24.12.15

"It's beginning to look a lot like Christmas"

Finalmente chegou a noite mais mágica do ano e aquela que também é a noite de reencontrar todos aqueles familiares com quem já não falávamos e que não víamos desde o Natal passado. Este será um Natal diferente cá por casa. Em vinte e seis anos este será o primeiro Natal que passarei unicamente com quem realmente quero: o meu namorado, os meus pais e os meus quatro gatos e não poderia estar mais feliz por assim ser. Desejo-vos um Feliz Natal e uma noite muito bem passada junto daqueles que realmente importam e vos fazem felizes. Esqueçam as dietas, não contem calorias, desfrutem o momento e consolem-se não só com as guloseimas disponíveis, mas também com os risos, os abraços e com as conversas que vão surgindo. 


21.12.15

Pessoal | Coisas a fazer nestas férias de Natal



Estou a poucas horas de voar novamente para Portugal e se por um lado estou entusiasmada com o facto de voltar para junto daqueles que me aquecem o coração por outro gostaria que fosse possível não ver aqueles que o têm arrefecido cada vez mais. Vão ser três semanas que certamente irão passar à velocidade da luz, mas que pretendo aproveitar cada momento e cada segundo da melhor forma possível.  Por esse motivo decidi fazer uma lista de todas as coisas que pretendo fazer durante os próximos dias. 

1. Não me sentir obrigada a encontrar-me com não-sei-quem só porque não a vejo há muito tempo ou porque é politicamente correcto fazer a visita sempre que volto a Portugal.

2. Dizer o que tenho a dizer quando me dizem algo que me afecta em vez de andar a guardar (res)sentimentos. 

3. Aproveitar os dias de festas sem me preocupar em demasia com o que como e com as calorias que estou a ingerir. Se há uma altura certa para enfardar bolo rei de chocolate, sonhos, filhoses, aletria e todos os restantes doces típicos desta época é agora! 

4. Continuar a correr e a fazer exercício. Lá porque não me vou impedir de comer todos os doces e a comida boa da minha mãe não quer dizer que esteja disposta a ganhar os quatro quilos que perdi e a perder toda a resistência que ganhei ao longo destes meses de corrida, certo? Certo. 

5. Evitar com que sinta que ao estar com os meus amigos estou a desperdiçar tempo porque poderia estar naquele momento com os meus pais. Os meus pais têm saudades minhas e eu também tenho saudades deles, mas os meus amigos que se encontram em Portugal também fazem parte da minha vida e assim sendo tenho de deixar de me sentir culpada por querer estar com eles em vez de estar com os meus pais. 

6. Dar muito miminho às minhas gatas. 

7. Não inventar desculpas para não ir a casa dos meus tios só porque não me apetece ver/ falar com um dos meus primos. 

8. Conhecer o mais recente membro da família! 

9. Continuar a trabalhar no meu sonho. 

10. Ver muito TLC e todos aqueles programas da treta.  

Enquanto falava com a minha mãe

Aproveitando o facto de ir passar umas semanas a Portugal pedi à minha mãe para que me marcasse consulta no dentista dizendo-lhe apenas que o único dia em que não poderia ir seria no próximo dia vinte e oito de Dezembro. Ontem, à noite, enquanto fazia as malas e falava com ela através do Skype perguntei-lhe: "então, já marcaste a consulta?" ao que ela me respondeu "sim, ficou para dia vinte e oito". No final só nos deu para rir, enfim...


16.12.15

Cinema | Fifty Shades of Grey



Foi no fim-de-semana passado que decidi ver a adaptação cinematográfica do livro 50 shades of Grey. A polémica tanto à volta do livro como à volta do filme foi mais do que muita e se houve quem adorasse também houve quem detestasse. Com tanto zum zum à volta disto foi impossível não ficar com a curiosidade no nível máximo e lá tive de ver por mim mesma o que havia de tão especial à volta daquela história. 

Antes de mais deixem-me dizer-vos três coisas. Primeiro: não li o livro nem tenciono ler, portanto não sei se a adaptação do filme é fiel ou não ao livro. Segundo: não pretendo ver a continuação da história e não vale a pena dizerem-me que tenho de ver o resto para perceber o porquê de as coisas serem assim e assado. Terceiro: não percebo como é que aquela história deu origem a tantos divórcios e a tanta procura de um Grey e, desculpem-me, mas se vocês querem um Grey na vossa vida algo de errado se passa convosco! Posto isto acho que ficou claro que faço parte das pessoas que simplesmente odiaram toda a história à volta de 50 shades of Grey

Sinceramente não percebo o que há para gostar naquele filme. Não gostei de nenhuma personagem. Não consegui identificar-me com ninguém e acho o comportamento tanto do Grey como da Anastasia doentio. Não acho o comportamento do Grey doentio por ele gostar daqueles jogos sexuais em que ele é o dominador e portanto pode usar todos aqueles objectos que causam dor à vontade. Não, não é isso porque a nível sexual cada um gosta daquilo que gosta e se ambas as partes estão contentes e satisfeitas com isso então óptimo para eles. Acho o Grey doentio por outros motivos. Primeiro pela forma como conquistou a Anastasia que basicamente foi começar a surgir em todos os lugares onde ela poderia estar e basicamente não fazer perguntas, mas antes afirmações. Quer jantar com ela, mas não lhe pergunta se ela gostaria de ir jantar com ele. Não, em vez disso ele diz "vamos jantar!" e leva-a num helicóptero para casa dele. Uma pessoa normal jamais entraria num helicóptero com alguém que mal conhece, mas a Anastasia achou que essa era a decisão certa. Depois do "vamos jantar!" aparece o "come!" e não interessa saber se a moça tem ou não fome porque ela tem de comer porque ele diz "come!" e se ele diz... Depois foi o facto de ele ter dito que ela devia ter outro tipo de carro e ela ter-lhe respondido algo como "ah, mas estou bem com este.", mas ele ignora o que ela diz e decide livrar-se do carro dela (sem a autorização dela!) e comprar um novo porque sim e porque acha que pode! Depois também decide andar a segui-la através de uma aplicação do telemóvel quando ela foi visitar a mãe, mas ela continua a achá-lo a melhor pessoa do mundo. Claro, realmente faz todo o sentido. Não, não faz! Isto tudo para não falar do contrato onde ele diz o que ela pode comer, quantas horas tem dormir, as roupas que deve vestir e o diabo a sete! Por outro lado a Anastasia também não joga com o baralho todo. Primeiro a sua auto-estima deve ser mais pequena do que uma formiga porque enfim... como é possível que no meio de tudo aquilo que ela é não consiga encontrar uma única qualidade na sua pessoa?; em segundo lugar acha que o Grey é tudo de bom porque quando lhe diz "Come!" e a segue pela aplicação do telemóvel é porque se preocupa realmente com ela e não porque para além de tudo o resto também tem um grave problema de confiança; terceiro é virgem e quando vê o quarto vermelho (o quarto de "brincar" de Grey) em vez de fugir a sete pés, não... decide dizer ao Grey "ah, olha, mas... sou virgem" e ele como é um verdadeiro romântico diz-lhe "temos de resolver isso!" e isto, minha gente, faria qualquer virgem com um pingo de auto-estima mandar o gajo à merda, mas a Anastasia continua a achar o Grey super sexy e tudo de bom! Por isso, não, não gostei do filme nem percebo o que há para se gostar. Simplesmente detestei e deixou-me bastante incomodada.  

