13.2.15

Pessoal | Nem tudo são rosas

Quando mudas de casa e acontece inesperadamente alguma coisa podes sempre contar com a ajuda e aconselhamento dos teus pais, mas quando vives noutro país e apesar de poderes continuar a contar com o aconselhamento tanto dos teus pais como de outros familiares, na hora da verdade tens de te desenrascar sozinho porque ninguém está cá para te salvar. 

Durante esta semana aprendi, uma vez mais, que por mais independentes que sejamos em algum momento da nossa vida iremos sempre precisar da ajuda do outro. É inevitável. Haverá sempre um momento em que precisarás que alguém te dê a mão e quando estás a viver num país que não o teu, por vezes tens mesmo de aprender a confiar em quem te oferece ajuda mesmo que não conheças essa pessoa há anos ou que não tenhas a máxima confiança nela.



Desde o final de Janeiro que temos andado em constante stress. Primeiro recebemos uma carta a dizer que o nossa casa já não se encontrava na posse do nosso senhorio e que por isso teríamos de mudar de casa no prazo de quinze dias ou então pedir um adiamento de dois meses. Telefonamos à agência de arrendamento a perguntar o que se andava a passar, a agência disse que estava tudo bem e que iria falar com o senhorio. O senhorio disse que tinha sido um engano. Mais tarde a agência liga a dizer que afinal não foi um engano. Como arranjar casa num prazo de quinze dias é praticamente impossível pedimos o adiamento de dois meses. Foi aceite. Descansamos. Passados alguns dias recebemos uma carta do tribunal a dizer que vinham retirar a casa dia doze de Fevereiro (ontem). Já em stress total, ligamos para os advogados que garantiram que não tínhamos nada a recear porque o adiamento de dois meses tinha sido aceite. Ligamos para o tribunal a perguntar se receberam essa informação, disseram que não e garantiram que estava tudo pronto para que a casa fosse retirada no dia em que disseram. Entramos novamente em contacto com os advogados que disseram por palavras muito simpáticas para que parássemos de chateá-los porque não havia nada a recear. Contudo, como sempre ouvimos dizer que "pimenta no cu dos outros é refresco" decidimos prevenir e empacotar tudo o que era importante em malas e caixas e pedir para que a nossa vizinha as guardasse durante o dia de ontem caso o tribunal viesse mesmo retirar a casa. Falamos também com outros amigos que tal como nós também são Portugueses e perguntamos se seria possível ficarmos lá durante uns dias até que conseguíssemos encontrar uma nova casa. 

No final, tal como os advogados tinham garantido, ninguém do tribunal apareceu e no final do dia fomos buscar as nossas coisas a casa da vizinha para arrumarmos novamente tudo nos devidos lugares. 

Cresci a ouvir dizer que Portugal é um problema no que toca a assuntos burocráticos, mas pelos vistos aqui também não é muito diferente. 

10 comentários :

  1. Problemas burocráticos existe em todo o lado.. Até tenho medo se for realmente para fora do país..

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  2. Credo. Espero que tudo se resolva pelo melhor :/

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  3. Que confusão :s e que horror, andar assim com o coração nas mãos :s o que vale é que realmente não foram aí, agora já podem respirar um pouco de alívio.

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  4. Espero que isso se resolva rapidamente!

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  5. Bem, que situação tão chata! Espero que agora tudo se resolva, ânimo!

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  6. espero que tudo se resolva pelo melhor :/
    r: tens uns planos amorosos para o dia dos namorados :)

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  7. Bem que stress que deves ter apanhado, realmente eu entrava em pânico se soubesse que me poderiam por para fora de casa sem saber para onde ir.

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  8. Que verdadeiro inferno... Acho que, neste caso, o problema não é propriamente a burocracia, mas sim a falta de comunicação entre entidades e a leviandade como as coisas são tratadas (o que também existe aqui).
    Agora é ter força e coragem, e tudo irá correr bem ^^ ***

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