31.1.15

Bom Dia, Mundo!



Em O Banquete, a dada altura, Aristófanes apresenta a sua versão de como as coisas eram no inicio dos tempos. Segundo Aristófanes no inicio dos inícios os homens eram redondos existindo três conjugações possíveis: homem-homem, mulher-mulher e homem-mulher. Eram seres perfeitos, felizes e que se completavam e isso tornou-os ambiciosos. Os Deuses ao verem o poder contido nestes seres e sentindo-se ameaçados pelos homens Zeus decidiu condena-los. Não à morte porque assim deixariam de receber oferendas e deixariam de ter quem os adorasse, decidindo antes dividi-los ao meio condenando-os à constante procura da sua outra metade.

"And when one of them meets with his other half, the actual half of himself, the pair are lost in an amazement of love and friendship and intimacy and one will not be out of the other’s sight even for a moment." Platão em O Banquete

Foi numa das aulas de Filosofia e Ciência Politica que ouvi falar pela primeira vez sobre este mito. Lembro-me que na altura fiquei fascinada e hoje, passados alguns anos, continua a ser dos meus mitos preferidos. Acreditar na existência de uma "alma gémea" aquece-me o coração. 

30.1.15

Pessoal | Acerca das coisas que eu gosto

Gosto de ir a livrarias e de cheirar os livros; gosto de sentir o cheiro de um livro novo, mas o meu cheiro preferido é o de um livro antigo; gosto de andar de avião principalmente quando este está a levantar voo; gosto de viajar e de conhecer novas cidades e culturas diferentes da minha; gosto de conhecer novas pessoas; gosto do silêncio; gosto de festivais de música; gosto de dançar e de sentir que naquele momento só existo eu e a música que estou a ouvir; gosto de cozinhar; gosto de fazer sobremesas; gosto de organizar jantares para quem me é especial; gosto de organizar festas; gosto de fazer anos; gosto de receber flores; gosto de rosas vermelhas; gosto de tulipas brancas; gosto de girassóis, mas as minhas flores preferidas são as margaridas; gosto de estar sozinha; gosto de dias preenchidos, mas também gosto de dias em que não tenho de fazer rigorosamente nada; gosto do som da chuva; gosto do cheiro a terra molhada; gosto de dias de neve; gosto de dias de sol; gosto de dias de praia; gosto de jogar raquetes de praia; gosto de usar óculos; gosto do meu cabelo rebelde; gosto de ler; gosto de enfrentar os meus próprios medos desde que não tenha de enfrentar abelhas; gosto de passear à beira-mar no Inverno; gosto do som das ondas do mar a arrebentarem no areal da praia; gosto de adormecer ao lado dele; gosto de acordar ao seu lado; gosto de passear de mãos dadas; gosto de abraços apertados e sinceros; gosto de sorrisos rasgados; gosto de gargalhadas sonoras; gosto de oferecer prendas; gosto de usar vestidos; gosto de pintar o meu cabelo de ruivo; gosto de gelado de framboesa; gosto de andar de metro e de comboio; gosto de balões, sou maluca por balões; gosto de beber champanhe; gosto de pôr a mesa para dois; gosto de ir a restaurantes; gosto de aprender coisas novas; gosto de fazer piqueniques; gosto do cheiro a canela; gosto de chocolate; gosto de momentos espontâneos; gosto da simplicidade do branco; gosto de usar roupa colorida em dias cinzentos; gosto de mousse de chocolate; gosto de beber coca-cola com uma rodela de limão; gosto de pizza; gosto do cor-de-rosa, mas também gosto do vermelho e do azul; gosto do sorriso sincero do meu pai; gosto de borboletas e de joaninhas; gosto de cadernos coloridos e de capa dura; gosto de papéis de embrulho; gosto de canetas; gosto de escrever; gosto de gatinhos e também de coelhinhos...



[e podia estar o dia todo nisto... e vocês do que é que gostam?]

