5.2.15

Pessoal | O dia em que descobri que queria viver com ele



Foi durante o Verão de 2012 enquanto estava a passar uns dias em Madrid com o meu namorado que descobri que não só queria um dia viver com ele como tive a certeza de que quando o momento de juntarmos as nossas tralhas chegasse nada haveria a temer. Sempre acreditei que a primeira viagem que fazemos ao lado da outra pessoa nada mais é do que mais uma prova de fogo na relação pois tanto pode revelar-se na melhor coisa do mundo como pode revelar-se um autêntico pesadelo.

Não é só durante o tempo que estamos em viagem que a relação é posta à prova. A prova de fogo inicia-se semanas antes da viagem propriamente dita. Começa com os preparativos: com a escolha do local que querem visitar; o dia em que planeiam visita-lo e por quanto tempo; onde pretendem ficar instalados; a escolha dos museus, restantes monumentos e todos os extras que impliquem gastar dinheiro. No fundo, é durante a primeira viagem que o casal tem uma primeira amostra de como seria viver com a outra pessoa durante toda a vida.

No meu caso foi durante a viagem a Madrid que descobri que fazer listas de compras com ele seria fácil; que cozinhar ao lado dele seria a coisa mais natural do mundo; que fazer cedências no que toca a locais a visitar não é a coisa mais difícil do mundo; que os silêncios que ocorrem naturalmente quando se passam várias horas ao lado de alguém não são desconfortáveis; que apesar de passarmos muito tempo juntos conseguimos não invadir em demasia o espaço um do outro; assim como também descobri que consigo viver com o facto de ele reclamar com o meu fraco jeito para tirar fotografias e com o facto de eu não conseguir andar ao ritmo dele quando estamos atrasados para algo.  


Um ano e alguns meses depois de termos oficialmente juntado as nossas tralhas continua a ser fácil viver com ele mesmo quando ele chega a casa de mau humor e continua a ser agradavelmente surpreendente ver como ele consegue arrancar a minha melhor gargalhada quando estou com um humor de meter medo a qualquer um. 

13 comentários :

  1. Tens toda a razão quando referes que a primeira viagem juntos é uma prova de fogo à relação e um «preview» perfeito do que seria a vida a dois. A minha primeira viagem com o meu namorado foi à Suíça, também em 2012 :p e correu tudo tão bem que desde então já fomos à Suíça mais uma vez, já passámos duas semanas a viver numa casa de uma amiga só os dois e um mês a viver juntos por causa de um trabalho (também só os dois) e todas estas oportunidades só me fazem ter mais certezas de que tem tudo para dar certo :D

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  2. Tão fofos.. que continuem assim felizes para sempre

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  3. A minha primeira viagem com ele mais a sério foi ao Porto durante três dias. Basicamente a organização foi toda feita por mim porque ele não tem muito jeito com isso. Apesar de tudo não houve chatices. Mas também já tivemos a oportunidade de "vivermos juntos" durante duas semanas sozinhos em minha casa e correu tudo bem :)

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  4. Eu acho que ainda é relativamente cedo para ir viver com o meu namorado, mas também não vejo a hora de acordar com ele ao meu lado todos os dias :)

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  5. r: sim, eu uso muitas vezes camisolas mesmo grossas e gosto, mas n é esse tipo de urso polar, é mais quando andamos com muita roupa mesmo e parece q nada nos fica bem :) ahah

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  6. Oh, que texto tão docinho! Confesso que me encheu o coração! Os meus pais não me deixariam viver com o meu namorado agora, nem eu considero ter maturidade para tomar uma dessas decisões... Mas um dia, mais tarde, gostaria que tudo corresse tão bem como aconteceu contigo! Sejam felizes!
    Beijinho*

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  7. E espero que assim continuem felizes por muito, muito tempo :)

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  8. r: Ai, eu acho que não sou capaz de ser mãe a tempo inteiro durante os primeiros anos. Aproveito os meses de licença e pronto, está na hora de voltar ao trabalho. Se a minha mãe conseguiu eu também consigo. E não foi por isso que tive menos amor, carinho e educação :) Por exemplo, eu já não conseguiria ser como a mãe do meu namorado que é mãe a tempo inteiro :)

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  9. Isso é fantástico!
    R: Por acaso nunca fui muito fã de balões.

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