9.12.15

Música | Do you know where the wild things go?



Se neste momento me perguntassem qual foi a melhor prenda de Natal que alguma vez recebi diria que foi o bilhete para ir assistir ao concerto de uma das minhas bandas preferidas que me enche o coração ao mesmo tempo que me impede de ser intelectualmente produtiva enquanto ouço as suas músicas. Falo de alt-J. Cruzei-me com as suas músicas algures em 2012 enquanto me encontrava a escrever a minha tese de mestrado e a partir daí foram tantos os dias passados a ouvi-los enquanto tentava escrever o porquê de uma tese materialista não ser suficiente para explicar os fenómenos que ocorrem no cérebro. Contudo, se entrassem no meu quarto nesse momento o que iriam ver era uma Raspberry de olhos fechados a apreciar a música e a não escrever coisa nenhuma, mas a estar cada vez mais convencida de que a experiência subjectiva do sujeito não podia ser explicada unicamente através de fenómenos físicos. E foi assim que em 2012 tive de lutar contra o meu bom gosto musical e por-me a ouvir algo que me fizesse ser intelectualmente produtiva. 

Três anos e dois álbuns depois a oito de Dezembro de 2015 consegui assistir pela primeira vez a um concerto dos alt-J e foi absolutamente incrível. Um concerto que teve tanto de mágico como de fantástico. Durante aquela hora em que eles estiveram ali à minha frente e onde eu pude ver cada um deles sem qualquer dificuldade o tempo pareceu que parou. Não tirei uma única fotografia. Não filmei nem um pedacinho de nenhuma música. Apenas quis aproveitar todo o concerto sem estar preocupada em tirar o telemóvel da mala, pôr código, tirar foto, guardar o telemóvel novamente na mala para mais tarde o voltar a tirar para filmar isto e aquilo. Não, não quis fazer isso e não estou arrependida. Tenho cada música e cada momento gravado na minha mente. Foi sem sombra de dúvida uma noite memorável e se me perguntassem não conseguiria dizer quais foram as músicas de que eu mais gostei de ouvir ao vivo porque cada uma delas teve uma magia diferente, mas nada me apagará da memória o quão bonito foi ouvir o publico a cantar praticamente a Breezeblocks na sua totalidade.


5 comentários :

  1. Tirar fotos, filmar, às vezes só atrapalha o momento. Viveste-o em pleno e isso é ue conta! ;)

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  2. Oh que sorte! Adoro os alt-J e percebo perfeitamente o porquê de não teres perdido tempo a filmar/fotografar, se bem que eu o faria pelo menos uma vez porque, por muito boas que sejam, as memórias desaparecem com o tempo. Nunca tive a oportunidade de os ver em concerto, talvez um dia!

    Ricardo, The Ghostly Walker.

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    1. Vou dizer-te um segredo: não filmando nem fotografando existe sempre a possibilidade de as minhas memórias do concerto um dia me falharem e com isso surge uma grande desculpa para os voltar a ver ao vivo :P

      ps: eu não filmei nem fotografei nenhum momento do concerto, mas o meu namorado fotografou/filmou algumas coisas :)

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  3. pode ser que haja outro presente destes neste ano!!!

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