29.1.15

Pessoal | A magia do Inverno

Foi preciso mudar-me para o Reino Unido para descobrir a magia do Inverno. É verdade, durante toda a minha existência odiei o Inverno com todas as forças do meu ser. Conseguia encontrar algum conforto naquelas noites em que era embalada pelo som das gotas de chuva a baterem na janela, mas se na manhã seguinte continuasse a chover já não achava assim tanta piada. Sempre achei o Inverno uma estação demasiado triste, fria e melancólica. Sempre foi daquelas estações que desejei que passasse o mais rápido possível para que depressa viesse o sol, o calor, os dias que parecem que nunca mais acabam, as idas à praia... Sempre fiz parte daquele grupo de pessoas que adora o Verão e que, por elas, era Verão todo o ano e confesso que também sou daquelas pessoas que vive bem com temperaturas acima dos 30º, mas sem grandes exageros que quando o termómetro chega aos 40º já não há grande paciência. 

No entanto, aqui, em Nottingham descobri a beleza do Inverno, dos dias cinzentos e dos dias de chuva. Aqui não chove como se o mundo estivesse prestes a acabar, apenas aquela chuva miúda que vem por quinze minutos e depois vai à vida dela para voltar mais tarde. Aqui, apesar de as temperaturas serem mais baixas não tenho tanto frio como o que tinha quando vivia em Portugal. A não ser, claro, quando estão aqueles dias em que parece que a cidade acordou dentro de um congelador - nesses dias não há mais nada a fazer do que tapar todos os pedacinhos de pele para que nada de nada esteja exposto ao ar. Porém, nada disto torna a estação particularmente mágica. A magia acontece quando vamos na rua e de repente as gotas de chuva transformam-se em pequenos flocos de neve; ou quando espreitas para o outro lado da janela e vez que o som que ouves não é o  da chuva a cair, mas antes de gordos flocos de neve. A magia do Inverno, para mim, acontece em dias de neve e eu nunca tinha visto neve antes de me mudar para o Reino Unido. 


28.1.15

Música para os meus ouvidos

Ouvi pela primeira vez o Hozier no último Victoria's Secret Fashion Show (2014) e desde essa altura que não me canso de ouvir as suas músicas. Estou irremediavelmente apaixonada pela sua voz e pelas suas músicas e por mais incrível que isto possa parecer não existe uma única música que eu não goste. Deixo-vos com aquela que, neste momento, consta na minha lista de músicas preferidas: 



Hozier, Angel Of Small Death & The Codeine Scene

Bom Dia, Mundo!


27.1.15

Trabalho | Quando te irritas solenemente com alguém e acabas por desligar a chamada na cara da outra pessoa



"Lá fora é que é bom", "Isto lá fora não acontecia" - quantas vezes já não ouvimos isto na rua, no café e até na nossa própria casa? Eu perdi a conta à quantidade de vezes que ouvi estas afirmações que não correspondem, de todo, à verdade. Portugal tem coisas boas e tem coisas más assim como qualquer outro país do Mundo. 

Neste momento encontro-me a viver no Reino Unido e durante a minha estadia por terras de sua Majestade já fui contactada para vários tipos de trabalho que mais tarde viriam a revelar-se autênticos esquemas. Esquemas esses que também existem em Portugal. Tratam-se de trabalhos precários como aquele de que vos falei há alguns dias atrás onde tinha de trabalhar cerca de dez horas por dia e onde ganhava à comissão. Também já me aconteceu ser contactada para entrevistas em empresas em que não se consegue encontrar qualquer tipo de informação online e que quando se vai pesquisar a morada constata-se que dificilmente deve haver local mais manhoso do que aquele. No entanto, também existe o esquema do "aposte na sua formação" em que normalmente a coisa se processa deste modo: alguém que anda à procura de trabalho candidata-se a um trabalho, ao fim de alguns dias é contactado pela dita empresa que lhe diz "estou a ligar para o ajudar. Neste momento não tem a experiência que é necessária para este trabalho, mas tenho uma sugestão: faça este curso pela módica quantia de X e terá mais hipóteses de conseguir trabalho". Sou a favor de que devemos apostar na nossa formação de forma a conseguirmos ganhar experiência e novas aptidões, mas não sou a favor quando a formação nos é impingida. 