15.12.15

Livros | The Last Minute

Adoro ler, mas mais do que isso adoro falar do que ando a ler. Quer goste quer odeie irei ter sempre alguma coisa a dizer acerca do livro que ando a ler e se quando era mais nova desistia facilmente de um livro quando este não me agradava agora leio sempre até à última página ora com esperança de que as coisas melhorem ora numa de "vamos lá ver quão mau pode isto vir a ser". No entanto, nada se compara ao sentimento de felicidade e satisfação que sinto no momento em que me apercebo de que consegui captar a atenção de quem me ouve e neste caso me lê. Muitos de vocês ficaram entusiasmados com o meu próprio entusiasmo acerca do livro que andava a ler há algum (pouco) tempo atrás: o The Last Minute. Queriam saber se era bom; sobre o que era e se eu o recomendava. 

Se é bom? É muito bom. Se o recomendo? Sim, sem dúvida! Se vão gostar tanto quanto eu? Isso já não sei, mas se gostam de ler um livro que esteja repleto de mistério e acção então quase certamente que irão gostar de ler este. 

The Last Minute (O Último Minuto na versão Portuguesa) é o segundo volume da saga de Sam Capra (se não leram e se desconhecem o primeiro volume (Adrenaline), não se preocupem porque podem ler a minha opinião acerca do mesmo aqui, mas resumidamente também é muito bom!). A história do livro desenrola-se a um ritmo alucinante e foi exactamente isso que me prendeu desde a primeira à última página. Sam Capra depois de perder tudo tem apenas uma única razão para viver: recuperar o filho que nunca chegou a ver nem a tocar. Até onde irias para conseguir recuperar o teu filho? O que serias capaz de fazer para recupera-lo? Serias capaz de matar? Estas são as questões com que Sam se vai debatendo ao longo de todo o livro ao mesmo tempo que parte em busca do filho que nunca viu numa corrida contra o tempo que tem tanto de alucinante como de perigosa. 

Não consigo dizer-vos se gostei mais deste segundo volume ou se do primeiro porque ambos estão a meu ver escritos de forma absolutamente fantástica, mas posso focar pelos menos duas coisas que fazem com que eu não olhe para esta saga como sendo apenas mais uma no meio de muitas outras do mesmo género. Em primeiro lugar é o facto de Sam não ser o típico herói: ele não sabe tudo; ele não é imortal; ele poderia ser um ex-agente da CIA de carne e osso. Sam Capra é como o 007, mas com a particularidade de nem tudo lhe correr às mil maravilhas. Não posso dizer que é uma personagem com quem me consiga identificar porque não o é, mas é certamente uma personagem que consigo facilmente imaginar como sendo real. Outra coisa que fez com que eu ficasse presa a esta saga foi o facto de a cada livro descobrir um bocadinho mais de cada personagem e os segredos à sua volta. Para quem leu ou para quem pretende ler de certeza que também se irá apaixonar não só por Sam, mas também por Mila (principalmente no segundo volume). Desejo secreto? Que estes livros fossem adaptados para o grande ecrã. 


Autor: Jeff Abbott

Título original: The Last Minute 

Título na versão Portuguesa: O Último Minuto

Número de páginas: 560

A minha cotação: 



10.12.15

Pessoal | De uma grande dose de coragem e outra tanta de loucura eis o material do qual sou feita


Por cada dois passos que dou em frente recuo um. Quanto mais próxima estou de realizar o meu sonho mais assustada fico. Do meu grupo de amigos devo ser das pessoas mais inseguras e ao mesmo tempo das mais loucas e corajosas. Ainda não contei a ninguém aquilo que estou cada vez mais perto de fazer. Eu e o meu namorado somos as únicas pessoas a saber o meu grande segredo. Nem os meus próprios pais sabem. A razão pela qual não conto não é o medo de ouvir um "nunca serás capaz de fazer isso", mas antes o medo de ter de justificar o porquê de não o ter feito. O meu maior medo é falhar. Como sempre foi e como provavelmente sempre será. Quanto mais trabalho, quantas mais pessoas contacto, quantas mais pesquisas faço mais confiante e positiva fico. Consigo visualizar-me a fazer o que tanto quero. A sério que consigo e é por conseguir visualizar o meu sonho a tornar-se real que mais assustada e ansiosa me sinto. Como é que é possível estar tão confiante e tão assustada ao mesmo tempo?  

Exercício Físico | Run Raspberry run!

Se há um ano atrás me dissessem que eu hoje iria conseguir correr 5km era altamente provável que eu me risse à gargalhada de tão ridícula que essa afirmação me iria soar. No entanto, não é que a 10 de Dezembro de 2015 consegui mesmo correr 5km sem parar um segundo? Juro que ainda estou dividida entre a perplexidade de quem não acredita no que realmente aconteceu e a felicidade plena de quem conseguiu ao fim de 3 meses atingir o seu objectivo! Dá mesmo para acreditar que consegui fazer 5km em 37 minutos e 38 segundos?! Provavelmente é um tempo ridículo para quem já corre há anos, mas para mim é mesmo uma coisa absurdamente fantástica e que me parecia incrivelmente irrealista há alguns meses atrás.  


9.12.15

Música | Do you know where the wild things go?



