha mãe



"Sou uma mulher feliz, só me falta uma coisa", disse ela.
"O quê?", pergunta-lhe o meu namorado.
"Ter um netinho ou mais!", disse ela a sorrir ao mesmo tempo que elaborava uma longa discrição das actividades que iriam fazer juntos.

Pessoal | Acerca das coisas que eu gosto



Se há coisa que eu adoro é encontrar coisas que me fazem sorrir e que nem fazia ideia que se encontravam comigo. Hoje, no dia em que a minha avó faria anos, encontrei não uma, mas duas o que por si só alegrou bastante este meu dia que se avizinhava cinzento como o tempo! 

9.2.15

Crónicas de uma vida a dois

Adoro Bruno Mars. Para além de achar que muitas das suas músicas têm letras absolutamente perfeitas também tem outras tantas em que é praticamente impossível não começar a dançar e a cantarolar a música quando esta começa a tocar, exemplo disso é a Treasure. Sempre que pomos essa música a tocar é impossível não começarmos a dançar e a rirmo-nos das nossas figuras. 

Bruno Mars, Treasure


8.2.15

Quem não gostaria?

Cinema | Le fabuleux destin d'Amélie Poulain (2001)

Le fabuleux destin d'Amélie Poulain (2001) não é um filme propriamente recente e mais de metade do Mundo já o deve ter visto, contudo eu e o meu namorado só passamos a fazer parte desse grupo de pessoas ontem à noite. Foi com muita curiosidade (devido ao facto de já ter ouvido falar muito bem deste filme) e com algum receio (visto que este é o filme preferido de uma pessoa conhecida que só gosta de filmes onde a aleatoriedade é rainha e a lógica tirou férias) que decidimos vê-lo.


Amélie Poulan é uma jovem tímida que não sabe muito bem como interagir com as outras pessoas. Tal deve-se aos vários acontecimentos que ocorreram durante a sua infância. Os seus pais pensando que ela tinha uma anomalia no coração impediram-na de frequentar a escola dita normal e privaram-na de manter contacto com as outras crianças. Amélie passou, então a ter aulas com a sua mãe que era professora até esta falecer.

Anos mais tarde, quando Amélie já é adulta decide mudar-se para um bairro de Paris onde começa a trabalhar num café. Na sua nova casa encontra uma caixinha de brinquedos e é nesse preciso momento que a sua vida acaba por mudar. Amélie propõem-se a encontrar a pessoa que viveu na sua casa para lhe devolver a caixinha que tantas recordações deve guardar. Acaba por encontrar o dono da caixa, mas devido à sua timidez entrega-a de forma anónima. Ao ver a alegria estampada no rosto do homem que reencontrou a caixa que julgava perdida, Amélie começa a fazer pequenos gestos de forma a tornar a vida das pessoas que vai conhecendo um bocadinho mais felizes sem que elas saibam que esses gestos foram provocados por ela. Por outro lado são esses pequenos gestos que a poderão levar a descobrir o amor, mas será que Amélie irá aproveitar a oportunidade ou será que irá deixar escapar essa oportunidade devido à sua timidez?

Trata-se de um filme leve e doce. Não entrou para a minha categoria de filmes preferidos, mas também não ficou na lista de filmes em que mais valia ter feito outra coisa qualquer. Ficou ali no meio termo. Houve coisas que gostei muito como a banda sonora que já conhecia e a simplicidade do filme. Também gostei do facto de nos serem relatados, em certos momentos, todas as coisas que cada personagem gostava de fazer e o que menos gostava. Em alguns momentos achei-o um bocadinho aleatório, mas de uma certa forma acaba por fazer sentido porque também a vida de cada um de nós (tal como a vida de Amélie) acaba por ser, em certos momentos, aleatória.

Vocês já o viram? O que acharam?

7.2.15

Alimentação | Ai o vicio dos doces...

Imagem retirada daqui

Sempre fui louca por chocolate e por guloseimas em geral e se há alguns anos atrás deixava de comer assim que me sentia mais em baixo em dois mil e catorze passou-se exactamente o contrário: se estava triste tinha de me empanturrar de doces. Cheguei a um ponto em que comia pelo menos um doce por dia. Claro que isso não podia dar bom resultado e acredito que a razão principal de eu não ter ficado uma autêntica bola foi porque continuei a fazer exercício regularmente - não emagrecia, mas também não engordava tudo o que havia para engordar. Mesmo assim ganhei uns quilos extra que se juntaram aos quilos extra que ando a tentar perder sei lá eu há quanto tempo. 

Contudo, no inicio deste novo ano, duas semanas depois de dois mil e quinze ter começado fui à balança. Pesei-me e não gostei do que vi. Não gostei mesmo e nesse momento mentalizei-me que teria de mudar os meus hábitos alimentares. Na verdade, a única coisa que tinha de mudar era a quantidade de doces que ingeria porque nas refeições propriamente ditas sempre fui super saudável e sempre adorei vegetais e sempre detestei coisas gordurosas. O pior era mesmo o vicio dos doces.

Um mês depois de ter tomado a decisão de que não poderia comer doces com tanta regularidade posso dizer que já estou a obter resultados positivos. Já reduzi alguns centímetros e já perdi três quilos e meio. Não eliminei os doces da minha alimentação porque sei que isso mais cedo ou mais tarde daria asneira, isto é, acabaria por chegar o dia em que me iria sentar no sofá a comer doces sem parar e a recuperar todos os quilos e gorduras que andei a perder e com alguma "sorte" ainda iria ganhar mais uns quilos. Por essa razão estabeleci uma regra: posso comer doces uma vez por semana (sábado ou domingo) e posso comer um durante o resto da semana se tiver mesmo, mesmo, mesmo que ser! 