Na última vez que me impingiram uma formação acabou comigo a desligar a chamada na cara da outra pessoa. Porquê? Porque por vezes por mais educados que sejamos quem está do outro lado não quer ouvir o que temos a dizer; quer antes convencer-nos dê lá por onde der a gastar algum dinheiro (normalmente não é nada pouco) em algum tipo de curso que mais tarde, quando formos pesquisar, concluímos que ele nem existe. Os meus pais sempre me ensinaram que não nos devemos meter nas coisas sem antes saber ao certo no que nos estamos a meter e que as pessoas por mais simpáticas que sejam e por mais confiáveis que nos possam parecer às vezes são uns autênticos lobos em pele de cordeiro. Por este motivo, acabo sempre por dizer a quem está do outro lado da chamada que agradeço imenso o facto de me ter contactado, mas que preciso de pensar sobre o assunto e que se de facto estiver interessada que volto a contacta-lo. O mais natural seria que a outra pessoa fosse igualmente educada e dissesse que compreendia perfeitamente (porque ninguém no seu perfeito juízo vai logo pagar um curso do qual acabou de ouvir falar pela primeira vez e que nem tempo teve de assimilar toda a informação) e que ficaria à espera que o contactasse novamente. No entanto, quando do outro lado somos acusados de não querer apostar na nossa formação e que pouco falta para que a outra pessoa nos diga que estamos a ser incrivelmente burros e estúpidos por estarmos a desperdiçar uma oportunidade tão boa que nos foi tão amavelmente "oferecida" não há mais nada a ser dito porque com tanta indignação acaba por ficar claro que mais não era do que um esquema para nos sacar dinheiro. Ainda mais claro fica quando têm a lata de nos perguntar "mas vai dizer-me que não tem mesmo X quantia para pagar o curso?" como se fosse correcto fazer este tipo de questão. 

Actualidade | A 27 de Janeiro de 1945 deu-se a libertação de Auschwitz



De forma a relembrar aquilo que jamais deve ser esquecido hoje, no Dia Internacional da Memória do Holocausto, o Expresso disponibiliza um texto que foi publicado pela primeira vez em 1995. Um texto onde encontramos alguns relatos de Ella Lingens que se viu condenada a ter de ir para Auschwitz sendo que o seu crime fora o de ajudar a esconder judeus na sua própria casa e posteriormente a ajudá-los a fugir do país. Ella Lingens era médica. tinha casado com um colega de trabalho e encontrava-se a viver as maravilhas da maternidade quando se viu obrigada a ter de ir trabalhar para Auschwitz sob as ordens de Josef Mengele (outro médico) mais conhecido como "Anjo da Morte". 

Neste texto são relatadas algumas das "experiências" praticadas pelo "Anjo da Morte" em nome da ciência, entre elas contam-se: 

"Para experimentar métodos de reanimação em pessoas congeladas, Mengele baixava a temperatura do corpo das vítimas até aos limites da paragem cardíaca, e depois tentava aquecê-las com cobertores ou cobrindo-as com mulheres nuas.

Dava só água do mar a beber aos prisioneiros, até morrerem de sede, para comprovar a resistência do ser humano em caso de naufrágio. Os esqueletos das pessoas com anomalias eram enviados como troféus para a colecção da Reichsuniversitât, em Berlim. Ligava o peito das mulheres que tinham acabado de parir, proibindo-as de amamentar os filhos, para determinar quanto tempo os recém-nascidos podiam viver sem se alimentarem." (Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ao-lado-do-anjo-da-morte=f908176#ixzz3Q1fROJKI)

Não vou mentir, trata-se de um texto perturbador, mas que vale a pena ser lido. 