Se neste momento me perguntassem qual foi a melhor prenda de Natal que alguma vez recebi diria que foi o bilhete para ir assistir ao concerto de uma das minhas bandas preferidas que me enche o coração ao mesmo tempo que me impede de ser intelectualmente produtiva enquanto ouço as suas músicas. Falo de alt-J. Cruzei-me com as suas músicas algures em 2012 enquanto me encontrava a escrever a minha tese de mestrado e a partir daí foram tantos os dias passados a ouvi-los enquanto tentava escrever o porquê de uma tese materialista não ser suficiente para explicar os fenómenos que ocorrem no cérebro. Contudo, se entrassem no meu quarto nesse momento o que iriam ver era uma Raspberry de olhos fechados a apreciar a música e a não escrever coisa nenhuma, mas a estar cada vez mais convencida de que a experiência subjectiva do sujeito não podia ser explicada unicamente através de fenómenos físicos. E foi assim que em 2012 tive de lutar contra o meu bom gosto musical e por-me a ouvir algo que me fizesse ser intelectualmente produtiva. 

Três anos e dois álbuns depois a oito de Dezembro de 2015 consegui assistir pela primeira vez a um concerto dos alt-J e foi absolutamente incrível. Um concerto que teve tanto de mágico como de fantástico. Durante aquela hora em que eles estiveram ali à minha frente e onde eu pude ver cada um deles sem qualquer dificuldade o tempo pareceu que parou. Não tirei uma única fotografia. Não filmei nem um pedacinho de nenhuma música. Apenas quis aproveitar todo o concerto sem estar preocupada em tirar o telemóvel da mala, pôr código, tirar foto, guardar o telemóvel novamente na mala para mais tarde o voltar a tirar para filmar isto e aquilo. Não, não quis fazer isso e não estou arrependida. Tenho cada música e cada momento gravado na minha mente. Foi sem sombra de dúvida uma noite memorável e se me perguntassem não conseguiria dizer quais foram as músicas de que eu mais gostei de ouvir ao vivo porque cada uma delas teve uma magia diferente, mas nada me apagará da memória o quão bonito foi ouvir o publico a cantar praticamente a Breezeblocks na sua totalidade.


8.12.15

Eu, ele e a oitava página de um livro que ando a ler



Um dia uma estudante de mestrado em Filosofia Contemporânea [Eu] virou-se para um Bioengenheiro [Ele] e disse-lhe "Science could merely describe a phenomenon; it could never tell us the purpose of that phenomenon. The seminal question "why" still sat squarely within philosophy's domain."* e ainda acrescentou dizendo que "e não digas que as coisas são assim porque funcionam porque isso não é resposta". Durante alguns momentos ele ficou a pensar enquanto esboçava um sorriso e por fim disse-lhe "Pois não".

*in The Philosopher's Apprentice de James Morrow

7.12.15

Livros | Está feito!

A sete de Dezembro de dois mil e quinze pelas dezasseis horas dei por terminado o meu reading challenge. Foi a primeira vez que impus a mim mesma um número de livros que iria ler durante um ano e correu bem. Consegui acaba-lo algumas semanas antes do fim do ano e ainda vou a tempo de acrescentar mais algum à lista de livros que foram lidos ao longo deste ano. A par disto continuei a apontar o número de páginas que fui lendo (coisa já faço há alguns anos e que me dá um bocadinho mais de prazer do que o número de livros que leio por ano), mas esse número continuará no segredo dos deuses. Nem eu mesma o sei! Só saberei e só o irei revelar lá para dois e mil dezasseis. Anda por aí mais alguém que faça coisas semelhantes?


6.12.15

Compras | O meu namorado percebe tanto de marcas de maquilhagem como eu de marcas de carros



Depois disto eis que quase doze meses depois voltamos mais ou menos ao mesmo. Andávamos nós a ver batons quando de repente ele pergunta: "mas isto é um batom ou um rimmel? Aquela coisa dos olhos...".

5.12.15

Livros | E as saudades que eu tinha de um livro assim?


Se pudesse ficava as 24 horas do meu dia a ler o The Last Minute de Jeff Abbott. É que está a ser uma verdadeira maravilha. Tanto suspense, tanta acção, tantas frases que fazem todo o sentido... 

4.12.15

Pessoal | Um dia...


No dia em que for mãe e que os meus pequenos rebentos tenham idade para tal gostava muito de ter fins de tarde passados na cozinha com eles. Ora a fazer bolachinhas ora a fazer bolinhos e todas essas coisas que toda a gente gosta.

Página 290

"Fear is a weird mistress. She can stop you dead and cripple you, or she can harden your heart with courage".

in The Last Minute de Jeff Abbott

3.12.15

Cinema | "Have courage and be kind"


Aproveitando o facto de ele estar noutra cidade durante dois dias ontem à noite depois de chegar do ginásio e de ter preparado o meu jantar vi pela primeira vez o filme Cinderella. Sou daquelas pessoas que conhece cada frase e cada virgula desta história, mas mesmo assim o filme não perdeu nem por um bocadinho o seu encanto. Afinal de contas trata-se de um filme da Disney e como tal faz-nos sonhar e acreditar por alguns segundos que a magia existe ao mesmo tempo que vai passando uma mensagem que faz todo o sentido. 

"Have courage and be kind". Coragem para enfrentar os problemas de frente; Coragem para fazer aquilo que tanto queremos, mas que estamos sempre a colocar barreiras a nós mesmos; Coragem para dizer não quando queremos dizer não e sim para quando queremos dizer sim; Coragem para sermos amáveis com quem não o sabe ser connosco e é preciso sermos amáveis connosco, com o mundo e com todos aqueles que nos rodeiam sejam eles conhecidos e/ ou desconhecidos. Porque quando temos coragem e sabemos ser amáveis não só nos vemos com melhores olhos como também o universo arranja sempre uma maneira (mais cedo ou mais tarde) de nos presentear da melhor forma.   