Juntamente a isto tudo continuarei a fazer os meus exercícios quase diários. Posto isto tenho a dizer que hoje, dia sete de Fevereiro de dois mil e quinze proponho a mim mesma perder dez quilos ao longo deste ano e depois manter. Só para deixar as coisas ainda mais claras: o objectivo é chegar aos 55kg. 

5.2.15

Pessoal | O dia em que descobri que queria viver com ele



Foi durante o Verão de 2012 enquanto estava a passar uns dias em Madrid com o meu namorado que descobri que não só queria um dia viver com ele como tive a certeza de que quando o momento de juntarmos as nossas tralhas chegasse nada haveria a temer. Sempre acreditei que a primeira viagem que fazemos ao lado da outra pessoa nada mais é do que mais uma prova de fogo na relação pois tanto pode revelar-se na melhor coisa do mundo como pode revelar-se um autêntico pesadelo.

Não é só durante o tempo que estamos em viagem que a relação é posta à prova. A prova de fogo inicia-se semanas antes da viagem propriamente dita. Começa com os preparativos: com a escolha do local que querem visitar; o dia em que planeiam visita-lo e por quanto tempo; onde pretendem ficar instalados; a escolha dos museus, restantes monumentos e todos os extras que impliquem gastar dinheiro. No fundo, é durante a primeira viagem que o casal tem uma primeira amostra de como seria viver com a outra pessoa durante toda a vida.

No meu caso foi durante a viagem a Madrid que descobri que fazer listas de compras com ele seria fácil; que cozinhar ao lado dele seria a coisa mais natural do mundo; que fazer cedências no que toca a locais a visitar não é a coisa mais difícil do mundo; que os silêncios que ocorrem naturalmente quando se passam várias horas ao lado de alguém não são desconfortáveis; que apesar de passarmos muito tempo juntos conseguimos não invadir em demasia o espaço um do outro; assim como também descobri que consigo viver com o facto de ele reclamar com o meu fraco jeito para tirar fotografias e com o facto de eu não conseguir andar ao ritmo dele quando estamos atrasados para algo.  


Um ano e alguns meses depois de termos oficialmente juntado as nossas tralhas continua a ser fácil viver com ele mesmo quando ele chega a casa de mau humor e continua a ser agradavelmente surpreendente ver como ele consegue arrancar a minha melhor gargalhada quando estou com um humor de meter medo a qualquer um. 

Bom Dia, Mundo!


Nunca se esqueçam disso!

4.2.15

Se eu quisesse descrever em algumas palavras como foi o meu ano de 2014



Dois mil e catorze foi um ano tão mau que na noite de passagem de ano nem me dei ao trabalho de pedir desejos. Só comi as uvas passas para que não me fossem colocadas possíveis questões às quais não queria de todo responder. Ao longo desse ano houve alturas em que só me apetecia ficar fechada em mim mesma e comer tudo o que era doce, houve muitos dias que foi isso mesmo que eu fiz. Foi o ano em que mais vezes chorei; foi o ano em que perdi a fé no mundo e em mim mesma; foi o ano em que me senti mais perdida e sozinha; foi o ano em que às vezes tudo aquilo que sentia era todo o vazio que é o nada se é que o nada é alguma coisa. Foi o ano em que deixei de escrever porque não havia nada que eu quisesse recordar mais tarde. 

Dois mil e catorze foi o ano em que a minha avó morreu. 

Actualidade | Na Rússia a discriminação é legal

O que se anda a passar na Rússia é repugnante e doentio! Ainda tentei definir o que se anda a passar numa só palavra, mas ao fim de algum tempo achei que tal seria uma tarefa difícil. Na Rússia a discriminação é legal. Penso que não é do desconhecimento de ninguém que em 2013 na Rússia, o governo de Putin, aprovou uma lei que torna toda a "propaganda a práticas sexuais não-tradicionais" crime. O que por outras palavras quer dizer que tanto os desfiles de orgulho gay como as manifestações pró-direitos LGBT são ilegais e punidos por lei. 

Não é preciso ser-se muito inteligente para perceber que graças a esta "fantástica" lei o ódio e os crimes contra os homossexuais cresceu e cresceu tanto que agora até existe um programa televisivo online cujo objectivo é atrair homossexuais para encontros amorosos. No entanto, esses encontros amorosos não são mais do que uma armadilha para agredirem e humilharem sexualmente aqueles que só vinham com esperanças de encontrar alguém que os fizesse feliz. Como se a agressão e a humilhação não bastassem, estas coisas, ainda filmam todo o encontro para posteriormente partilharem as filmagens com o mundo no tal programa!

Por outro lado continuam a surgir alguns actos de coragem como a foto de duas lésbicas a beijarem-no num avião apanhando o politico Milonov (o iluminado que decidiu proibir todo o tipo de propaganda gay e que expulsou o CEO da Apple Tim Cook assim que este se afirmou como homossexual) que se anda a tornar viral. 


Sabendo que a homossexualidade sempre existiu e nunca deixará de existir pergunto-me de quanto tempo precisará o homem para aceitar os outros como são e perceber que ser-se homossexual não é uma doença?