Crónicas de uma vida a dois



Certo dia disse-lhe que não gostava quando ele ao fazer a cama de roupa lavada pusesse cinco centímetros de cobertor a mais porque depois na hora de dormir ficava sempre com imenso calor na zona do pescoço. Ele ouviu o que eu disse e fofo como é nunca mais voltou a pôr os cinco centímetros a mais. O problema é que agora o cobertor fica dez centímetros mais abaixo do que é suposto e... bem, agora sinto alguma aragem na hora de dormir e sem grande coragem de voltar a reclamar.

25.1.15

Bom Dia, Mundo!


Em terras de sua Majestade, depois de uns dias cinzentões, eis que o sol decidiu visitar-nos. Hoje talvez vá passear pelo canal ou apenas pelas ruas da cidade e vocês o que estão a pensar fazer? 

24.1.15

Alimentação | Baked with love

Sábado é sinónimo de bolo e com o frio que por cá se faz sentir não há nada como uma fatia de bolo acompanhada de uma chávena de chá para aquecer o estômago e a alma. Fazer bolos e doces é das coisas que me dá mais prazer e assim sendo por que não partilhar convosco? No entanto, é uma pena que não tenha jeitinho nenhum para tirar fotos... Talvez com o tempo e com a prática consiga melhorar. 

Hoje trago-vos um dos meus bolos preferidos. Trata-se de um bolo super fofo e fácil de fazer. Nele estão contidos dois dos meus ingredientes preferidos, quais serão? Obviamente que se trata de um bolo de baunilha e chocolate



Música de acompanhamento: Tom Odell - Can't Pretend

O bolo



Ingredientes: 3 ovos; 100g de açúcar; 1 colher de chá de essência de baunilha; 100g de farinha sem fermento; 1 colher de chá de fermento; 30ml de leite;

Preparação: Pré-aquecer o forno a 180º. Untar uma forma com manteiga, forra-la com papel vegetal e untá-lo também com manteiga. Misturar a farinha com o fermento e reservar. Separar as claras das gemas e bater as claras em castelo. Assim que as claras começarem a espessar juntar 50g de açúcar. Reservar. Bater as gemas com as outras 50g de açúcar, o leite e a essência de baunilha (durante mais ou menos 7 minutos) até obter uma massa super fofa e volumosa. Juntar aos poucos as claras batidas em castelo à mistura das gemas e envolver muito bem com uma vara de arames até que tenha uma massa homogénea. Posteriormente junte a farinha misturada com o fermento e envolva tudo muito bem certificando-se que não ficam restos de farinha por incorporar no fundo da taça.
Por último transfira a massa do bolo para a forma previamente preparada e leve ao forno até que o bolo esteja totalmente cozido. Desenformar depois de frio. 

A cobertura



Ingredientes: 200ml de natas; 100g de chocolate de culinária;

Preparação: Levar as natas ao lume e assim que estas começarem a levantar fervura retira-las do lume. Depois é só juntar o chocolate partido aos bocados e mistura-lo com as natas até que o chocolate fique totalmente derretido. 

23.1.15

Sociedade | "Mulheres reais"

Incomoda-me um bocado este conceito de "mulher real". Não, desculpem. Não me incomoda um bocado nem me incomoda ligeiramente. Incomoda-me muito e deixa-me ligeiramente irritada sempre que ouço alguém dizê-lo ou sempre que o encontro escrito em algum sítio. 

"Mulher real" um conceito que surgiu para estabelecer uma diferença entre as modelos e as outras mulheres sendo que as últimas são consideradas como sendo mais reais do que as primeiras, mas são mais reais por-quê? Porque têm mais curvas, mais celulite, porque têm mais gordura aqui e ali e porque não têm uma barriga totalmente lisa? Bem, então o que dizer acerca daquelas mulheres que não têm celulite, que têm uma barriga lisa, que não têm gorduras aqui e ali e que mesmo assim não são modelos? São ou não são "mulheres reais"? E as que são naturalmente magras? E as que são todas fit e têm abdominais definidos, umas pernas tonificadas e um rabo de fazer inveja a qualquer um? São ou não são reais? 