1.12.15

Página 92



"There is no way that I am abandoning you."
"Life is a series of abandonings." 

in The Last Minute de Jeff Abbott

28.11.15

Livros | Da desilusão

Querido Ken Follett, 

ao fim de dois meses e meio consegui ler as 1004 páginas do terceiro volume da trilogia "O Século" e foi horrível e extremamente penoso. Doeu perceber que afinal és como o mais comum dos mortais e também falhas. Doeu ver as minhas expectativas que eram extremamente altas caídas por terra e a culpa foi toda e irremediavelmente tua. Sim, toda tua porque como tua fiel leitora habituaste-me a um certo nível de leitura que nada tem a ver com aquele que encontrei no Edge of Eternity (No Limiar da Eternidade em Português). O que aconteceu? Conta-me lá o que aconteceu para que me apresentasses personagens tão vazias e tão... eu sei lá. Como é que de personagens tão bem construídas que encontramos ao longo dos dois primeiros livros (Queda de Gigantes e o Inverno do Mundo) depois crias estas? Porquê que elas têm de se enrolar todas umas com as outras? Não havia mais ninguém interessante no Planeta? Já para não referir o facto de que por causa de tanto drama amoroso os eventos Históricos referentes à Guerra Fria e à queda do bloco soviético acabaram por se perder. Porquê que depois de dois livros absolutamente brilhantes decidiste dar mais importância às personagens e cagar na História propriamente dita? Desculpa-me a linguagem, mas foi exactamente isso que fizeste e olha que não me sinto capaz de te perdoar! Pelo menos não neste preciso momento. Já agora que merda foi aquela que aconteceu no Líbano que não percebi a que propósito veio se depois não exploraste mais nem explicaste decentemente por que raio as coisas aconteceram daquela forma? Foi só para dizer que o Presidente Ronald Reagan era um estupor de um assassino?! Havia outras coisas que gostava de saber, mas olha o que está feito feito está e por mais explicações que me desses eu ficaria na mesma: desconsolada e frustrada por teres editado este livro que está mesmo ali no limiar da merda e que realmente demora uma eternidade para que se consiga acabar de ler. 

Até um dia destes,
Raspberry. 

Planos para hoje


Hoje só me apetece ficar em casa a ouvir músicas de Natal pela voz de Michael Bublé enquanto faço com ele [com o namorado, não com o Michael Bublé] a nossa árvore de Natal e enfeitamos o nosso mini apartamento de uma ponta à outra! Melhor do que isso só se para o lanche houvesse um cappuccino com um bolinho de canela. 

22.11.15

Livros | The Fault in Our Stars

Por norma não gosto de ver primeiro o filme e só depois ler o livro, mas com o The Fault in Our Stars (A Culpa é das Estrelas em Portuguêsfoi exactamente assim que a coisa se deu. Na altura não andava com grande paciência para ler e então decidi ver o filme e se este me cativasse aí sim compraria eventualmente o livro. Vi o filme e gostei. Comprei o livro e li-o em menos de uma semana e se existem livros que nos ficam guardados no coração este é definitivamente um deles. Adorei ler cada página desde o primeiro ao último paragrafo. Sim, é um livro que fala de personagens que têm cancro, mas não, não é um livro sobre o cancro e foi exactamente este pormenor que me fez gostar ainda mais de o ler. 

Ao contrário do que acontece muitas vezes em livros deste género no The Fault in Our Stars as personagens existem de forma independente do cancro. O cancro é algo que lhe aconteceu, não aquilo que as define. Hazel Grace e Augustus Waters assim como todas as outras personagens são pessoas normais. São adolescentes que se irritam com coisas parvas, que se apaixonam, que gostam de sair e de apreciar a vida como ela é ao mesmo tempo que também são pessoas que vivem com uma condição especial. Pessoalmente acho que neste sentido John Green fez um trabalho formidável. Claro que não foi só por causa deste grande pormenor que me apaixonei pelo livro e que o li quase à velocidade da luz. Foi também a simplicidade da escrita, os diálogos tão simples e tão bonitos, foram todas aquelas descrições de quem se está a apaixonar e que nos fazem recordar como as sensações e os sentimentos estão tão à flor da pele quando nos apercebemos que "oh bolas, apaixonei-me!". É um livro muito bonito com partes que nos aquecem o coração para depois o esmagar e reduzi-lo a pó. 

Acho que não é preciso dizer que recomendo a leitura deste livro, pois não? Nem vale a pena dizer que este será daqueles livros que irei ler vezes e vezes sem conta, pois não? Assim como também todos sabem (pelo menos aqueles que leram) que é definitivamente uma pena que o livro An Imperial Affliction não exista porque se existisse eu iria querer ler, certo? E é óbvio para todos que se eu tivesse de dar uma cotação a este livro seria de 5 estrelas, não é? Pois, bem me parecia. 


20.11.15

Actualidade | A 20 de Outubro de 2015, em Portugal, torna-se legal a adopção por casais do mesmo sexo!


Haverá sempre quem continue a achar que a homossexualidade é uma doença e continuará a haver quem pense que é contra a natureza uma criança ter dois pais ou duas mães, mas hoje isso pouco importa. O importante é que hoje se deu um passo em frente no que diz respeito à igualdade e à liberdade. Hoje fez-se história. 

19.11.15

Aquele momento em que...


estou no meio de um grupo de pessoas em que no decorrer de uma conversa uma delas diz uma frase que todos conhecem porque todos viram o filme e de repente começam todos às gargalhadas menos eu, claro. Depois perguntam-me se não vi o filme e quando respondo que não é como se de repente desejassem banir-me deste Planeta. 


17.11.15

Está (novamente) a chover? Não faz mal!


Lá fora chove. Cá dentro os sonhos estão dia após dia mais perto de se tornarem realidade. Esta será mais uma tarde passada em frente ao computador e com umas quantas folhas à frente prontas a serem rabiscadas com isto e com aquilo enquanto aqueço a alma com uma chávena de chá bem quente de maçã e canela. (Haverá chá de Outono melhor do que este?)

ps: o tempo da melancia já lá vai, mas eu andava há imenso tempo à procura de um dia em que calhasse bem usar esta imagem. Não a acham absolutamente adorável?

16.11.15

Aquele momento em que...



gastamos o vale de 100£ na M&S que ganhamos quando mudamos de operadora de Internet e no final ainda recebemos uma Gift Box com uma garrafa de vinho e duas caixas de chocolate Belga!  

15.11.15

13.11.15

Saúde | Por uma Raspberry mais saudável e bonita!



