9.9.15

Sociedade | Todos nós já nos cruzamos com este tipo de mães, certo?

Inicialmente pensei colocar esta publicação na categoria "Viver no Reino Unido", mas passados três segundos apercebi-me que já tinha presenciado exactamente a mesma coisa noutras cidades deste mundo fora incluindo, claro, as cidades Portuguesas. 

Sempre que me vejo obrigada a andar de autocarro/ metro ou qualquer outro transporte publico aproveito esse tempo para fazer coisas que me deixem relaxada: ou vou a ouvir música, ou a olhar pela janela ao mesmo tempo que vou observando os locais pelos quais vou passando sem pensar em nada em concreto ou então aproveito para adiantar a minha leitura. No entanto, há alturas em que estas minhas viagens aparentemente relaxadas se tornam no momento mais stressante do meu dia. O motivo? Mães que fazem mais barulho e que causam mais transtorno do que o comportamento propriamente dito dos seus filhos. 

Não sou mãe. Nunca tive de tomar conta de crianças e não me vejo a ser mãe tão cedo (apesar de a minha mãe me ter dito que não me voltava a enviar mais caixas de pilula e da mãe dele andar muito "chateada" pelo facto de a sua vizinha ter sido avó primeiro do que ela) e  realmente posso não ter rigorosamente nada a ver com a forma como as outras mulheres que por acaso são mães educam os seus repolhos. Contudo, não consigo ficar indiferente aos gritos estridentes destas mães que se ouvem por todo o autocarro. Ora gritam "MEXE-TE" quando a criança não anda tão rápido quanto elas gostariam que ela andasse ou como hoje ouvi "JURO QUE DAQUI A NADA LEVAS UMA GALHETA", "ESTOU CAPAZ DE TE MATAR." e a cada cinco segundos "PÁRA!" ao mesmo tempo que abanava o miúdo todo e o fulminava com o olhar. Juro que até eu fiquei com medo que de repente ela se passasse e começasse a distribuir estalos por cada passageiro. O que é que o miúdo estava a fazer para irritar assim tanto esta mãe? Estava a abanar os pés como todos ou quase todos os miúdos (e não miúdos) fazem quando são pequenos e não chegam com os pés ao chão quando estão sentados e a cantar um lalala que mal se ouvia e eu estava sentada bem perto desta gente. 

Não sei se a criança já tinha armado uma birra de todo o tamanho antes de entrar no autocarro ou se a mãe estava nervosa por algum motivo e o comportamento do seu filho apenas a irritou ainda mais, mas muito sinceramente detesto cruzar-me com este tipo de mães. Faz-me mais confusão a forma como elas se comportam do que a forma como os seus filhos se estão a comportar naquele momento. Não sou mãe e não faço a mínima ideia de como serei quando o for, mas espero não vir a ser este tipo de mãe. Não fui educada à base de gritos e também não pretendo educar os meus futuros filhos à base do grito. Por outro lado pergunto-me se esta gritaria toda por parte deste tipo de mães serve para elas procurarem qualquer tipo de aprovação por parte das pessoas que assistem já que é bastante frequente apanha-las a olhar para as pessoas que vão passando por elas como quem pergunta "tu fazias o mesmo, não fazias?"  



3 comentários :

  1. Ainda hei-de escrever sobre isso, mas quando estive em Londres, principalmente nos museus, notei que os miúdos estavam constantemente a gritar e a fazer birras e os pais ou não ligavam, ou só diziam "STOP, just stop". Acho que em Portugal ainda há muito aquela educação que mal um miúdo começa uma birra, leva logo uma palmada. E pelo menos eu, quando era miúda e sentia que estava quase a chegar a esse limite, acabava logo a birra porque não queria passar por essa vergonha. Acho que essa não é de longe a melhor maneira de educar uma criança, acredito que isso é só uma maneira rápida de resolver o assunto, e não vi nenhum pai ou mãe a fazer isso a um filho em Londres.
    Por outro lado, numa paragem de autocarro vi uma criança de uns 5 anos dar pontapés e a bater com as mãos na mãe, para além de espernear, berrar e chorar como se tivesse partido alguma coisa, e a mãe só falava com ela super calmamente como se não fosse nada. E tudo isto porque a mãe não a deixou ficar a brincar com outra miúda. Mas percebo que isto não seja o comportamento típico, até porque mesmo os ingleses ficaram a olhar.

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  2. Também não entendo... Algumas mães berram por tudo e por nada, mesmo os miúdos não estando a fazer nada de especial. Outras, deixam-nos fazer literalmente tudo o que querem e importunar toda a gente, e não lhes dizem nadinha. Se os chamares à atenção, vêm logo todas lampeiras para te dizer que os filhos são delas e, se estás incomodada, que ponhas na beira do prato.
    Não sei que educação do terror é esta. Só servirá para os miúdos ficarem mais rebeldes e avessos aos pais e, um dia, vão responder-lhes na mesma moeda. Tal como na imagem, vão conseguir criar pequenos monstrinhos.
    ****

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  3. Também me faz confusão as mães que basta os miúdos dizerem um ai já estão aos berros a dizerem para eles se calarem! A minha mãe, por exemplo e muitooo infelizmente, é assim, cá em casa já não somos pequenas (21 e 13 anos) mas a nossa diferença de idades dá para obviamente termos visões diferentes das coisas e ficarmos muitas vezes chateadas por causa disso, ora basta começarmos a discordar uma da outra para a minha mãe se passar aos berros que nós não paramos de discutir e blablabla, aquilo já é tão automático nela que às vezes basta eu fazer uma pergunta à minha irmã (ou o contrário) e ela aciona logo o modo histeria. Enfim, muito medo de me vir a tornar assim :P

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