Questiono-me se o iluminado que criou este conceito de "mulher real" saberá a definição de real. Por real entende-se algo que tenha existência física e assim sendo não vejo como se poderá afirmar que uma modelo é menos real do que as não modelos. Para mim, são todas mulheres reais na medida em que existem com os seus diferentes corpos e diferentes personalidades e para ser sincera acho um pouco ofensivo considerar algumas mulheres "mulheres reais" e outras não. Assim como acho ofensivo dizer a alguém "ai coitadinha, estás tão magrinha. Qualquer dia desapareces!" ou "já era altura de fazeres uma dieta, não achas? Daqui a nada já não andas, rebolas!" e há quem não tenha a mínima noção de que ambas as acusações são isso mesmo: acusações e juízos de valor que vão de alguma forma afectar a forma como a outra pessoa se vê.   

Acho que algumas pessoas ainda não perceberam ou então não querem perceber que as modelos só têm aquele tipo de corpo porque é o que lhes dá trabalho. As modelos são pessoas pagas para terem o corpo como as marcas o desejam. As modelos são modelos porque querem. Nem todas as modelos são saudáveis, mas há outras tantas (pasmem-se!) que o são. Assim como há mulheres que não são modelos que são saudáveis e outras não independentemente do tipo de corpo que tenham.

Agora dizer que umas são "mulheres reais" e outras não acho simplesmente parvo. Já alguma vez se questionaram acerca do porquê de não se ouvir falar de "homens reais"? Pensem nisso.


Bom Dia, Mundo!



21.1.15

Trabalho | Quando enough is enough




Há quase um ano atrás comecei a trabalhar para uma empresa em sales - basicamente era uma daquelas pessoas que todos já encontramos na rua a tentar meter conversa com meio mundo ao mesmo tempo que tenta convencer esse mesmo meio mundo a desembolsar alguns trocos para ajudar uma causa ou outra coisa qualquer - e foi há quase um ano que me despedi dessa mesma empresa. A razão foi simples: ganhava à comissão e acabava por gastar mais dinheiro em transportes do que aquilo que recebia ao final de cada semana de trabalho (aqui no Reino Unido não é algo fora do comum).  

Ontem, recebi um telefonema de um número desconhecido. Resolvi atender e qual não foi o meu espanto quando do outro lado ouço a menina a dizer o seu nome e o nome da empresa para a qual trabalha. Dizia-me que tinha visto o meu Curriculum e que gostava de saber se eu me encontrava disponível para uma entrevista. Um pouco confusa e a jeito de esclarecer a minha dúvida pedi que me dissesse novamente o nome da empresa. Ela disse-o e eu rapidamente lhe disse "desculpe, mas sendo assim não estou interessada". Perguntou-me se podia saber o porquê e eu disse-lhe que apesar do ambiente de trabalho ser muito bom o facto de se trabalhar 10 horas por dia para que depois apenas se recebesse o que se "vendia" acabava por não compensar. Senti-lhe a desilusão instalada na voz. Senti-lhe o embaraço. Senti que ficou encaralhada, mas era a mais pura das verdades e se não queria ouvir a verdade, então que não tivesse perguntado. 

No final, fiquei com um pouco de pena porque realmente a menina que estava do outro lado da linha ficou mesmo sem jeito e sem saber o que me dizer, mas por outro senti que tinha de ser sincera e que não tinha razão nenhuma para sentir pena do que quer que fosse. Eles é que deveriam ter pena se si mesmos por contratarem dezenas de pessoas ao longo de cada mês (não estou a exagerar) para aquilo que eu considero entrar na classificação de trabalho escravo. 

Pena é haver pessoas mais desesperadas do que eu que aceitam este tipo de trabalho porque se ninguém aceitasse acredito que rapidamente deixaria de existir.   

Olá Mundo!



Lá fora chove. Ouço as gotas da chuva baterem com violência contra o vidro da minha janela. Aqui algo nasce: um novo blogue vem ao mundo.