Passaram dois meses desde que voltei de Portugal com um novo objectivo (para além de outros tantos): emagrecer e acima de tudo levar a sério a minha reeducação alimentar. Ao longo destes dois meses muita coisa mudou tanto a nível exterior como a nível interior. Quando voltei de Portugal e me olhei ao espelho com olhos de ver odiei o que vi. Odiei ver aquela gordura localizada na zona da barriga e das costas. Principalmente nas costas. Sempre considerei as costas a parte do corpo mais sexy quer de uma mulher quer de um homem e sempre achei que as minhas costas eram bastante sexy. Pelo menos até ao dia em que vi que afinal já não eram. Foram elas, para além de tudo o resto, que me fizeram ganhar força para iniciar esta caminhada. 

Não é segredo que desde que a minha avó morreu que comecei a procurar consolo na comida. Principalmente nos doces e toda a gente sabe que isso nunca dá em coisa boa. Comer por comer e comer para preencher vazios não é de todo uma boa politica. Eu sabia disso. Sempre soube. Apenas não conseguia evitar. No final, apesar de estar plenamente consciente de que estava a fazer tudo mal e que por mais exercício que fizesse não iria ver resultados não conseguia sair deste ciclo vicioso. Até ao dia em que fiz as pazes com a minha avó, com o Universo e comigo mesma. Quando se muda por dentro torna-se bem mais fácil mudarmos por fora e foi assim que decidi começar a frequentar o ginásio, a correr e a começar a ter uma maior consciência daquilo que como e do porquê de querer comer agora ou o porquê de querer comer isto em vez daquilo.

Dois meses passaram e ao todo já perdi quatro quilos e bastante volume; já não sinto que ando a comer para preencher vazios e angústias; já não como chocolate todos os dias (a última vez que comi chocolate foi dia 6 de Outubro. Wow.) e já não sinto necessidade de comer todos os doces deste mundo e arredores. No entanto, tenho plena consciência de que a minha reeducação alimentar não está perfeita principalmente porque ainda sinto a necessidade de comer a minha bolacha diária. No entanto, optei por uma bolacha simples (e que sou que as faço) e é o facto de comer essa única bolacha que me permite ter controlo face aos doces. Como a bolacha com o meu café (sem açúcar) e fico bem deixando de sentir qualquer necessidade de comer mais uma e mais outra bolacha. Por isso, apesar de não conseguir ter um único dia da asneira faço muito menos asneiras do que aquelas que fazia anteriormente. 

Ao contrário de há dois meses atrás, neste momento sinto-me bem comigo e com o meu corpo que ainda não está como quero, mas no qual já noto tantas mudanças positivas. O processo está a ir devagar, mas é devagar que se vai ao longe, não é verdade? 
   

6.11.15

Pessoal | No matter how dark it gets

Se houve algo que a morte da minha avó me ensinou foi que não existe um prazo limite para vivermos a fase de luto. Há quem precise de apenas algumas semanas ou meses e há outros que precisam de vários meses ou anos para se sentirem inteiros novamente. Houve alturas em que achei que já tinha passado e que estava bem para passadas poucas semanas me sentir novamente abandonada, perdida e zangada com a minha avó que partiu sem aviso prévio deixando-me órfã de avó e vazia de sentido. Foi nesse momento que percebi que me fazia falta um Deus qualquer em que eu pudesse acreditar e ter fé. Fazia-me falta um Deus qualquer que me fizesse acreditar que realmente o céu existe e que era lá que a minha avó se encontrava. Fazia-me jeito ter fé num Deus qualquer que me fizesse acreditar que a minha avó se encontrava em paz. Um Deus que me fizesse ter fé que um dia deixaria de doer e que tudo ficaria bem. No entanto, continuei igual a mim mesma. Sem Deus. Sem fé em algo divino. Sem religião.

Com a morte da minha avó aprendi que não devemos apressar as coisas porque "That's the thing about pain. It demands to be felt" (John Green, The Fault In Our Stars). O meu erro foi camuflar a dor; evitar as lágrimas; sorrir quando queria desaparecer; fingir que estava tudo bem quando por dentro estava tudo uma merda; fingir a existência de uma felicidade extrema quando o que sentia era uma tristeza tão profunda acompanhada por um vazio sem fim; ser quando queria não-ser.

A dor não desaparece pelo simples facto de querermos que ela nos deixe. A dor acompanha-nos para onde quer que seja por tempo indeterminado até que um dia acordamos e tudo fica mais leve. Há quem precise de um Deus para isso. A certa altura até eu achei que precisava de um Deus para curar a minha dor, mas do que realmente precisava era de um bom episódio de Grey's Anatomy. Não, não estou no gozo. Durante um ano e meio a dor que senti por ter perdido a minha avó acompanhou-me todos os dias mesmo quando eu estava concentradíssima em ignora-la. No entanto, lembro-me como se tivesse sido hoje o dia em que o processo de cura foi iniciado. Foi no último episódio da temporada 11 de Grey's Anatomy algures em Março quando a Meredith disse:



Nesse dia chorei o que havia para chorar e fui chorando todos os dias em que senti que devia chorar até que um dia simplesmente deixou de doer. Depois da dor só a saudade permanece. 

Felicidade também é...

saber que daqui a um mês e dois dias irei assistir ao concerto de uma das minhas bandas preferidas - alt-J ∆.



3.11.15

Olá Mundo!



Era só mesmo para vos dizer que depois de ter passado 14 horas em viagem devido a um atraso enorme no voo para Inglaterra lá consegui chegar a casa e que entretanto descobri onde se situa o filtro da minha máquina de lavar e que foi uma sorte não ter inundado a casa toda por causa de uma meia! 

28.10.15

Crónicas de uma vida a dois


A despedida é agridoce, mas o reencontro é sempre doce e pegajoso como uma grande nuvem feita de algodão doce cor-de-rosa.

26.10.15

Aproximem-se que tenho um segredo para vos contar


Isto sem vocês não teria piada nenhuma! 

Não sei ao certo o que vos faz voltar uma e outra vez; não sei o que mais vos encanta neste meu cantinho que também é, em parte, vosso; não sei se se identificam inteiramente com as minhas palavras, mas muito obrigada por me seguirem; obrigada por comentarem o que eu escrevo e obrigada por também escreverem nos vossos cantinhos que eu tanto gosto de visitar.

25.10.15

Pessoal | Acerca dos sentimentos que vivem em mim


Isto de estar na Suécia é muito bonito, mas já estou mortinha que chegue o dia 28 para o ir buscar à estação de comboio para que ele me faça companhia nestes últimos dias que ainda tenho pela frente em terras de (outra) nossa Majestade. Não sei se sabem, mas já ando a morrer de saudades do rapaz. 

23.10.15

Viagens | Raspberry na Suécia [Curiosidades]



Supermercado


Sempre que tenho de ir ao supermercado comprar o que me é essencial sei que vou demorar uma pequena eternidade a sair de lá. O tempo que demoro não se deve ao número de coisas que pretendo trazer comigo, mas antes à dificuldade em perceber do que se tratam uns tantos produtos. Ao contrário do que acontece em Portugal em que um só produto é capaz de vir traduzido pelo menos em três línguas e uma delas é sempre o Inglês, aqui na Suécia vem apenas em Sueco, Finlandês, Norueguês e Dinamarquês o que dificulta muito mais as coisas. O que vale é que normalmente os supermercados que visito têm WI-FI e o google tradutor está sempre prontinho a ajudar.

Sociedade

Ao contrário de Inglaterra em que basicamente vejo uma pessoa obesa quase a cada esquina e não, não estou a exagerar aqui na Suécia ainda não vi nenhum obeso. Naturalmente que existem pessoas em que se nota que têm um bocadinho de gordura a mais aqui ou ali, mas obesos não. Já tinha reparado nisso na primeira vez que fui a Estocolmo e agora tornei a reparar no mesmo. Outra coisa que tornei, uma vez mais, a reparar é que nada os para de praticar exercício. Quer seja ao inicio da manhã quer seja ao final da tarde não é difícil ver pessoas a correr ou a andar de bicicleta (o que também me faz ter vontade de me juntar a eles) mesmo que as temperaturas não sejam as mais agradáveis. Continuo a achar os Suecos super simpáticos e prestáveis assim como também continuo a achar que os homens Suecos fazem bastante bem aos olhos. A língua poderá ser um obstáculo no entanto é um obstáculo que poderá ser facilmente contornado visto que uma grande maioria fala bem Inglês (até hoje ainda não encontrei ninguém que não falasse). 

Vocabulário 

Sei apenas quatro coisas em Sueco: Fika (é a pausa para o café), kaka (que significa bolo), kanelbulle (que é um bolo fofinho de canela com recheio muito leve de cacau e que por acaso é o meu bolo preferido) e Tack (que significa obrigado). 

Alimentação

Quer em Portugal quer no Reino Unido sinto alguma dificuldade em encontrar variedade nos produtos sem lactose principalmente no que diz respeito a iogurtes o que faz com que eu acabe por comer sempre ou iogurtes naturais sem lactose ou os de soja quando o que me apetecia era ter uma vasta quantidade de iogurtes com diferentes sabores sem lactose. Contudo, aqui na Suécia encontrar produtos sem lactose não é de todo um drama visto que existe um só corredor para estes produtos nomeadamente iogurtes de diferentes sabores sem lactose. Agora imaginem a minha alegria quando me deparei com tão extensa variedade de sabores. E quem fala de produtos sem lactose, também fala de produtos sem glutén. Uma maravilha para pessoas que têm estas intolerâncias chatas.
Suspeito que os Suecos sejam viciados em batatas visto que quase tudo o que cozinham leva batata. Ou são batatas cozidas ou são batatas assadas ou então é puré de batata com qualquer coisa. Quem vê a palavra tantas vezes numa só linha poderá pensar que a alimentação sueca não é tão saudável quanto aquilo que se pensava, mas a verdade é que o é. É bastante comum vermos um Sueco a petiscar ora rodelas de pepino ora rodelas de cenoura ora outro legume qualquer e a verdade é que basta olharmos para o interior de um supermercado para vermos como o espaço reservado para produtos saudáveis é muito maior do que aquele que é reservado para a comida pré-feita (exactamente o oposto daquilo que eu encontro em Inglaterra).

Decoração

Tenho um amor muito grande pela típica decoração escandinava marcada por linhas simples e de cores suaves onde o branco é predominante, por isso não é de estranhar que já me tenha apaixonado por umas quantas lojas de decoração daqui. Algo que me chamou a atenção durante esta primeira semana e que me passou ao lado quando estive em Estocolmo é o brio que os Suecos têm em ter as suas janelas bonitas. Neste momento estou a "viver" numa zona residencial muito calma onde basicamente a única coisa mais barulhenta que acontece é a passagem do comboio e sempre que tenho de sair não me canso de olhar e de apreciar as bonitas janelas. Raras são as janelas que não têm uma ou mais plantas e um candeeiro todo bonito a servir de iluminação. Cortinas é algo que eles não usam... nisso são como os Ingleses, mas ao contrário dos Suecos os Ingleses no geral não têm grande brio nem nas janelas nem tampouco nos jardins das suas casas.

22.10.15

Pergunto-me se...


haverá algo melhor do que uma caneca de chá bem quente ou uma caneca de chocolate quente numa noite fria de "Inverno" e de chuva... 



Página 36/37

"May I see you again?" he asked. There was an endearing nervousness in his voice.
I smiled. "Sure."
"Tomorrow?" he asked.
"Patience. grasshopper," I counseled. "You don't want to seem overeager."
"Right, that's why I said tomorrow," he said. "I want to see you again tonight. But I'm willing to wait all night and much of tomorrow." I rolled my eyes. "I'm serious," he said.
"You don't even know me," I said. I grabbed the book from the center console. "How about I call you when I finish this?"
"But you don't even have my phone number", he said.
"I strongly suspect you wrote it in the book."
He broke out into that goofy smile. "And you say we don't know each other."

in The Fault In Our Stars de John Green

20.10.15

Livros | My Sister's Keeper







Autor: Jodi Picoult
Nome do livro: My Sister's Keeper
Número de Páginas: 432
A minha classificação: 


Para a minha estadia de um mês na Suécia trouxe comigo dois livros e deixei o terceiro e último livro da trilogia "O Século" de Ken Follett em casa e que só poderei terminar algures em Novembro. Numa semana acabei um dos dois livros que viajaram comigo e durante alguns dias não soube ao certo o que escrever acerca dele. My sister's Keeper de Jodi Picoult (Para a minha irmã na versão Portuguesa) aborda temas complexos e difíceis de digerir.

Quando começamos a ler este livro percebemos imediatamente que a história deste vai girar à volta da família Fitzgerald e nos altos e baixos que esta família tem vindo a enfrentar ao longo de vários anos. Sara e Brian viviam um casamento feliz e tranquilo na companhia dos seus dois filhos Jesse e Kate, mas tudo mudou quando Kate fez dois anos e lhe foi diagnosticado um tipo raro de leucemia e que muito provavelmente lhe iria causar uma morte prematura.

Kate precisa rapidamente de um dador, mas uma vez que nem os seus pais nem o seu irmão Jesse são compatíveis Brian e Sara decidem ter um terceiro filho (Anna) que ao ser geneticamente seleccionado fará de Anna uma dadora perfeitamente compatível e que poderá salvar a vida de Kate. Desde o seu nascimento que Anna fez diversas doações que a obrigaram a passar por uma série de tratamentos evasivos e por vezes dolorosos. Depois de ter doado medula óssea, glóbulos brancos e mais umas quantas coisas desta vez Kate precisa que Anna lhe doe um rim. É precisamente aqui que a história ganha um contorno totalmente novo.

Anna cansada de ser obrigada a fazer tantas doações ao longo dos seus 13 anos decide instaurar com a ajuda de Jesse um processo legal contra os seus pais de forma a ganhar a sua emancipação médica, isto é, Anna quer ter o direito de decidir se quer ou não doar o que quer que seja à sua irmã. E é precisamente por isto que eu digo que este livro aborda temas difíceis e complexos. Num primeiro plano a decisão de Anna pode parecer-nos egoísta porque damos por nós a pensar que tipo de pessoa é esta que não está disposta a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar a irmã a escapar da morte prematura, mas depois damos por nós a torcer por ela e para que ela ganhe o processo. Primeiro porque deveria ser uma decisão que deveria partir dela e não dos pais e depois porque fiquei a pensar até que ponto devemos continuar a insistir em prolongar a vida em part-time de alguém. Quando é que deixará de valer a pena continuar a tentar? e como é que uma família consegue ficar unida e funcional perante tudo isto que vai acontecendo?

Trata-se de um livro com questões bastante complexas onde por vezes se torna difícil separar o que é legal do que é ético e foi precisamente isto que me levou a comprar o livro.   

19.10.15

Por outro lado...



Passou-nos completamente ao lado o dia 26 de Setembro que foi não só o dia em que nos mudamos de malas e bagagens para Inglaterra como também foi o dia em que iniciamos a nossa vida a dois. Já lá vão dois anos...

18.10.15

Ao décimo oitavo dia de cada mês somamos mais um mês!


Quando nos ouvem a falar sobre isso, por vezes, perguntam-nos muito admirados "mas ao fim destes anos todos ainda contam os meses?" e nós respondemos com um enorme sim acompanhado pelo melhor sorriso sem qualquer vergonha. Já lá vão oito anos e seis meses. 

Bom dia Mundo!


Hoje espera-me uma tarde passada em casa à volta de farinha e diferentes tipos de açúcares e outros tantos ingredientes. Prometi fazer um bolo de canela com recheio e cobertura de chocolate e como prometido é devido lá terei de o fazer. Para além disso tenciono ver uns quantos episódios de Downton Abbey e vocês o que têm planeado para o dia de hoje? Algo de entusiasmante?

17.10.15

Facto


Enquanto que todas as minhas colegas conseguiam fazer este exercício nas aulas de educação-física já eu nunca consegui e continuo sem conseguir. 

16.10.15

Pessoal | Raspberry e os bebés

Sou filha única e até bem pouco tempo era a mais nova de toda a minha família e só há quatro anos atrás é que comecei a conviver com bebés. Os meus amigos comparam-me à Robin da série How I Met Your Mother porque tal como ela tento sempre esquivar-me na hora de ter de pegar num bebé. Não é que não goste de bebés porque até os acho fofos, apenas não me sinto minimamente à vontade para pegar neles. Dizem os entendidos que eu pego nas minhas gatas como se pegam nos bebés, mas eu não acredito e mesmo que assim seja sei à partida que se alguma das minhas gatas me cair do colo não se irá magoar enquanto que um bebé é um ser extremamente frágil. Depois também acho estúpido aquelas vozes fininhas que se fazem quando se fala com os bebés e aquelas palhaçadas que vêm juntamente com a tal voz fininha e onde cada palavra acaba em "inho" ou "inha", no entanto não acho estúpido quando falo dessa forma com as minhas gatas. Decididamente devo ter para aqui algum problema... Adiante. 

Não me sinto à vontade com bebés e a verdade é que só começo a interagir com eles quando eles começam a falar e a fazer coisas como puzzles, pintar e brincar com bonecos. Só a partir daí é que sei interagir com eles, mais cedo do que isso é como se fossem pequenos extraterrestres. Perdoem-me os mais sensíveis, mas é assim que me sinto quando tenho de conviver de perto com eles. Certamente que haverá mais pessoas como eu por este mundo fora. No entanto, irrita-me que se sirvam desta minha pequena incapacidade para afirmarem que um dia serei uma mãe fria e distante. Sinceramente acredito a 100% que o facto de não conseguir criar uma ligação com os bebés dos outros em nada significa que um dia também não irei conseguir com os meus próprios filhos porque nesse dia serão os meus e não os dos outros. Assim como também acredito que aqueles 9 meses de gestação trazem consigo um sentimento único e que a partir do momento em que o bebé nasce tudo surge de forma natural. Ou pelo menos gosto de acreditar que assim será.


14.10.15

Viagens | Raspberry na Suécia [nem o frio me pára: as corridas continuam]



Depois de ter (re)começado a correr há pouco mais do que um mês não podia parar só porque vinha passar um mês na Suécia, não acham? Aproveitando o facto de me encontrar a "viver" numa cidade super calma no sul da Suécia com pouquíssimo trânsito e com muitas ruas pedonais claro que tive de arranjar espaço na minha mala para trazer algum equipamento desportivo. 

Quem me recebeu em terras Suecas estava capaz de apostar que eu nunca sairia de casa para correr devido ao frio. O meu namorado pensou exactamente o mesmo. Também eu pensei e por isso só trouxe dois conjuntos não fosse andar a encher a mala com roupa de desporto para nada, mas a verdade é que tenho tido sempre vontade de sair para correr e agora estou ligeiramente arrependida por não ter trazido um terceiro conjunto. Enfim, pormenores. 

A verdade é que tem estado bastante frio. Aquele frio que parece que nos entra pela roupa para depois penetrar na nossa pele e congelar-nos os ossos. Pois, estamos na Suécia e isto para eles é um Outono ameno enquanto que para mim já parece Inverno. Contudo, a preguiça não tem tomado conta de mim e acredito que tal se deva ao facto de acordar sempre com um sol maravilhoso que me puxa lá para fora e a não querer ficar nem mais um segundo fechada em casa. 

Hoje foi a segunda vez que saí para correr. Na primeira vez a coisa correu muito mal e só aguentei correr durante 10 minutos. Confesso que fiquei desiludida já que conseguia correr uns bons 35 minutos em terras de nossa Majestade (a Inglesa para o caso de haver dúvidas de qual delas estou a falar), mas depois lá me recompus. É perfeitamente normal isto acontecer: primeiro porque raramente corro na rua, mas sim na passadeira do ginásio e depois o ar frio não ajuda na respiração porque chega-se a uma certa altura em que começa a doer ao respirar. Portanto, não deixei que esses 10 minutos me afectassem em demasia e decidi fazer mais 30 minutos de exercício em casa. Hoje enchi-me de coragem e lá fui eu outra vez correr. Desta vez já conhecia melhor o trajecto a percorrer - o que fez com que eu ficasse mais descontraída e que apreciasse mais o "passeio" - e desta vez já consegui correr durante 20 minutos! Mais 10 minutos do que a última vez e é exactamente isto que me motiva a continuar e a não parar. É difícil? Muito! Se sinto vontade de parar? Sim, logo ao fim do primeiro minuto de corrida é o que mais desejo. O que me faz continuar? O sentimento com que fico no final. A satisfação de ver que aos poucos vou conseguindo um bocadinho mais. 

Tudo está na nossa cabeça. Se acreditarmos que somos capazes de fazê-lo, então seremos mesmo capazes de fazê-lo. 

Posto isto decidi que quando voltar para Inglaterra vou continuar a correr pela rua. Agora já ninguém me pára! 

13.10.15

Viagens | Raspberry na Suécia (Dia 1)



Nunca gostei de fazer viagens longas. Fazem-me ficar aborrecida, irrequieta e causam-me dores nas pernas. Gosto ainda menos quando tenho de fazê-las sozinha. Juro-vos que quando me preparava para sair de casa com as malas a minha vontade era de cancelar tudo e de ficar no meu cantinho sossegada e onde ainda estavam uns muito agradáveis 17 graus, mas compromissos são compromissos e lá me enchi de coragem para enfrentar as nove horas de viagem que tinha pela frente. A maior parte do tempo foi passado entre comboios e esperas no aeroporto, mas para minha surpresa a viagem foi muito mais tranquila do que aquilo que eu havia imaginado e o tempo pareceu mesmo que passou a voar. 

Como estou numa cidade situada no Sul da Suécia o aeroporto mais próximo era o do Copenhaga. Uma vez lá o choque cultural abateu-se em mim de tal maneira que demorei uns segundos a conseguir orientar-me novamente. O próximo passo seria apanhar o comboio que sai directamente do aeroporto e que iria até à cidade onde eu irei ficar durante todo o mês de Outubro. Existe apenas uma máquina onde se podem comprar os bilhetes junto ao local onde se levantam as malas de porão e o bilhete só pode ser pago com cartão de débito ou crédito. Ainda hoje não sei bem como consegui comprar o bilhete e apanhar o comboio em tão curto espaço de tempo (sensivelmente 7 minutos), mas acredito que tenha ajudado o facto de ter perguntado a pelo menos 3 pessoas se estava na linha certa e se o próximo comboio seria o meu. (Nota: a partir do momento em que saem do aeroporto e se atrevem a andar de comboio toda a informação relativa a paragens, mudança de linha e etc. é dada nas línguas nórdicas. Neste caso julgo que apenas tenham falado em Dinamarquês e Sueco, no entanto não é nada difícil encontrar alguém que fale Inglês e que vos ajude a orientarem-se o que é óptimo.) Uma vez no comboio e depois de me ter sentado no primeiro lugar vago que encontrei o que aconteceu? Ouvi um boa noite dirigido a mim depois de eu ter desligado uma chamada feita em Português. A verdade é que andamos mesmo todos espalhados pelo mundo e facilmente encontramos um Português em qualquer país que estejamos a visitar. 

Como vos disse a viagem foi super tranquila. Não houve atrasos nem nos comboios nem na viagem de avião. Consegui aproveitar a viagem para ler e para ver episódios da nova série que ando a ver - Downton Abbey - e o mais importante de tudo: levei comida suficiente para as minhas 9 horas de viagem! 

Quanto ao tempo só tenho a constatar o óbvio: está frio (entre os 9º e os 0º o que não é nada mau tendo em conta que estamos a falar da Suécia), mas também têm estado bonitos dias de sol excepto hoje que está a chover. 

12.10.15

Acerca das coisas que eu adoro


Estantes coloridas com muitos livros e outras bugigangas bonitas como souvenirs num estilo desorganizado-organizado. 

7.10.15

Vou até ali à Suécia e volto já!


Até já mundo! 

[Nota: não sei se terei disponibilidade de vir cá contar-vos coisas, mas prometo que irei tentar aproveitar para trabalhar muito e para me divertir e visitar o máximo de coisas possíveis durante a minha estadia de um mês!]

6.10.15

Planos para o dia de hoje


Limpar a casa. Sim, sou daquelas pessoas que antes de viajar gosta de deixar a casa super limpa isto porque detesto chegar de uma viagem e ter uma casa por limpar. 


Comprar o lanche para levar comigo durante a viagem de amanhã que isto de se viajar durante 9 horas sendo que a maior parte do tempo será passado em comboios e não no avião para além de uma grande dose de paciência requer uma dose generosa de comida. 


Fazer a mala. Já sei que vai ser um stress de todo o tamanho para fazer caber toda a roupa necessária, mas eu sou mesmo daquelas pessoas que nunca aprende e que deixa a mala por fazer até ao último dia. 


Por fim se houver tempo e disposição para tal ainda dou um salto (o último deste mês) ao ginásio ou então faço um treino em casa. A ver vamos.